quinta-feira, 28 de janeiro de 2010

BANCO DE DADOS 01-CONCURSOS

Unidade 1 - Textos












INTERPRETAÇÃO E COMPREENSÃO DE UM TEXTO





A palavra interpretar vem do latim interpretare e significa explicar, comentar ou aclarar o sentido dos signos ou símbolos.

Tal vocábulo corresponde ao grego análysis, que tem o sentido de decompor um todo em suas partes, sem decompor o todo, para compreendê-lo melhor.



Interpretar um texto é penetrá-lo em sua essência, observar qual é a idéia principal, quais os argumentos que comprovam a idéia, como o texto está escrito e outras nuanças. Em suma, procurar interpretar corretamente um texto é ampliar seus horizontes existenciais.



Saber ler corretamente



Ler adequadamente é mais do que ser capaz de decodificar as palavras ou combinações linearmente ordenadas em sentenças. O interessado deve aprender a “enxergar” todo o contexto denotativo e conotativo. É preciso compreender o assunto principal, suas causas e conseqüências, críticas, argumentações,polissemias, ambigüidades, ironias, etc.

Ler adequadamente é sempre resultado da consideração de dois tipos de fatores: os propriamente lingüísticos e os contextuais ou situacionais, que podem ser de natureza bastante variada. Bom leitor, portanto, é aquele capaz de integrar estes dois tipos de fatores.

Erros de Leitura



Extrapolar



Trata-se de um erro muito comum. Ocorre quando saímos do contexto, acrescentando-lhe idéias que não estão presentes no texto. A interpretação fica comprometida, pois passamos a criar sobre aquilo que foi lido. Freqüentemente, relacionamos fatos que conhecemos, mas que eram realidade em outros contextos e não naquele que está sendo analisado.



Reduzir

Trata-se de um erro oposto à extrapolação. Ocorre quando damos atenção apenas a uma parte ou aspecto do texto, esquecendo a totalidade do contexto. Privilegiamos, desse modo, apenas um fato ou uma relação que podem ser verdadeiros, porém insuficientes se levarmos em consideração o conjunto das idéias.



Contradizer

É o mais comum dos erros. Ocorre quando chegamos a uma conclusão que se opõe ao texto. Associamos idéias que, embora no texto, não se relacionam entre si.





Defeitos do Texto



Barbarismo

Consiste em grafar ou pronunciar

uma palavra em desacordo com a

norma culta. Eles acontecem:

1.na grafia: analizar por analisar;

2.na pronúncia: rúbrica por rubrica;

3.na morfologia: deteu por deteve;

4.na semântica: o iminente jurista por o eminente jurista

5.os estrangeirismos: quando usados desnecessariamente.





Solecismo

Qualquer erro de construção sintática.

1. de concordância: Fazem anos que não o vejo;

2. de regência: Esqueceram de mim;

3. de colocação pronominal: Não amo-te.



Arcaísmo

Emprego de palavras ou construções antigas, que já caíram em desuso.

Antanho por no passado.



Preciosismo

Exagero na linguagem, em prejuízo da naturalidade e clareza da frase.

Isso é colóquio flácido para acalentar bovino.



Cacofonia

Qualquer seqüência silábica que provoque som desagradável.

Vou-me já!

Polícia Federal confisca gado no Paraná.



Ambigüidade ou Anfibologia

Duplo sentido decorrente de construção defeituosa da frase.

O cachorro do meu vizinho morreu.



Redundância, Pleonasmo Vicioso ou Tautologia

Repetição desnecessária de informação.

Ele detém o monopólio exclusivo dos refrigerantes.

Todos foram unânimes.





Interpretando o conteúdo do texto



Idéias explícitas e implícitas

Alguns textos apresentam suas idéias de forma direta e objetiva, permitindo interpretação rápida por parte do leitor. Outros expõem suas idéias de forma indireta e subjetiva, exigindo maior atenção do receptor.



Texto com idéia explícita

Os textos apresentam suas idéias de forma direta e objetiva, permitindo interpretação rápida por parte do leitor.

Exemplo

A questão exige do candidato a capacidade de reescrever o texto, observando a manutenção ou não do sentido original.

“Os fatos desta vez deram razão a Monteiro Lobato.”; a(s) forma(s) INADEQUADA(S) de reescrever-se esse mesmo período, mantendo-se o sentido original, é(são):

I -A Monteiro Lobato foi dada razão pelos fatos, desta vez;

II- A Monteiro Lobato deram razão, desta vez, os fatos;

I - A Monteiro Lobato, foi-lhe dada razão pelos fatos, desta vez.







(A) nenhuma;

(B) III

(C) I-III

(D) II

(E) II-III



Gabarito: A



Texto com idéia implícita



No texto implícito, as idéias são expostas de forma indireta e subjetiva, exigindo maior atenção do receptor.

Exemplo

“No íntimo, estamos inclinados à simplicidade da manjedoura. O mal-estar decorre do fato de nos sentirmos mais próximos dos salões de Herodes” Essas frases significam que:



a)a manjedoura simboliza a simplicidade do Menino-Deus;

b)somos atraídos pelas festas dos “salões de Herodes”;

c) a simplicidade da manjedoura vale mais que o luxo dos “salões de Herodes”;

d)no Natal acabamos por contrariar nossos sentimentos mais profundos;

e)entre a simplicidade e o luxo, a nossa tendência é escolher o luxo.



Gabarito:D



Assuntos relacionados à interpretação de um texto



Denotação/Conotação

Sentido denotativo é o uso da palavra em seu aspecto real.

Exemplo: O moça está usando uma jóia muito preciosa.

Sentido conotativo é o uso da palavra em seu aspecto figurado.

Exemplo: Aquela moça é jóia.



Exemplo

Informe se nas frases abaixo as palavras destacadas estão empregadas em sentido denotativo ou conotativo.

a) Nas ruas, as pessoas andavam apressadas.

b) As ruas eram cheias de pernas apressadas. )

c)Temos amargas lembranças daquele período de autoritarismo político.

d)Era uma pessoa de expressão dura e coração mole.

e)Os galhos da imensa árvore sustentavam os frutos maduros.

f)Os galhos namoravam os frutos maduros que sustentavam.



Gabarito:

a - denotativo

b - conotativo

c - conotativo

d - conotativo

e – denotativo





Assuntos relacionados à interpretação de um texto

Coerência



O texto coerente é lógico e organizado em suas idéias. É importante não confundir coerência e relação semântica com o texto. Algumas vezes, surgem questões reescrevendo o texto alterando o sentido sem necessariamente quebrar a lógica da idéia.





Coesão

A coesão é assunto bem abrangente. Em concurso, observamos sua relação com termos, expressões ou idéias, que podem estar antes ou após o elemento coesivo.





Paráfrase

Paráfrase é reescrever o texto sem alterar a idéia do que foi escrito originalmente. É comum em provas do Cespe aparecer também com o nome de “relações semânticas”.





Exemplo de paráfrase



Profecias de uma Revolução na Medicina



Há séculos, os professores de segundo grau da Sardenha vêm testemunhando um fenômenos curioso. Com a chegada da primavera, em fevereiro, alguns de seus alunos tornam-se apáticos. Nos três meses subseqüentes, sofrem uma baixa em seu rendimento escolar, sentem-se tontos e nauseados, e adormecem na sala de aula. Depois, repentinamente, suas energias retornam. E ficam ativos e saudáveis até o próximo mês de fevereiro.



Os professores sardenhos sabem que os adultos também apresentam sintomas semelhantes e que, na realidade, alguns chegam a morrer após urinarem uma grande quantidade de sangue. Por vezes, aproximadamente 35% dos habitantes da ilha chegam a ser acometidos por este mal.



O Dr. Marcelo Siniscalco, do Centro de Cancerologia Sloan-Kedttering, em Nova Iorque, e o Dr. Arno G. Motulsky, da Universidade de Washington, depararam pela primeira vez com a doença em 1959, enquanto desenvolviam um estudo sobre padrões de hereditariedade e determinaram que os sardenhos eram vítimas de anemia hemolítica, uma doença hereditária que faz com que os glóbulos vermelhos do sangue se desintegrem no interior dos veios sangüíneos. Os pacientes urinavam sangue porque os rins filtram e expelem a hemoglobina não aproveitada. Se o volume de destruição for mínimo, o resultado será a letargia; se for aguda, a doença poderá acarretar a morte do paciente.



A anemia hemolítica pode ter diversas origens. Mas na Sardenha, as experiências indicam que praticamente todas as pessoas acometidas por este mal têm deficiência de uma única enzima, chamada deidrogenase fosfo-glucosada-6 (ou G-6-PD), que forma um elo de suma importância na corrente de produção de energia para as células vermelhas do sangue.



Mas os sardenhos ficam doentes apenas durante a primavera, o que indica que a falta de G-6-PD da vítima não aciona por si só a doença - que há algo no meio ambiente que tira proveito da deficiência. A deficiência genética pode ser a arma, mas um fator ambiental é quem a dispara.



Entre as plantas que desabrocham durante a primavera na Sardenha encontra-se a fava ou feijão italiano - observou o Dr. Siniscalco. Esta planta não tem uma boa reputação desde ao ano 500 a.C. , quando o filósofo grego e reformador político Pitágoras proibiu que seus seguidores a comessem, ou mesmo andassem por entre os campos onde floresciam. Agora, o motivo de tal proibição tornou-se claro; apenas aquelas pessoas que carregam o gene defeituoso e comiam favas cruas ou parcialmente cozidas (ou inspiravam o pólen de uma planta em flor) apresentavam problemas. todos os demais eram imunes.



Em dois anos, o Dr. Motusky desenvolveu um teste de sangue simples para medir a presença ou ausência de G-6-PD. Atualmente, os cientistas têm um modo de determinar com exatidão quem está predisposto à doença e quem não está; a enzima hemolítica, os geneticistas começaram a fazer a triagem da população da ilha. Localizaram aqueles em perigo e advertiram-lhes para evitar favas de feijão durante a estação de floração. Como resultado, a incidência de anemia hemolítica e de estudantes apáticos começou a declinar. O uso de marcadores genéticos como instrumento de previsão da reação dos sardenhos à fava de feijão há 20 anos foi uma das primeiras vezes em que os marcadores genéticos eram empregados deste modo; foi um avanço que poderá mudar o aspecto da medicina moderna. Os marcadores genéticos podem prever agora a possível eclosão de outras doenças e, tal como a anemia hemolítica, podem auxiliar os médicos a prevenirem totalmente os ataques em diversos casos. (Zsolt Harsanyi e Richard Hutton, publicado no jornal O Globo).



Perífrase

Observe:

O povo lusitano foi bastante satirizado por Gil Vicente.

Utilizou-se a expressão "povo lusitano" para substituir "os portugueses". Esse rodeio de palavras que substituiu um nome comum ou próprio chama-se perífrase.

Perífrase é a substituição de um nome comum ou próprio por um expressão que a caracterize. Nada mais é do que um circunlóquio, isto é, um rodeio de palavras.

Outros exemplos:

astro rei (Sol)
última flor do Lácio (língua portuguesa)
Cidade-Luz (Paris)

Rainha da Borborema (Campina Grande)
Cidade Maravilhosa (Rio de Janeiro)

Observação: existe também um tipo especial de perífrase que se refere somente a pessoas. Tal figura de estilo é chamada de antonomásia e baseia-se nas qualidades ou ações notórias do indivíduo ou da entidade a que a expressão se refere.

Exemplos:

A rainha do mar (Iemanjá)

O poeta dos escravos (Castro Alves)

O criador do teatro português (Gil Vicente)





Síntese

A síntese de texto é um tipo especial de composição que consiste em reproduzir, em poucas palavras, o que o autor expressou amplamente. Desse modo, só devem ser aproveitadas as idéias essenciais, dispensando-se tudo o que for secundário.



Relações sintáticas



Este assunto relaciona-se com a correção gramatical em todos os seus aspectos. Em algumas questões, observamos que a banca sugere alguma mudança de ordem na construção, inclusão ou retirada de algum termo, perguntando sobre um possível erro gramatical. É importante perceber se o comando da questão solicita apenas compreensão gramatical ou também alteração de sentido.





Estilística





A estilística preocupa-se com a correção gramatical, clareza, objetividade e elegância.



Exemplo

O período cuja redação está inteiramente clara e correta é:

(A) Um humorista já lembrou que na democracia os cidadãos a vêem como um regime no qual não se nega a ninguém o direito de concordar com eles.

(B) De acordo com um humorista, muitos democratas aplaudem esse regime porque julgam que, nele, todos têm o direito de concordar consigo.

(C) A democracia (segundo um humorista) é o regime no qual cada cidadão não nega a ninguém o direito de com ele concordar.

(D) Disse um humorista que muitos definem a democracia como o regime que se preserva o direito de todos os cidadãos com eles concordarem.

(E) A democracia definiu um humorista é aquele regime que as pessoas não negam o direito do próximo, que é o de concordarem com elas.



Gabarito: C







Vocabulário



Trabalha-se neste assunto a capacidade de compreensão de termos ou expressões no contexto apresentado na prova. Alguns itens sugerem troca de um termo; outros, o sentido contrário; outros ainda apenas o sentido da palavra.



Exemplo

Patrocinar um concurso para estudantes costuma ser bom negócio para uma empresa. É uma estratégia eficaz para reforçar a imagem diante do mercado – e dos profissionais que atuarão nele – a um custo baixo. Os gastos se limitam à divulgação e aos prêmios. (...) Para algumas companhias, provocar a criatividade dos estudantes traz ganhos ainda mais práticos.

O trecho acima permaneceria correto e manteria o sentido original, caso os termos nele sublinhados fossem substituídos, respectivamente, por:

a) Bancar, útil, de pouca envergadura, cerceiam e formandos.

b) Propiciar, bom, insignificantes, reduzem e acadêmicos.

c) Provocar, mercadológico, mínimo, têm pouca importância e profissionais.

d) Produzir, favorável, econômica, conforma e formandos.

e)Promover, eficiente, reduzido, resumem e universitários.

Gabarito: E





Figuras de linguagem



São recursos lingüísticos estudados por diversas áreas da lingüística.



METÁFORA: é o emprego de palavra fora de seu sentido normal, tomando-se por base a analogia.

Esse homem é uma fera.



METONÍMIA: é a substituição de um nome por outro em virtude de haver entre eles alguma relação lógica.

Ler Machado de Assis.

Beber dois copos de leite.

Pedir a mão em casamento.



CATACRESE: é o emprego de palavras de relacionamento inadequado, por esquecimento ou desconhecimento da palavra adequada.

O presidente do Banco Central será sabatinado na próxima terça-feira.

Prateleira de livro.

Marmelada de chuchu.



ANTONOMÁSIA: é a substituição de um nome por outro por expressão que facilmente o identifique.

O rei das selvas (Leão)

O Corso (Napoleão Bonaparte)



ELIPSE: é a omissão de uma palavra ou de uma expressão facilmente subentendida.

Bebi uma garrafa de champanha. (vinho de)

O jogo foi no Morumbi.



ZEUGMA: uma espécie de elipse que consiste na supressão de um termo já expresso no contexto.

Os homens estavam calmos; as mulheres, nervosas.



PLEONASMO: é o emprego de termos desnecessários, com o objetivo de realçar ou enfatizar o pensamento.

A mim ninguém me engana.

O que você pensa, isso não me interessa.



ANACOLUTO: é a falta de nexo sintático ou lógico entre o princípio da frase e o seu fim. É uma interrupção do pensamento.

Eu parece-me que vou desmaiar.

Morrer, todos haveremos de morrer.



HIPÉRBATO: recebe também o nome de inversão. É a alteração da ordem direta dos termos na oração.

Morreu o presidente.

O hipérbato designa genericamente qualquer tipo de inversão, simples ou complexa. Compreende também:

1. a prolepse (A Suíça dizem que é muito bonita) busca enfatizar o termo;

2. a anástrofe (Ela tão bela dos seus anos na flor) antepõe um termo preposicionado;

3.a sínquise (Um cãozinho tinha o Paulo fofinho) provoca ambigüidade.



SILEPSE: é a concordância com a idéia, e não com a palavra escrita.

São Paulo é bonita. (gênero)

A criançada chegou cedo e, à noite, já estavam brincando. (número)

A gente vamos. (pessoa)



ALITERAÇÃO: é a repetição de consoantes ou de sílabas.

O rei reza e rasga a raiva realmente.



SINESTESIA: é o cruzamento de duas ou mais sensações distintas ou, então, a atribuição a uma coisa qualidade que lhe é incompatível, aceita apenas no plano figurado.

Grito áspero.

Nossos olhos trocaram pensamentos.



POLISSÍNDETO: é o uso repetido da conjunção “e”.

E o menino resmunga, e chora, e esperneia, e grita.



ASSÍNDETO: é a omissão das conjunções coordenativas aditivas.

Não sopra o vento; não gemem os ventos.



ANÁFORA: é a repetição da mesma palavra ou expressão no início de membros da frase.

Tudo cura o tempo, tudo gasta, tudo acaba.



HIPÉRBOLE: é o exagero na afirmação.

Já lhe disse um milhão de vezes.



EUFEMISMO: é o emprego de palavras ou expressões agradáveis, em substituição às que têm sentido grosseiro ou desagradável.

Dar o último suspiro.

Faltar à verdade.



IRONIA: é sugerir, pela entoação e contexto, o contrário do que as palavras ou as frases exprimem.

Agiu sutil como um elefante.



PROSOPOPÉIA (PERSONIFICAÇÃO): é atribuir a seres inanimados qualidades e sentimentos humanos.

As árvores são inteligentes e felizes.



ANTÍTESE: é o emprego de palavras ou expressões contastantes.

Cada um leva consigo uma alma de covarde e uma alma de herói.



PARADOXO: é uma associação de idéias contraditórias.

Voz do silêncio.

Viver só na multidão.



GRADAÇÃO: é a apresentação de uma série de idéias em progressão de clímax ou anticlímax.

Talvez eu fosse um padre, um bispo, um papa.

Eu era pobre, um subalterno, um nada.





Tipos de discursos



Direto: o narrador reproduz a fala da personagem por meio das próprias palavras dela.

Ele afirmou: “Não sei se conseguirei!”



Indireto: o narrador usa suas palavras para reproduzir uma fala de outrem.

Ele afirmou que não sabe se conseguirá.



Indireto-livre: O narrador produz um texto em que retira propositadamente o conectivo, provocando um elo psicológico no discurso. A fala da personagem (que seria um discurso direto e mantém suas características diretas) é desenvolvida como parte do texto narrativo do narrador e não da própria personagem.

Ele afirmou que não era cachorro. Quem ele pensa que é? Quem ele pensa que sou?

Exemplo 1

Indique se houve discurso direto, indireto ou indireto-livre.

1.“É preciso agir com muito tato” – afirmou a senhora.

2. Capitu respondeu que não, mas o vereador não acreditou.

3. Morda a língua – pensou a menina.

4. Tinha medo e repetia que estava em perigo, mas isto lhe pareceu tão

absurdo que se pôs a rir. Medo daquilo?

Gabarito:

1. direto

2. indireto

3. não há discurso, mas sim monólogo interior.

4.indireto-livre



Tipologia textual



Os textos podem ser classificados, segundo sua tipologia textual, em dissertação, narração ou descrição.





Dissertação



Dissertar é apresentar uma idéia a partir de um ponto de vista sobre determinado assunto. O texto dissertativo estrutura-se em conhecimento, informações, argumentação, opinião. A dissertação geralmente é organizada em teseargumentação-conclusão. Encontramos, em concursos, algumas variantes do modelo tradicional, porém, basicamente, a dissertação estrutura-se em exposição de idéias e argumentação.

Exemplo de texto dissertativo:

“Nos últimos 110 anos, poucas economias tiveram um desempenho tão formidável como a brasileira. O que chama a atenção, no país, é a sua capacidade de se desenvolver e, simultaneamente, sua incapacidade de promover um destino melhor aos seus desamparados.

Mais do que isso: o Brasil, ao longo das últimas décadas, só tem conseguido crescer produzindo um número cada vez maior de miseráveis.”

(Revista Veja, 19 dezembro de 2001.)



Narração



O texto narrativo relaciona-se a mudança de tempo e ocorrência de ações. Narrar é relatar acontecimentos vividos por personagens e ordenados em uma lógica. Não há necessariamente preocupação com a idéia como ocorre no texto dissertativo. A narrar, conta-se uma história para o leitor.

Exemplo:

Geraldo, servidor público, 42 anos, conheceu Samanta em um beco em bairro de prostituição. A própria vivia de seus passeios alegrando homens solitários e com dinheiro para o prazer. Geraldo a tirou dessa vida e lhe deu tudo de melhor: alugou um quarto em bairro decente, pagou médico, dentista, manicura… Dava tudo quanto ela queria.

Quando Samanta ficou bonita e com aparência de gente de sociedade, arranjou logo um namorado e abandonou Geraldo.







Descrição



O texto descritivo tem como características de detalhes, aspectos físicos e/ou psicológicos. O texto traz em si a capacidade de estimular imagens ou impressões a partir da organização das idéias apresentadas pelo autor. Alguns gramáticos definem o texto dissertativo como a fotografia formada por palavras. A descrição pode ser assim sintetizada: é a recriação de imagens sensoriais na mente do leitor.

Exemplo de texto descritivo:

“Fui também recomendado ao Sanches. Achei-o supinamente antipático: cara extensa, olhos rasos, mortos, de um pardo transparente, lábios úmidos, porejando baba, meiguice viscosa de crápula antigo. Primeiro que fosse do coro dos anjos, no meu conceito era a derradeira das criaturas.”

Raul Pompéia.





Interpretação e gramática (MUITO IMPORTANTE)



Algumas questões surpreendem os candidatos pela habilidade com que algumas bancas exigem, em um mesmo item da prova, interpretação e gramática. Muita calma quando isso ocorrer.

Exemplo

Para que o enunciado apresentado na questão seguinte se reduza a uma só frase,algumas adaptações e correções devem ser feitas.

Assinale a opção adequada conforme o enunciado anterior.

I – A raposa lembra os despeitados. (idéia principal)

II – Atributo dos despeitados: fingem-se superiores a tudo.

III – A raposa desdenha das uvas. (oração com valor de adjetivo)

IV – Causa do desdenho: não poder alcançar as uvas.

a) Porque não pode alcançar as uvas de que ela desdenha, a raposa, fingindo-se superior a tudo, lembra os despeitados.

b) A raposa, desdenhando das uvas que não se podem alcançar, lembra os despeitados que se fingem superiores a tudo.

c) A raposa, que desdenha as uvas porque não pode alcançá-las, lembra os despeitados, que se fingem superiores a tudo.

d) Como não pode alcançar as uvas, a raposa que se finge superior a tudo e as desdenha, lembra os despeitados.

e) Fingindo-se superior a tudo, a raposa que desdenha das uvas porque não as pode alcançar, lembra dos despeitados.



EXERCÍCIOS



1.Coloque 1 para descrição, 2 para narração, 3 para dissertação, e assinale a alternativa com a seqüência correta.

( ) Marta entrou no salão e não entendeu como aquele bilhete poderia mudar completamente sua vida. Teria duas horas para arrumar a mala e embarcar de avião para muito longe.

( ) A Terra é uma grande nave. Nós, tripulantes suicidas, agredimos constantemente a natureza, poluindo nosso reservatório de água potável sem nos preocuparmos com o dia de amanhã.

( ) A manhã abria as portas para a entrada do sol, e os pássaros se espreguiçavam na laranjeira que lhes esticava seus ramos floridos. O céu, aos poucos, ia adquirindo um azul mais vivo e intenso.

a) 2-3-1

b) 1-3-2

c) 3-1-2

d) 1-2-3



gabarito: A



2) Desde o momento em que o homem, nos vôos de sua inteligência, se eleva acima das circunstâncias ordinárias da vida, desde que o seu pensamento se lança no espaço, possuído desse desejo ardente, dessa inspiração insaciável de atingir ao sublime, não é possível marcar-lhe um dique, ponto que lhe sirva de marco.

Conclui-se do texto que:

a) o homem, em vez de procurar conhecer os mistérios do Universo, devia preocupar-se com seus problemas terrenos.

b) as circunstâncias da vida impelem o homem a altos vôos de inteligência.

c) a tendência do homem ao sublime é a razão de ser de seu espírito religioso.

d) o homem se debate entre a mediocridade da vida cotidiana e a sublimidade do espírito.

e) o anseio de conhecimento e de perfeição do homem não admite que se tente impor-lhe limites.



Gabarito: E







Há também uma série de dicas que podemos acrescentar para uma melhor interpretação de um texto,são elas:



01. Ler todo o texto, procurando ter uma visão geral do assunto;

02. Se encontrar palavras desconhecidas, não interrompa a leitura, vá até o fim, ininterruptamente;

03. Ler, ler bem, ler profundamente, ou seja, ler o texto pelo monos umas três vezes ou mais;

04. Ler com perspicácia, sutileza, malícia nas entrelinhas;

05. Voltar ao texto tantas quantas vezes precisar;

06. Não permitir que prevaleçam suas idéias sobre as do autor;





07. Parta o texto em pedaços (parágrafos, partes) para melhor compreensão;

08. Centralizar cada questão ao pedaço (parágrafo, parte) do texto correspondente;

09. Verificar, com atenção e cuidado, o enunciado de cada questão;

10. Cuidado com os vocábulos: destoa (=diferente de ...), não, correta, incorreta, certa, errada, falsa, verdadeira, exceto, e outras; palavras que aparecem nas perguntas e que, às vezes, dificultam a entender o que se perguntou e o que se pediu;

11. Quando duas alternativas lhe parecem corretas, procurar a mais exata ou a mais completa;

12. Quando o autor apenas sugerir idéia, procurar um fundamento de lógica objetiva;

13. Cuidado com as questões voltadas para dados superficiais;

14. Não se deve procurar a verdade exata dentro daquela resposta, mas a opção que melhor se enquadre no sentido do texto;

15. Às vezes a etimologia ou a semelhança das palavras denuncia a resposta;

16. Procure estabelecer quais foram as opiniões expostas pelo autor, definindo o tema e a mensagem;

17. O autor defende idéias e você deve percebê-las;

18. Os adjuntos adverbiais e os predicativos do sujeito são importantíssimos na interpretação do texto.

Ex.: Ele morreu de fome.

de fome: adjunto adverbial de causa, determina a causa na realização do fato (= morte de "ele").

Ex.: Ele morreu faminto.

faminto: predicativo do sujeito, é o estado em que "ele" se encontrava quando morreu.;

19. As orações coordenadas não têm oração principal, apenas as idéias estão coordenadas entre si;

20. Os adjetivos ligados a um substantivo vão dar a ele maior clareza de expressão, aumentando-lhe ou determinando-lhe o significado.











Exercícios de interpretação de texto



Leia o texto abaixo e responda às questões de 01 a 25. Assim como indicamos na dica de nº7,para fins didáticos, colocaremos o texto parágrafo por parágrafo. Assim seu trabalho ficará mais fácil:







O bom selvagem e a sociedade cruel

Roberto Campos



1º Parágrafo:

Uma das perguntas mais intratáveis da vida moderna é sobre se o indivíduo tem precedência sobre o ente coletivo, ou o contrário? Prevalecerá a preferência pessoal de cada um, ou a vocação altruísta de se sacrificar pelos demais? Nas sociedades primitivas, o problema era menos complicado porque a sobrevivência individual estava estreitamente ligada à do grupo. Mas por outro lado, o egoísmo grupal era implacável. Na era moderna, o indivíduo adquiriu autonomia, tornou-se cidadão votante e consumidor soberano. Os conflitos entre egoísmo e altruísmo foram complicados pelo anonimato, pela burocracia, e pelo gigantismo das sociedades. Fora do círculo íntimo da família nuclear, os laços de solidariedade tornaram-se indiretos e difusos.



01) O primeiro período do texto diz que:

a) Há dúvidas quanto a se o indivíduo proveio do ente coletivo ou se foi o contrário.

b) Não se trata de elaborar perguntas na vida moderna, pois o indivíduo tem preferência sobre o ente coletivo.

c) Há dúvidas, na vida moderna, quanto a quem é mais importante: o indivíduo ou a sociedade?

d) Há dúvidas, na vida moderna, quanto ao que surgiu antes: o indivíduo ou o ente coletivo?

e) Há dúvidas quanto à possibilidade de se sacrificar o indivíduo, para melhorar a sociedade.



02) Há erros de pontuação no primeiro parágrafo do texto. Corrigindo-os, teremos:

a) "...da vida moderna, é sobre, se o indivíduo..."; "...complicado, porque a sobrevivência..."

b) "...complicado, porque a sobrevivência..."; "...Mas, por outro lado, o egoísmo..."; "...burocracia e pelo gigantismo..."

c) "...o problema, era menos complicado..."; "...Mas, por outro lado, o egoísmo..."; "...burocracia e pelo gigantismo..."

d) "...a vocação altruísta, de se sacrificar..." ; "...complicado, porque a sobrevivência..."; "...Mas, por outro lado, o egoísmo..."

e) "...sociedades primitivas, o problema..."; "...foram complicados, pelo anonimato..."; "... Fora do círculo íntimo da família nuclear..."



03) Indique a afirmação correta em relação ao texto:

a) Era mais fácil viver na sociedade primitiva, pois todos se ajudavam mutuamente.

b) Os grupos que se formavam, na sociedade primitiva, não eram isolados uns dos outros.

c) A burocracia existente na vida moderna arrefeceu os conflitos entre o egoísmo e o altruísmo.

d) Em toda família nuclear, há laços de solidariedade.

e) A vida moderna fortaleceu os conflitos entre o individualismo e o altruísmo.



2º Parágrafo:

Mas há sempre algum altruísmo nas pessoas. Serão valores embutidos em nossa cultura por um legado religioso? Ou um impulso inato, recebido da natureza ao nascer? Sangue, e rios de tinta, ainda não responderam a essa pergunta. No século 18, J. J. Rousseau, invertendo muitos séculos da visão pessimista do homem naturalmente pecador e mau, embutida na tradição cristã, substituiu-a por uma idéia oposta: a do homem que nasce virtuoso, e degenera na sociedade. É o "bom selvagem", uma das contribuições iniciais da descoberta do Brasil ao pensamento europeu.



04) Segundo o texto, J. J. Rousseau:

a) Afirmou que o homem é naturalmente pecador e mau, mas, devido à tradição cristão, quando nasce virtuoso, degenera na sociedade.

b) É o bom selvagem que contribuiu para a descoberta do Brasil.

c) Errou, ao inverter a visão da Igreja, que sempre acreditou ser o homem virtuoso, mas degenerador da sociedade.

d) Contradisse a tradição cristã, ao afirmar que o homem nasce virtuoso, e a sociedade o corrompe.

e) Contribuiu para a descoberta do Brasil, ao afirmar que o selvagem que aqui habitava era naturalmente bom.



05) O autor do texto:

a) Afirma que as pessoas, de alguma maneira, são solidárias com as demais.

b) Explica que existe nas pessoas algum conceito que a leva a praticar atos estranhos.

c) Discute a validade de se levarem em consideração os ensinamentos da Igreja.

d) Mostra o pensamento de um ateu, que escreveu obras contra a Igreja.

e) Revela que nossa cultura tem valores embutidos por um cidadão, considerado legado religioso.



06) Considerando-se algumas palavras do texto, é errado afirmar que:

a) Altruísmo está para altruísta assim como escotismo está para escoteiro.

b) Embutidos está para embutir assim como vindo está para vir.

c) Impulso está para impelir assim como decurso está para decorrer.

d) Embutida está para imbutida assim como emigrar está para imigrar.

e) Contribuições está para contribuir assim como intuições está para intuir.



07) No texto, foram empregadas em sentido conotativo as seguintes palavras:

a) visão e pecador.

b) tradição e idéia.

c) altruísmo e valores.

d) cultura e legado.

e) sangue e rios.



3º Parágrafo:

A inversão de Rousseau teve conseqüências imprevistas. Se o problema residia na sociedade, bastaria ao homem transformá-la para voltar ao paraíso. Tentação tanto mais irresistível quanto estava acontecendo a transição do mundo pré-industrial para os horizontes inexplorados da Revolução Industrial. Durante três séculos, a Era da Razão vinha abalando os alicerces intelectuais da cosmovisão religiosa que sustentara a grande unidade espiritual da Idade Média. E a vitória do racionalismo humanista trazia no bojo o liberalismo político e econômico.



08) A frase que altera a idéia básica do segundo período desse parágrafo é:

a) Já que o problema residia na sociedade, bastaria ao homem transformá-la para voltar ao paraíso.

b) Uma vez que o problema residia na sociedade, bastaria ao homem transformá-la para voltar ao paraíso.

c) Como o problema residia na sociedade, bastaria ao homem transformá-la para voltar ao paraíso.

d) Embora o problema residisse na sociedade, bastaria ao homem transformá-la para voltar ao paraíso.

e) Porquanto o problema residisse na sociedade, bastaria ao homem transformá-la para voltar ao paraíso.



09) Segundo o texto:

a) Três séculos depois de Rousseau, teve início a Idade Média.

b) O liberalismo político e econômico era uma das caraterísticas do racionalismo humanista.

c) A vitória do racionalismo humanista extinguiu o liberalismo político e econômico.

d) A Era da Razão e a Idade Média são nomes para uma mesma época.

e) O problema realmente residia na sociedade.



10) Não é certa a substituição de elementos do texto em:

a) "...bastaria ao homem transformá-la, a fim de voltar ao paraíso."

b) "...bastaria o homem transformá-la, para voltar ao paraíso."

c) "... a Era da Razão vinha abalando as bases intelectuais da cosmovisão religiosa..."

d) "...vinha abalando os alicerces intelectuais da concepção religiosa do mundo..."

e) "...E o triunfo do racionalismo humanista trazia no bojo o liberalismo político e econômico."



4º Parágrafo:

Ao pular-se do pecado original para o "homem naturalmente bom num mundo mau", abriu-se uma grande florescência de socialismos que, em princípio, se propunham refazer a sociedade segundo uma utopia generosa. Em meados do século passado, veio um golpe: a teoria da evolução das espécies, de Darwin, segundo a qual, na natureza, os seres vivos evoluíam pela disputa de uns com outros no jogo da sobrevivência do mais apto. Essa idéia não foi logo entendida como ameaça pelos socialistas, porque, como os seus coetâneos, tinham um profundo temor reverencial pela "ciência". Não demorariam, porém, a aparecer extrapolações como o "darwinismo social", e as idéias racistas supostamente "científicas". "Ao vencedor as batatas", como diria Machado de Assis.



11) Apesar de o texto estar claro ao leitor leigo, um estudo mais profundo traria à tona um erro que modificaria totalmente o sentido do primeiro período desse parágrafo, pois:

a) Em princípio só aparentemente tem sentido temporal, mas, na verdade, tem valor concessivo, podendo ser substituído por "apesar de". A expressão que indica tempo é "a princípio".

b) Refazer possui o sentido de "fazer novamente"; isso daria o significado de que a sociedade não mais existia, o que não condiz com a realidade.

c) Ao pular-se denota interrupção na ação, como se uma ação abruptamente fosse interrompida, para que outra se iniciasse. O certo seria "Ao se pular".

d) Florescência significa "iluminação", o que denotaria que os socialismos já existiam, mas o autor quis indicar que eles surgiam naquele momento.

e) Generosa é qualidade que só pode ser admitida em pessoas, portanto não cabe neste texto.



12) Na frase "Essa idéia não foi logo entendida como ameaça pelos socialistas...",

a) Deve-se substituir essa por esta, pois os pronomes demonstrativos que indicam algo já apresentado anteriormente no texto são este, esta, isto.

b) Deve-se colocar logo depois de entendida, pois não se deve separar os verbos que formam locução verbal por elemento algum.

c) Há

Análise dois advérbios.

d) Não há emprego de preposição.

e) Não se deve substituir essa por esta, pois os advérbios que indicam algo já apresentado anteriormente no texto são esse, essa, isso.





5º Parágrafo:

Ondas ideológicas se sucederam, sem se decidir de vez quais os fatores determinantes do comportamento humano: a natureza física, mais ou menos imutável, ou a sociedade e a cultura, amoldáveis em princípio pela ação política? Talvez o mais consistente tenha sido o paladino da "pátria do socialismo", Stalin, que, compreendendo o perigo das idéias, exterminou os hereges biólogos mendelianos, que duvidavam da verdade científica socialista, segundo a qual as características adquiridas pelo indivíduo se transmitiam por via hereditária.



13) Segundo o texto:

a) Stalin exterminou os biólogos mendelianos, porque estes acreditavam que as características adquiridas pelo indivíduo se transmitiam por via hereditária.

b) Os biólogos mendelianos compreenderam o perigo das idéias científicas socialistas.

c) Os biólogos mendelianos não acreditavam que as características adquiridas pelo indivíduo eram transmitidas por via hereditárias.

d) Stalin era considerado o paladino da pátria do socialismo, porque compreendeu o perigo das idéias científicas.

e) Os que duvidavam da verdade científica socialista compreenderam o perigo das idéias dos biólogos mendelianos.



14) Considere as seguintes afirmações sobre o texto:

I. Houve um período fértil, em relação à formação de idéias.

II. É difícil encontrar o fator determinante do comportamento humano.

III. Nada muda a natureza física do homem.



De acordo com o contexto, está certo o que se afirma em:



a) somente I.

b) somente II.

c) somente III.

d) somente I e II.

e) I, II e III.



15) Quais os termos do texto que retomam uma idéia já citada anteriormente?

a) imutável e amoldáveis, pois são adjetivos que qualificam substantivos anteriores.

b) a natureza física e ação política, pois claramente retomam elementos anteriores, representados por humano e sociedade, respectivamente.

c) mais e idéias, pois retomam ação e socialismo.

d) Os dois que, pois são pronomes relativos que retomam Stalin e biólogos mendelianos, respectivamente.

e) científica e hereditária, pois retomam verdade e indivíduo.



6º Parágrafo:

Avanços recentes da genética trouxeram um complicador, ao sugerir que muitos traços comportamentais têm base física nos genes. Naturalmente, nenhum cientista respeitável chegou ao ponto de afirmar que o homem seja totalmente determinado pelo seu material genético. Mas certamente ficou enfraquecida a corrente externa que reduzia o indivíduo a meras determinações do contexto social.



16) Segundo esse parágrafo:

a) O homem se comporta de acordo com o que aprende no contexto social.

b) Apesar de não ser totalmente comprovado, acredita-se que o comportamento do homem seja determinado por seus genes.

c) O homem é totalmente determinado por seu material genético.

d) Apesar de enfraquecida a idéia, o que se sabe é que o homem é determinado pelo contexto social.

e) O comportamento do ser humano depende das correntes externas que o reduz a determinante comportamental.



17) Assinale a letra que não altera a idéia básica do primeiro período do parágrafo:

a) Avanços recentes da genética trouxeram um complicador, no momento em que sugeriram que muitos traços comportamentais têm base física nos genes.

b) Avanços recentes da genética trouxeram um complicador, na hora em que sugeriram que muitos traços comportamentais têm base física nos genes.

c) Avanços recentes da genética trouxeram um complicador, desde que sugeriram que muitos traços comportamentais têm base física nos genes.

d) Avanços recentes da genética trouxeram um complicador, quando sugeriram que muitos traços comportamentais têm base física nos genes.

e) Avanços recentes da genética trouxeram um complicador, por sugerir que muitos traços comportamentais têm base física nos genes.



18) "Mas certamente ficou enfraquecida a corrente externa que reduzia o indivíduo a meras determinações do contexto social."

A palavra grifada no trecho tem o mesmo significado da palavra grifada da letra:

a) Trata-se de simples questão gramatical.

b) Depois de marcar o meio da linha vamos dividi-la em duas partes iguais.

c) O maravilhoso está presente em muitas das histórias infantis.

d) O conjunto harmonizava-se ao toque do diretor, que acentuou o aspecto plástico das marcações e os efeitos de luz.

e) Perdia-me a olhar-lhe os cabelos bem arrumados, viajando pelas ondas caídas para trás alisando as mechas irrequietas que saltavam pelas orelhas.



7º Parágrafo:

Não se está aqui, pretendendo debater a tese do "gene egoísta", conforme a polêmica expressão de Richard Dawkins. Nem se uma eficiente engenharia social é viável. Penso nessas questões porque me preocupo com o simplismo obtuso de inculpar-se a sociedade por todos os males possíveis e imagináveis: da seca do Nordeste à ignorância e às desigualdades. Carências há, sem dúvida. Mas podem ser relativas, criadas pela insaciabilidade das veleidades humanas. Um IKung do deserto de Kalahari contenta-se com muito pouco, ao passo que um americano fica infeliz se tiver um pouco menos do que o vizinho do lado. E em São Paulo, presos condenados tocaram fogo nas celas porque queriam televisão a cabo e ar-condicionado!...



19) Segundo o autor:

a) A sociedade é a grande culpada pelos males que assolam a nação brasileira.

b) É errado atribuir à sociedade a culpa por todos os males que afligem a nação.

c) A sociedade é insaciável, por isso ocorrem tantos males na nação.

d) As carências existentes na sociedade são todas relativas, por isso não devem ser levadas a sério.

e) Há grande preocupação com a simplicidade existente na sociedade, pois é isso que cria a ignorância e as desigualdades.



20) É certo afirmar que:

a) há, no texto, uma crítica aos americanos, devido à inveja que eles têm de seus vizinhos.

b) o autor não acredita que haja carência verdadeira no Nordeste.

c) Os únicos males possíveis e imagináveis do Brasil são a Seca do Nordeste, a ignorância e as desigualdades.

d) Todas as penitenciárias de São Paulo deixam de atender os pedidos dos presos condenados.

e) Muitas carências são criadas pelo desejo leviano de o homem querer ter mais do é necessário.



21) A frase que altera a idéia básica da frase "Um IKung do deserto de Kalahari contenta-se com muito pouco, ao passo que um americano fica infeliz se tiver um pouco menos do que o vizinho do lado." é:

a) Um IKung do deserto de Kalahari contenta-se com muito pouco, mas um americano fica infeliz se tiver um pouco menos do que o vizinho do lado.

b) Um IKung do deserto de Kalahari contenta-se com muito pouco, ao mesmo tempo que um americano fica infeliz se tiver um pouco menos do que o vizinho do lado.

c) Um IKung do deserto de Kalahari contenta-se com muito pouco, enquanto um americano fica infeliz se tiver um pouco menos do que o vizinho do lado.

d) Um IKung do deserto de Kalahari contenta-se com muito pouco, no entanto um americano fica infeliz se tiver um pouco menos do que o vizinho do lado.

e) Um IKung do deserto de Kalahari contenta-se com muito pouco, quando um americano fica infeliz se tiver um pouco menos do que o vizinho do lado.



8º Parágrafo:

Há século e meio, Marx achava que a riqueza resultava da exploração da mais-valia do trabalho proletário pela classe burguesa. A idéia não passou no "provão" da história. As desigualdades nas sociedades modernas provêm sobretudo de que alguns conseguem maior produtividade, e acumulam mais, por conta do que produzem. Bill Gates começou na garagem de casa com talento e informação, e se fez multibilionário com suas inovações tecnológicas. O mistério do progresso está na inovação e na acumulação. A acumulação aumenta a desigualdade em relação ao que não acumulou. Há dois séculos passados, as diferenças de renda per capita entre os países ricos e os mais pobres eram de duas ou três vezes. O crescimento da produtividade dos atuais países industrializados, entre 1820 e 1913, foi quase sete vezes maior do que entre 1700 e 1820, e a renda real per capita cresceu três vezes no período. Hoje, a diferença entre a Suíça e o Burundi, é de 390 vezes, e entre a média dos industrializados e a dos de mais baixa renda, é de 74 vezes. Possivelmente, o fator mais perverso terá sido o crescimento populacional descontrolado, que condenou os subdesenvolvidos a carregar água em peneira.



22) Considerando-se o texto, é incorreto afirmar que:

a) Entre 1820 e 1913, o crescimento da renda per capita dos atuais países industrializados foi proporcional ao crescimento da produtividade dos mesmos países.

b) Modernamente a teoria de Marx não mais é aceita como verdadeira.

c) O fato de que alguns conseguem maior produtividade e, conseqüentemente, acumulam mais por conta do que produzem é fundamental para existir a desigualdade.

d) A inovação e a acumulação são fatores preponderantes para a subsistência do progresso.

e) É provável que o crescimento populacional descontrolado seja o fator mais importante para o aumento das desigualdades sociais.



23) "Marx achava que a riqueza resultava da exploração da mais-valia do trabalho proletário pela classe burguesa." Os elementos destacados têm a mesma função sintática que os da frase:

a) O crítico proferiu palavras discordantes das obras do artista.

b) O partido desagregado dos fundamentos da Pátria não deve ser respeitado pelo eleitor.

c) A abonação de suas faltas pela diretoria foi justíssima.

d) Luiz da Cunha era estranho às apressadas solicitudes da Viscondessa de Bacelar com o futuro de sua filha.

e) A algazarra dos soldados foi interrompida com a chegada do correio.



24) Em relação à frase "Há dois séculos passados...", retirada do texto, é certo afirmar que:

a) Está absolutamente certa.

b) Está errada, pois o verbo haver deveria estar no plural.

c) Está errada, pois, como o verbo haver já indica tempo decorrido, não se deveria usar o adjetivo passado.

d) O verbo haver deveria ser substituído pelo verbo fazer, sem qualquer outra mudança na frase.

e) Está errada, pois, como o verbo haver é impessoal, o adjetivo passado também deveria estar no singular.



9º Parágrafo:

Os governos já nos tungam uma proporção altíssima do PIB, superior à de qualquer país em desenvolvimento. No entanto, União, Estados e municípios estão reduzidos quase à indigência, e não cumprem direito suas funções sociais. É preciso que se diga que a carga fiscal reinante em nosso manicômio tributário é exagerada para nosso nível de renda. A partir de certo patamar, tributar mais reduz a produtividade e a competitividade, piorando ao invés de melhorar as oportunidades de emprego. O problema social brasileiro não se resolve gastando mais e sim gastando melhor.



25) Nesse parágrafo o autor:

a) critica a ação do governo em relação ao aumento exagerado dos tributos no país.

b) argumenta favoravelmente ao governo no tocante ao aumento de impostos no país.

c) julga improcedente a discussão acerca do cumprimento das funções sociais do Estado.

d) acredita que o patamar mais elevado da produtividade está no tributar mais e reduzir a competitividade no mercado.

e) comenta que o nível de renda brasileira é baixo devido ao aumento dos impostos no país.



Releia o oitavo parágrafo do texto e elabore uma dissertação, apresentando seu ponto de vista em relação ao assunto abordado:



"Há século e meio, Marx achava que a riqueza resultava da exploração da mais-valia do trabalho proletário pela classe burguesa. A idéia não passou no "provão" da história. As desigualdades nas sociedades modernas provêm sobretudo de que alguns conseguem maior produtividade, e acumulam mais, por conta do que produzem. Bill Gates começou na garagem de casa com talento e informação, e se fez multibilionário com suas inovações tecnológicas. O mistério do progresso está na inovação e na acumulação. A acumulação aumenta a desigualdade em relação ao que não acumulou. Há dois séculos passados, as diferenças de renda per capita entre os países ricos e os mais pobres eram de duas ou três vezes. O crescimento da produtividade dos atuais países industrializados, entre 1820 e 1913, foi quase sete vezes maior do que entre 1700 e 1820, e a renda real per capita cresceu três vezes no período. Hoje, a diferença entre a Suíça e o Burundi, é de 390 vezes, e entre a média dos industrializados e a dos de mais baixa renda, é de 74 vezes. Possivelmente, o fator mais perverso terá sido o crescimento populacional descontrolado, que condenou os subdesenvolvidos a carregar água em peneira."









Gabarito



1c

2b

3e

4d

5a

6d

7e

8d

9b

10b

11a

12c

13c

14d

15d

16b

17e

18a

19b

20e

21e

22a

23c

24c

25a

























































Unidade 2 – Fonologia







Dígrafos



São grupos de letras que representam um único fonema. Classificam-se em:



a) consonantais – representam um fonema consonantal: ch, lh, nh, ss, rr, sc, sc, xc, gu, qu.

b) vocálicos – representam um fonema vocálico: am, an, em, en, im, in, om, on, um, un, desde que as letras m e n não estejam seguidas de vogal.





Encontros Consonantais



À seqüência de fonemas consonantais numa mesma palavra dá-se o nome de encontro consonantal. Classificam-se em:



a) inseparáveis: pra-ga, bra-as, te-tra.

b) separáveis: rit-mo, pac-to, af-ta.





Encontros Vocálicos



À seqüência de fonemas vocálicos na mesma sílaba ou em sílabas separadas dá-se o nome de ditongo. Há três espécies de encontros vocálicos: ditongo, tritongo e hiato.



1. Ditongo – é a seqüência de semivogal e vogal, ou vice-versa, na mesma sílaba. De acordo com a posição e a sonoridade dos fonemas, o ditongo pode ser:

a) crescente – a semivogal figura antes da vogal: sé-rie, gló-ria, sé-rio;



b) decrescente – a semivogal figura depois da vogal: lei-te, au-to, boi;



c) oral – a corrente de ar escapa apenas pela cavidade bucal: rei, má-gua; ou-ro;



d) nasal – a corrente de ar se divide pela cavidade bucal e pelas fossas nasais: mui-to, mãe, dis-põe, a-mam = [ã-mãu]



2. Tritongo – é a seqüência de semivogal, vogal e outra semivogal, na mesma sílaba. Também pode ser oral ou nasal:

Pa-ra-guai, a-ve-ri-güei - tritongos orais

sa-guão, em-xá-güem = [em-xa-güei] - tritongos nasais



3. Hiato - caracteriza-se pela seqüência de duas vogais pronunciadas em sílabas separadas: ra-iz, sa-ú-va, po-e-ta.







Sílaba



Ao fonema ou conjunto de fonemas emitidos num só impulso expiratório dá-se o nome de sílaba. O seu centro é sempre uma vogal, pois sem ela não pode haver sílaba. Uma palavra pode ser formada por uma ou mais sílabas, recebendo a classificação seguinte:



a) monossílabos – vocábulos que apresentam apenas uma vogal: nó, já, rei;



b) dissílabos – vocábulos que apresentam duas vogais: da-do, cor-da, sa-ci;



c) trissílabos – vocábulos que apresentam três vogais: sa-la-da, ca-lo-te, pi-po-ca;



d) polissílabos – vocábulos que apresentam quatro ou mais vogais: tri-ân-gu-lo, ca-fe-zi-nho, a-ma-vel-men-te.





Acento Tônico



Acento tônico é a maior intensidade de voz de uma sílaba. É importante observar que nem todas as sílabas tônicas são marcadas com acento gráfico. Este é um mero sinal de escrita.



As sílabas sobre as quais incide o acento tônico são chamadas de tônicas, sendo átonas as que não recebem tal acento. São pretônicas as sílabas átonas que se posicionam antes da tônica, e postônicas as que figuram depois da tônica:



pa - re - de





atona tônica átona



pretônica postônica







Além das sílabas tônicas e átonas, existe uma de intensidade intermediária chamada subtônica, própria de palavras derivadas e correspondente à tônica da palavra primitiva. Vejamos a correspondência:



ca - fé





átona tônica







ca - fe - zal





átona subtônica tônica







Conforme a posição do acento tônico, os vocábulos classificam-se em:

a) oxítonos – a última sílaba é a tônica: gua-ra-ná, ca-fé, sa–ci;



b) paroxítonos – a penúltima sílaba é a tônica: pa-re-de, pe-te-ca, so-lú-vel;



c) proparoxítonos – antepenúltima sílaba é a tônica: mé-di-co, ân-gu-lo, ló-gi-ca.







Classificação dos monossílabos quanto à tonicidade

a) monossílabos tônicos – são proferidos sem apoio na palavra vizinha: más, dê, nó...



b) monossílabos átonos – não têm autonomia fonética, ou seja, apóiam-se na palavra vizinha: mas, de, no...





Separação Silábica



A separação das sílabas deve ser feita pela soletração, assim:

a) quando há consoante interna, não seguida de vogal, ela pertence à sílaba anterior: rap-to, oc-ci-pi-tal, ab-rup-to;



b) separam-se os dígrafos rr, ss, sc, sc e xc: bar-ro, pas-as, nas-cer, flo-res-ça, ex-ce-ção;



c) separam-se os fonemas vocálicos que formam hiato: sa-ú-de, po-e-ta, ca-a-tin-ga





Ortoépia



Ortoépia é a correta pronúncia dos grupos fônicos.

A ortoépia está relacionada com: a perfeita emissão das vogais, a correta articulação das consoantes e a ligação de vocábulos dentro de contextos.



Erros cometidos contra a ortoépia são chamados de cacoepia. Alguns exemplos:



a- pronunciar erradamente vogais quanto ao timbre:



pronúncia correta, timbre fechado (ê, ô): omolete, alcova, crosta...



pronúncia errada, timbre aberto (é, ó):omelete, alcova,crosta...



b- omitir fonemas: cantar/ canta, trabalhar/trabalha, amor/amo, abóbora/abóbra,prostrar/ prostar, reivindicar/revindicar...



c- acréscimo de fonemas: pneu/peneu, freada/ freiada,bandeja/ bandeija...



d- substituição de fonemas: cutia/cotia, cabeçalho/ cabeçário, bueiro/ boeiro



e- troca de posição de um ou mais fonemas: caderneta/ cardeneta, bicarbonato/ bicabornato, muçulmano/ mulçumano



f- nasalização de vogais: sobrancelha/ sombrancelha, mendigo/ mendingo, bugiganga/ bungiganga ou buginganga



g- pronunciar a crase: A aula iria acabar às cinco horas./ A aula iria acabar àas cinco horas



h- ligar as palavras na frase de forma incorreta:



correta: A aula/ iria acabar/ às cinco horas.



exemplo de ligação incorreta: A/ aula iria/ acabar/ às/ cinco horas.



Prosódia



A prosódia está relacionada com a correta acentuação das palavras tomando como padrão a língua considerada culta.



Abaixo estão relacionados alguns exemplos de vocábulos que freqüentemente geram dúvidas quanto à prosódia:



1) oxítonas:

cateter, Cister, condor, hangar, mister, negus, Nobel, novel, recém, refém, ruim, sutil, ureter.

2) paroxítonas:

avaro, avito, barbárie, caracteres, cartomancia,ciclope, erudito, ibero, gratuito, ônix, poliglota, pudico, rubrica, tulipa.

3) proparoxítonas:

aeródromo, alcoólatra, álibi, âmago,antídoto, elétrodo, lêvedo, protótipo, quadrúmano, vermífugo, zéfiro.



Há algumas palavras cujo acento prosódico é incerto, oscilante, mesmo na língua culta. Exemplos:



acrobata e acróbata / crisântemo e crisantemo/ Oceânia e Oceania/ réptil e reptil/ xerox e xérox e outras.



Outras assumem significados diferentes, de acordo a acentuação:



Exemplo: valido/ válido



Vivido /Vívido





Alguns exercícios:



1- (Univ. Fed. Maranhão) – Foneticamente, o vocábulo passo contém:



a) um dígrafo

b) um ditongo

c) uma vogal e uma semivogal

d) um encontro consonantal

e) um hiato





R.: A





2 - Quantas vogais deve apresentar um vocábulo de duas sílabas? Por quê?



R. Duas; cada sílaba de ter obrigatoriamente apenas uma vogal.







3 - Em uma das alternativa seguintes, destacou-se um vocábulo que registra dígrafo. Aponte-a.

a) “Minhas relações com as Matemáticas nunca foram boas...”

b) “Uma casa é muito pouco para um homem.”

c) “Os olhos de Rodrigo tinham uma expressão cômica.”

d) “A verdade só é vista por trás de lente incolor.”

e) “Tomo meu barco e remo.”



R.: A





4 - Identificou-se corretamente o(s) encontro(s) vocálico(s) do vocábulo, exceto em:

a) abençoou– hiato e ditongo decrescente

b) reitoria– ditongo decrescente e hiato

c) esquentou – ditongo crescente e ditongo decrescente

d) iguaizinhos – tritongo oral

e) comércio – ditongo crescente oral



R.:C





5 - (PUC – RS) Aponte o único conjunto onde há erro de divisão silábica:

a) flui–do, sa-guão, dig-no

b) cir-cuns-cre-ver, trans-cen-den-tal, tran-sal-pi-no

c) con-vic-ção, tung-stê-nio, rit-mo

d) ins-tru-ir, an-te-pas-sa-do, se-cre-ta-ria

e) co-o-pe-rar, dis-tân-cia, bi-sa-vô



R.:C





6 - (Aman – RJ) Assinale a opção em que a divisão de sílabas não está corretamente feita:

a) a-bai-xa-do

b) si-me-tria

c) es-fi-a-pa-da

d) ba-i-nhas

e) ca-a-tin-ga



R.: B







Ortografia





Emprego do h



O h é uma letra que se mantém em algumas palavras em decorrência da etimologia ou da tradição escrito do nosso idioma. Algumas regras, quanto ao seu emprego devem ser observadas:



a) Emprega-se o h quando a etimologia ou a tradição escrita do nosso idioma assim determina.

homem, higiene, honra, hoje, herói.



b) Emprega-se o h no final de algumas interjeições.

Oh! Ah!



c) No interior dos vocábulos não se usa h, exceto:

- nos vocábulos compostos em que o segundo elemento com h se une por hífen ao primeiro.

super-homem, pré-história.



- quando ele faz parte dos dígrafos ch, lh, nh.

Passarinho, palha, chuva.





Emprego do s



Emprega-se a letra s:



- nos sufixos -ês, -esa e –isa, usados na formação de palavras que indicam nacionalidade, profissão, estado social, títulos honoríficos.

Chinês, chinesa, burguês, burguesa, poetisa.



- nos sufixos –oso e –osa (qua significa “cheio de”), usados na formação de adjetivos.

delicioso, gelatinosa.



- depois de ditongos.

coisa, maisena, Neusa.



- nas formas dos verbos pôr e querer e seus compostos.

puser, repusesse, quis, quisemos.



- nas palavras derivadas de uma primitiva grafada com s.

análise: analisar, analisado

pesquisa: pesquisar, pesquisado.





Emprego do z



Emprega-se a letra z nos seguintes casos:

- nos sufixos -ez e -eza, usados para formar substantivos abstratos derivados de adjetivos.

rigidez (rígido), riqueza (rico).



- nas palavras derivadas de uma primitiva grafada com z.

cruz: cruzeiro, cruzada.

deslize: deslizar, deslizante.





Emprego dos sufixos –ar e –izar.



Emprega-se o sufixo –ar nos verbos derivados de palavras cujo radical contém –s, caso contrário, emprega-se –izar.

análise – analisar eterno – eternizar





Emprego das letras e e i.



Algumas formas dos verbos terminados em –oar e –uar grafam-se com e.

perdoem (perdoar), continue (continuar).



Algumas formas dos verbos terminados em –air, -oer e –uir grafam-se com i.

atrai (atrair), dói (doer), possui (possuir).





Emprego do x e ch.



Emprega-se a letra x nos seguintes casos:



- depois de ditongo: caixa, peixe, trouxa.



- depois de sílaba inicial en-: enxurrada, enxaqueca (exceções: encher, encharcar, enchumaçar e seus derivados).



- depois de me- inicial: mexer, mexilhão (exceção: mecha e seus derivados).



- palavras de origem indígena e africana: xavante, xangô.



Emprego do g ou j



Emprega-se a letra g



- nas terminações –ágio, -égio, -ígio, -ógio, -úgio: prestígio, refúgio.

- nas terminações –agem, -igem, -ugem: garagem, ferrugem.



Emprega-se a letra j em palavras de origem indígena e africana: pajé, canjica, jirau.





Emprego de s, c, ç, sc, ss.



- verbos grafados com ced originam substantivos e adjetivos grafados com cess.

ceder – cessão.

conceder - concessão.

retroceder - retrocesso.

Exceção: exceder - exceção.



- nos verbos grafados com nd originam substantivos e adjetivos grafados com ns.

ascender – ascensão

expandir – expansão

pretender – pretensão.



- verbos grafados com ter originam substantivos grafados com tenção.

deter – detenção

conter – contenção.



Divisão Silábica



Na modalidade escrita, indicamos a divisão silábica com o hífen. Esta separação obedece às regras de silabação,são elas:



Não se separam:

1. as letras com que representamos os dígrafos ch, lh e nh:

cha-ma, ma-lha, ma-nhã, a-char, fi-lho, a-ma-nhe-cer;

2. os encontros consonantais que iniciam sílaba:

a-blu-ção, cla-va, re-gra, a-bran-dar, dra-gão, tra-ve;

3. a consoante inicial seguida de outra consoante:

gno-mo, mne-mô-ni-co, psi-có-ti-co;

4. as letras com que representamos os ditongos:

a-ni-mais, cá-rie, sá-bio, gló-ria, au-ro-ra, or-dei-ro, jó-ia, réu;

5. as letras com que representamos os tritongos:

a-güen-tar, sa-guão, Pa-ra-guai, u-ru-guai-a-na, ar-güiu, en-xá-guam.



Separam-se:

1. as letras com que representamos os dígrafos rr, ss, sc, sç, xc:

car-ro, pás-sa-ro, des-ci-da, cres-ça, ex-ce-len-te;

2. as letras com que representamos os hiatos:

sa-ú-de, cru-el, gra-ú-na, re-cu-o, vô-o;

3. as consoantes seguidas que pertencem a sílabas diferentes:

ab-di-car, cis-mar, ab-dô-men, bis-ca-te, sub-lo-car, as-pec-to.



Divisão de palavras no fim da linha



Muitas vezes, quando estamos produzindo um texto, não há espaço no final da linha para escrevermos uma palavra toda. Devemos, então, recorrer a sua divisão em duas partes. Esta partição é sempre indicada com hífen e obedece às regras de separação silábica que acabamos de mencionar.



Exemplo:



Todo aquele passado doloroso, de que mal começava a

despreender-se, surgiu de novo ante ela, como um espectro im-

placável. Curtiu novamente em uma hora que ali esteve imóvel

todas as aflições e angústias, que havia sofrido durante dois

anos. Esta fita escarlate queimava-lhe os olhos e os dedos como

uma lâmina em brasa, e ela não tinha forças para retirar a vista

e a mão das letras de ouro e púrpura, que entrelaçavam com o

nome de seu marido, o nome de outra mulher.

(José de Alencar)







1 - (AMAN) Assinale a opção em que a divisão silábica não está corretamente feita:

a) a-bai-xa-do

b) si-me-tria

c) es-fi-a-pa-da

d) ba-i-nhas

e) ha-vi-a





2 - (ESAF) Indique a alternativa em que há erro(s) de divisão silábica:

a) res-sur-gir, a-ve-ri-güeis, vô-o, quais-quer

b) ca-í-ram, co-o-pe-rar, pig-meu, op-ção, cons-ti-tuin-tes

c) tu-a, ai-ro-so, e-gí-pcio, su-bs-tan-ti-vo, pneu-má-ti-co

d) ab-di-ca-ção, o-ci-den-tal, sor-rin-do, sou-bes-te, mne-mô-ni-ca

e) a-do-les-cen-te, mai-o-res, sub-ju-gar, me-lan-co-li-a, cir-cui-to





3 - (ESPCEX) Assinale a alternativa correta quanto à divisão silábica das palavras dadas:

a) sa-gu-ão, mín-guam, a-bs-tra-to, de-lin-qüi-u, plúm-beo

b) fric-ção, rit-mo, pneu-má-ti-co, cai-ais, bo-ê-mia

c) mag-ne-tis-mo, en-xa-güei, ni-nha-ri-a, res-pe-i-to, mei-os

d) su-blo-car, ca-iu, re-ce-pção, a-cces-sí-vel, subs-cre-ver

e) coi-ta-do, trans-a-tlân-ti-co, pis-ci-na, suas, põem





4 - PUC-RS) Aponte o único conjunto onde há erro na divisão silábica:

a) flui-do, sa-guão, dig-no

b) cir-cuns-cre-ver, trans-cen-den-tal, tran-sal-pi-no

c) con-vic-ção, tung-stê-nio, rit-mo

d) ins-tru-ir, an-te-pas-sa-do, se-cre-ta-ri-a

e) co-o-pe-rar, dis-tân-cia, bi-sa-vô





Gabarito



1 - D

2 - A

3 - B

4 – C









Acentuação tônica



A acentuação tônica investiga a intensidade com que pronunciamos as sílabas das palavras de nossa língua. Aquelas sobre as quais recai a maior intensidade são as sílabas tônicas; as demais são as sílabas átonas. De acordo com a posição da sílaba tônica, os vocábulos da língua portuguesa são classificados em:



oxítonos – são aqueles cuja sílaba tônica é a última:



coração procurar pior ruim sabiá também



paroxítonos – são aqueles cuja sílaba tônica é a penúltima:



álbum estrada desse posso retrato sabia



proparoxítonos – são aqueles cuja sílaba tônica é a antepenúltima:



amássemos Antártida friíssimo lágrima úmido xícara





Observação:



Para os monossílabos, a classificação é diferente: existem os monossílabos tônicos – pronunciados intensamente – e os monossílabos átonos – pronunciados fracamente. Quando isolado todo monossílabo se torna tônico. Por isso, para diferenciar os tônicos dos átonos e vice-versa, é necessário pronunciá-los numa seqüência de palavras. Observe os monossílabos tônicos destacados:



“Sei que não vai dar em nada,

Seus segredos sei de cor.”



Agora, nos mesmos versos, destacamos os monossílabos átonos:



“Sei que não vai dar em nada,

Seus segredos sei de cor.”



Acentuação gráfica



Os acentos



Em português, os acentos gráficos empregados são:



acento agudo (´) – colocado sobre as letras a, i, u e sobre o e da seqüência –em, indica que essas letras representam as vogais das sílabas tônicas: Amapá, saída, fúnebre, porém; sobre as letras e e o, indica que representam as vogais tônicas com timbre aberto: médico, herói.



Acento grave (`) – indica as diversas possibilidades de crase da preposição a com artigos e pronomes: à, às, àquele, àquela, àquilo, por exemplo.



Acento circunflexo (^) – indica que as letras e e o representam vogais tônicas com timbre fechado; surge sobre a letra a que representa a vogal tônica, normalmente diante de m, n, ou nh: mês, lêem, pêssego, compôs, câmara.



Trema (¨) – indica que a letra u representa semivogal nas seqüências gue, gui; que, qui: agüentar, sagüi, cinqüenta, tranqüilo.



Til (~) – indica que as letras a e o representam vogais nasais: órfã, mãozinha; corações, põe.



Também indica que a vogal é tônica em casos em que, pelas regras a acentuação gráfica é obrigatória: rã, maçã.



Regras fundamentais



Proparoxítonas



Todas as palavras proparoxítonas são graficamente acentuadas.



árvore, álibi, lâmpada, pêssego, quiséssemos, África.



Paroxítonas



São acentuadas as palavras paroxítonas que apresentam as seguintes terminações:

i (s), us vírus, bônus, júri, lápis, tênis

um, uns fórum, álbum, álbuns, médium

r caráter, mártir, revólver

x tórax, ônix, látex

n hífen, pólen, abdômen

l fácil, amável, indelével

ditongos Itália, Áustria, memória, cárie, róseo, Ásia, fáceis, férteis,

orais imóveis, fósseis, jérsei (crescentese decrescentes)

ão (s) órgão, órgãos, sótão, sótãos

ã (s) órfã, órfãs, ímã, ímãs

ps bíceps, fórceps



Oxítonas



São acentuadas as palavras oxítonas que apresentam as seguintes terminações:



a (s) maracujá, ananás

e (s) café, cafés, você

o (s) dominó, paletós, vovô, vovó

em, ens armazém, vintém, armazéns, vinténs



Essa regar aplica-se também aos seguintes casos:



a) monossílabos tônicos terminados em a,e o (seguidos ou não de s)

pá, pé, pó, pás, pés, pós, lê, vê, dê, hás, crês



b) formas verbais terminadasu em a, e, o tônicos seguidas de lo, la, los, las

amá-lo, dizê-lo, repô-la, fá-lo-á, pô-lo



Regras especiais



1. Os ditongos de pronúncia aberta eu, éi, oi recebem acento agudo na vogal.

Céu, chapéu, anéis, coronéis, herói, anzóis, caracóis, Andréia



2. Coloca-se acento circunflexo na primeira vogal dos hiatos ôo e êe.

vôo, enjôo, vôos, enjôos, corôo, perdôo, abençôo, lêem, descrêem, dêem, relêem



3. Coloca-se acento nas vogais i e u que formam hiato com a vogal anterior.

sa-í-da, sa-ís-te, sa-ú-de, ba-la-ús-tre, sa-í-mos, ba-ú, ra-í-zes, ju-í-zes, Lu-ís, sa-í, pa-ís, He-lo-í-sa



a) Não se acentuam o i e o u que formam hiato quando seguidos, na mesma sílaba, de l, m, n, r ou z:

Ra-ul, ru-im, com-tri-bu-in-te, sa-ir-des, ju-iz



b) Não se acentuam as letras i e u dos hiatos se estiverem seguidas do dígrafo nh:

ra-i-nha, vem-to-i-nha



c) Não se acentuam as letras i e u dos hiatos se vierem precedidas de vogal idêntica:

xi-i-ta, pa-ra-cu-u-ba



No entanto, se se tratar de palavra proparoxítona haverá o acento, já que a regra de acentuação das proparoxítonas prevalece sobre a dos hiatos:

fri-ís-si-mo, se-ri-ís-si-mo



4. Coloca-se trema na letra u dos encontros gue, gui, que, qui, quando pronunciada atonamente (nesses casos, o ü é semivogal).

tranqüilo, freqüente, lingüiça, sagüi



Se a letra u de tais encontros for pronunciada tonicamente, levará acento agudo (nesses casos, o ú é vogal).

averigúe, apazigúe, argúi, argúis



Se a letra u de tais encontros não for pronunciada, evidentemente não levará acento algum (nesses casos, temos dígrafos).

quilo, quente, guerra, guerreiro, queijo



5. Os verbos ter e vir levam acento circunflexo na terceira pessoa do plural do presente do indicativo.



singular plural

ele tem eles têm

ele vem eles vêm



6. Os verbos derivados de ter e vir levam acento agudo na terceira pessoa do singular e acento circunflexo na terceira pessoa do plural do presente do indicativo.



singular plural

ele retém eles retêm

ele intervém eles intervêm







1. (IBGE) Assinale a opção cuja palavra não deve ser acentuada:



a) Todo ensino deveria ser gratuito.



b) Não ves que eu não tenho tempo?



c) É difícil lidar com pessoas sem carater.



d) Saberias dizer o conteudo da carta?



e) Veranópolis é uma cidade que não para de crescer.



2. (IBGE) Assinale a opção que contém as três, dentre as cinco palavras sublinhadas, que devem receber acento gráfico:



Eles tem de, sozinhos, aparar o pelo do animal e prepara-lo para a exposiçao.



A estrategia utilizada pelo jogador pos a rainha em perigo em tempo recorde.



Saimos do tribunal mas, por causa do tumulto, não conseguimos a rubrica dos juizes.



A quimica vem produzindo novas cores para as industrias de tecido.



Eles não veem o apoio que se da a qualquer pessoa que aqui vem pedir ajuda.



3. (EPCAR) Assinale a série em que todos os vocábulos devem receber acento gráfico:



a) Troia, item, Venus



b) hifen, estrategia, albuns



c) apoio (subst.), reune, faisca



d) nivel, orgão, tupi



e) pode (pret. perf.), obte-las, tabu



4. (BB) Opção correta:



a) eclípse d) saída



b) juíz e) intúito



c) agôsto



5. (BB) "Alem do trem, voces tem onibus, taxis e aviões".



a) 5 acentos d) 2 acentos



b) 4 acentos e) 1 acento



c) 3 acentos



6. (BB) Monossílabo tônico:



a) o d) luz



b) lhe e) com



c) e



7. (BB) Leva acento:



a) pêso d) tôda



b) pôde e) cêdo



c) êste



8. (BB) Não leva acento:



a) atrai-la d) vende-la



b) supo-la e) revista-la



c) conduzi-la



9. (BB) Noite:



a) hiato d) dígrafo



b) ditongo e) encontro consonantal



c) tritongo



10. (UF-PR) Assinale a alternativa em que todos os vocábulos são acentuados por serem oxítonos:



a) paletó, avô, pajé, café, jiló



b) parabéns, vêm, hífen, saí, oásis



c) você, capilé, Paraná, lápis, régua



d) amém, amável, filó, porém, além



e) caí, aí, ímã, ipê, abricó



11. (ITA) Dadas as palavras:



1. tung-stê-nio 2. bis-a-vô 3. du-e-lo



Constatamos que a separação silábica está correta:



a) apenas na palavra nº 1 d) em todas as palavras



b) apenas na palavra nº 2 e) n.d.a



c) apenas na palavra nº 3



12. (OSEC) O plural de tem, dê, vê; é, respectivamente:



a) têm, dêem, vêm d) têem, dêem, vêm



b) tem, dêem, vêem e) têem, dêem, vêem



c) têm, dêem, vêem



13. (FGV-RJ) Assinale a alternativa que completa as frases:



I - Cada qual faz como melhor lhe ....... .



II - O que ....... estes frascos?



III - Nestes momentos os teóricos ....... os conceitos.



IV - Eles ....... a casa do necessário.



a) convém, contêm, revêem, provêem



b) convém, contém, revêem, provém



c) convém, contém, revêm, provém



d) convêm, contém, revêem, provêem



e) convêm, contêm, revêem, provêem



14. (CESCEM) Sob um ..... de nuvens, atracou no ..... o navio que trazia o ..... .



a) veu, porto, heroi d) véu, porto, heroi



b) veu, pôrto, herói e) véu, porto, herói



c) véu, pôrto, herói



15. (CESGRANRIO) Assinale a opção em que os vocábulos obedecem à mesma regra de acentuação gráfica:



a) pés, hóspedes d) últimos, terrível



b) sulfúrea, distância e) satânico, porém



c) fosforescência, provém



16. (SANTA CASA) As palavras após e órgãos são acentuadas por serem respectivamente:



a) paroxítona terminada em s e proparoxítona



b) oxítona terminada em o e paroxítona terminada em ditongo



c) proparoxítona e paroxítona terminada em s



d) monossílabo tônico e oxítona terminada em o, seguida de s



e) proparoxítona e proparoxítona



17. (MACK) Indique a alternativa em que nenhuma palavra é acentuada graficamente:



a) lapis, canoa, abacaxi, jovens d) voo, legua, assim, tenis



b) ruim, sozinho, aquele, traiu e) flores, açucar, album, virus



c) saudade, onix, grau, orquidea



18. (CESGRANRIO) Aponte a única série em que pelo menos um vocábulo apresente erro no que diz respeito à acentuação gráfica:



a) pegada - sinonímia d) ritmo - itens



b) êxodo - aperfeiçoe e) redimí-la - grátis



c) álbuns - atraí-lo



19. (PUCC) Assinale a alternativa de vocábulo corretamente acentuado:



a) hífen d) rítmo



b) ítem e) n.d.a



c) ítens



20. (ITA) Dadas as palavras: 1. des-a-len-to 2. sub-es-ti-mar 3. trans-tor-no,



constatamos que a separação silábica está correta:



a) apenas na número 1 d) em todas as palavras



b) apenas na número 2 e) n.d.a



c) apenas na número 3



21. (AMAN) Assinale a opção em que a divisão silábica não está corretamente feita:



a) a-bai-xa-do d) ba-i-nhas



b) si-me-tria e) ha-vi-a



c) es-fi-a-pa-da



22. (PUCC) A última reforma ortográfica aboliu o acento gráfico da sílaba subtônica e o acento diferencial de timbre. Por isso, não há erro de acentuação na alternativa:



a) surpresa, pelo (contração), sozinho



b) surprêsa, pelo (contração), sózinho



c) surprêsa, pélo (verbo), sozinho



d) surpresa, pêlo (substantivo), sózinho



e) n.d.a



23. (ITA) Assinale a seqüência sem erro de acentuação:



a) pára (verbo), pêlo (substantivo), averigúe, urutu



b) para (verbo), pelo (substantivo), averigúe, urutu



c) pára (verbo), pêlo (substantivo), averigüe, urutu



d) pára (verbo), pelo (substantivo), averigüe, urutú



e) para (verbo), pêlo (substantivo), averigúe, urutú



24. (IMES) Assinale a alternativa em que a palavra não tem as suas sílabas corretamente separadas:



a) in-te-lec-ção d) psi-co-lo-gia



b) cons-ci-ên-cia e) ca-a-tin-ga



c) oc-ci-pi-tal



25. (SANTA CASA) As silabadas, ou erros de prosódia, são freqüentes no uso da língua. Assinale a alternativa onde não ocorre nenhuma silabada:



1.



Eis aí um protótipo de rúbrica de um homem vaidoso.

2.



Para mim a humanidade está dividida em duas metades: a dos filântropos e a dos misântropos.

3.



Os arquétipos de iberos são mais pudicos que se pensa.

4.



Nesse ínterim chegou o médico com a contagem de leucócitos e o resultado da cultura de levêdos.

5.



Ávaro de informações, segui todas as pegadas do éfebo.



26. (FGV-RJ) Assinale a alternativa em que todas as palavras estão corretamente grafadas:



a) raiz, raízes, sai, apóio, Grajau



b) carretéis, funis, índio, hifens, atrás



c) buriti, ápto, âmbar, dificil, almoço



d) órfão, afável, cândido, caráter, Cristovão



e) chapéu, rainha, tatu, fossil, conteúdo



27. (PUC) Na palavra conseqüência o acento gráfico se justifica em função de ser:



a) proparoxítona terminada em ditongo decrescente



b) paroxítona terminada em ditongo crescente



c) paroxítona terminada em ditongo decrescente



d) proparoxítona terminada em ditongo



e) paroxítona terminada em ditongo nasal



28. (OBJETIVO) Assinale a alternativa correta quanto à acentuação:



a) Eu pélo o pêlo pelo prazer de pelar.



b) É macio o pelo do cão.



c) Comi a pera.



d) É o polo Norte.



e) Os professores mandaram por este álbum sobre a mesa.



29. (FAC. ENG-SOROCABA) Conforme a numeração, assinale a alternativa correta no que se refere à acentuação gráfica:



I - erro II - sede III - torre IV - almoço V - governo



a) nenhuma das alternativas está correta



b) apenas os números II e III estão corretos



c) apenas os números II e IV estão corretos



d) apenas os números IV e V estão corretos



e) todas as numerações estão corretas



30. (MED. TAUBATÉ) Apenas uma das alternativas abaixo apresenta erro de acentuação. Assinale-a:



a) baú, véu d) super-homem, órgão



b) lêem, vôo e) raízes, bênção



c) comer, anti-rabico



31. (OBJETIVO) Em que par só uma das palavras deveria receber o trema?



a) cinqüenta, agüentar d) ungüento, freqüente



b) qüinqüênio, eloqüente e) lingüiça, güerra



c) tranqüilo, lingüística



32. (VIÇOSA) Todas as palavras abaixo obedecem à mesma regra de acentuação, exceto:



a) já d) dói



b) nós e) há



c) pés



33. (MACK) Assinale a alternativa em que todas as palavras estão corretas quanto à acentuação gráfica:



a) Grajaú, balaustre, urubús d) heróico, assembléia, côroa



b) árduo, língua, raíz e) túneis, apôio, equilíbrio



c) raízes, fúteis, água



34. ( ENG. ITAJUBÁ) Nenhum dos vocábulos abaixo deve receber acento gráfico, exceto:



a) maligno d) improbo



b) gratuito e) item



c) degrau



35. (PUCC) Assinale a alternativa em que nenhuma palavra deve receber acento gráfico:



a) o governo, o juri, a garoa d) item, polen, cedo



b) preto, fossil, seres e) n.d.a



c) itens, polens, erros



36. (CARLOS CHAGAS) À luz de seu magnífico ............-de-sol, ..............., parece uma cidade ............... .



a) por, Paranavaí, tranquila d) pôr, Paranavaí, tranqüila



b) por, Paranavai, tranquila e) pôr, Paranavaí, tranquila



c) por, Paranavai, tranqüila



37. (FURG-RS) A seqüência de palavras cujas sílabas estão separadas corretamente é:



a) a-dje-ti-va-ção / im-per-do-á-vel / bo-ia-dei-ro



b) in-ter-ve-io / tec-no-lo-gi-a / su-bli-nhar



c) in-tu-i-to / co-ro-i-nha / pers-pec-ti-va



d) co-ro-lá-rio / subs-tan-ti-vo / bis-a-vó



e) flui-do / at-mos-fe-ra / in-ter-vei-o



38. (FURG-RS) Assinale a seqüência em que todas as palavras estão partidas corretamente:



a) trans-a-tlân-ti-co, fi-el, sub-ro-gar



b) bis-a-vô, du-e-lo, fo-ga-réu



c) sub-lin-gual, bis-ne-to, de-ses-pe-rar



d) des-li-gar, sub-ju-gar, sub-scre-ver



e) cis-an-di-no, es-pé-cie, a-teu



39. (UFV-MG) As sílabas das palavras psicossocial e traído estão corretamente separadas em:



a) psi-cos-so-ci-al / tra-í-do d) p-si-co-sso-cial / tra-í-do



b) p-si-cos-so-cial / tra-í-do e) psi-co-sso-cial / tra-í-do



c) psi-co-sso-ci-al / traí-do



40. (ACAFE-SC) Na frase "No restaurante, onde entrei arrastando os cascos como um dromedário, resolvi-me ver livre das galochas", existem:



a) dois ditongos, sendo um crescente e um decrescente



b) três ditongos, sendo dois crescentes e um decrescente



c) três ditongos, sendo um crescente e dois decrescentes



d) quatro ditongos, sendo dois crescentes e dois decrescentes



e) quatro ditongos, sendo três crescentes e um decrescente



41. (UEPG-PR) Nesta relação, as sílabas tônicas estão sublinhadas. Uma delas, porém, está sublinhada incorretamente. Assinale-a:



a) in-te-rim d) gra-tui-to



b) pu-di-co e) i-nau-di-to



c) ru-bri-ca



42. (UNIRIO) "O bom tempo passou e vieram as chuvas. Os animais todos, arrepiados, passavam os dias cochilando." No trecho ao lado, temos:



a) dois ditongos e três hiatos d) três ditongos e três hiatos



b) cinco ditongos e dois hiatos e) quatro ditongos e dois hiatos



c) quatro ditongos e três hiatos



43. (UNIRIO) Assinale a melhor resposta. Em papagaio, temos:



a) um ditongo d) um proparoxítono



b) um trissílabo e) um tritongo



c) um dígrafo



44. (UM-SP) Assinale a alternativa em que pelo menos um vocábulo não seja acentuado:



a) voo, orfão, taxi, balaustre d) papeis, onix, bau, ambar



b) itens, parabens, alguem, tambem e) hifen, cipos, leem, pe



c) textil, amago, cortex, roi



45. (UFSCAR-SP) Assinale a série em que todas as palavras estão acentuadas corretamente:



a) idéia, úrubu, suíno, ênclise



b) bíceps, heróico, ítem, fóssil



c) tênis, fôsseis, caiste, japonesa



d) fútil, hífen, ânsia, decaído



e) apóia, tapête, órfã, ruína



46. (BB) Afirmativa falsa:



a) Dôce é acentuada graficamente



b) Há acento indevido em raíz



c) Falta acento em ruina



d) Têm está acentuada por indicar plural



e) Funil não deve ser acentuada graficamente



47. (BB) Único segmento errado quanto à acentuação gráfica: Tens idéia de quanto é inútil bancar o mártir? Nesse rítmo, acabas perdendo o juízo.



a) idéia d) rítmo



b) inútil e) juízo



c) mártir



48. (BB) Opção com as duas palavras grafadas incorretamente:



a) repôr, ítem d) revólver, parabéns



b) contínuo, órgão e) apóio, jaburú



c) atribuía, alô



49. (TRT) Assinale a alternativa em que todas as palavras são paroxítonas (foram omitidos os acentos):



a) rubrica - avaro - pegada - acrobata



b) mister - filantropo - misantropo - condor



c) pegaso - prototipo - arquetipo - rubrica



d) necromancia - quiromancia - ibero - nobel



e) nenhuma das anteriores



50. (ESAF) Indique a alternativa em que há erro(s) de divisão silábica:



a) res-sur-gir, a-ve-ri-güeis, vô-o, quais-quer



b) ca-í-ram, co-o-pe-rar, pig-meu, op-ção, cons-ti-tuin-tes



c) tu-a, ai-ro-so, e-gí-pcio, su-bs-tan-ti-vo, pneu-má-ti-co



d) ab-di-ca-ção, o-ci-den-tal, sor-rin-do, sou-bes-te, mne-mô-ni-ca



e) a-do-les-cen-te, mai-o-res, sub-ju-gar, me-lan-co-li-a, cir-cui-to



51. (ESAF) Em todas as alternativas as palavras foram acentuadas corretamente, exceto em:



a) Eles têm muita coisa a dizer.



b) Estude os dois primeiros ítens do programa.



c) Afinal, o que contém este embrulho?



d) Foi agradável ouvir aquele orador.



e) Por favor, dêem-lhe uma nova chance.



52. (ADM. POSTAL CORREIOS) Marque o item que completa corretamente a frase: Aqueles que ............... do interior, ............... a cidade grande como o mundo que lhes ............... .



a) vêem - vêm - convêm d) vêem - vêem - convém



b) vêm - vêem - convêm e) vêm - vem - convem



c) veem - vêm - convem



53. (ADM. POSTAL CORREIOS) Assinale a opção em que os vocábulos não obedecem à mesma regra de acentuação gráfica:



a) idéia - herói - escarcéu



b) concluído - saúde - atribuí-lo



c) amá-lo - fazê-lo - pô-lo



d) conseqüência - mágoa - homogêneo



e) cáqui - ninguém - amável



54. (UEG) Indique o par em que o acento gráfico não tem a mesma função:



a) círculo - líquido d) água - pára



b) notícia - proprietário e) difíceis - amáveis



c) pôr - pára



55. (CARLOS CHAGAS) - Por favor, .......... com esse .......... pois precisamos de .......... .



a) para, ruído, tranqüilidade d) pára, ruido, tranqüilidade



b) para, ruido, tranquilidade e) pára, ruído, tranqüilidade



c) para, ruído, tranquilidade



56. (CARLOS CHAGAS) Terminado o .........., o .......... recebeu .......... aplausos.



a) vôo - herói - veemêntes d) voo, herói, veemêntes



b) voo - heroi - veemêntes e) vôo, herói, veementes



c) vôo - heroi - veementes



57. (ESPCEX) Assinale a alternativa cujas palavras estão corretas quanto à acentuação:



a) Luis, apôio, nódoa, próton, chapéuzinho



b) gratuíto, eu apóio, ítem, pêras, álbuns



c) sauduíche, averigúe, refém, puni-lo, amável



d) âmago, ônus, amá-lo-íeis, itens, taxi



e) biquini, juíz, áureo, joquei, eles mantém



58. (ESPCEX) Assinale a alternativa correta quanto à divisão silábica das palavras dadas:



a) sa-gu-ão, mín-guam, a-bs-tra-to, de-lin-qüi-u, plúm-beo



b) fric-ção, rit-mo, pneu-má-ti-co, cai-ais, bo-ê-mia



c) mag-ne-tis-mo, en-xa-güei, ni-nha-ri-a, res-pe-i-to, mei-os



d) su-blo-car, ca-iu, re-ce-pção, a-cces-sí-vel, subs-cre-ver



e) coi-ta-do, trans-a-tlân-ti-co, pis-ci-na, suas, põem



59. (FUVEST) Assinale a alternativa em que todas as palavras estejam corretamente acentuadas:



a) Tietê, órgão, chapéuzinho, estrêla, advérbio



b) fluido, geléia, Tatuí, armazém, caráter



c) saúde, melância, gratuíto, amendoím, fluído



d) inglês, cipó, cafèzinho, útil, réu



e) canôa, heroismo, crêem, Sergípe, bambú



60. (PUC-RS) Aponte o único conjunto onde há erro na divisão silábica:



a) flui-do, sa-guão, dig-no



b) cir-cuns-cre-ver, trans-cen-den-tal, tran-sal-pi-no



c) con-vic-ção, tung-stê-nio, rit-mo



d) ins-tru-ir, an-te-pas-sa-do, se-cre-ta-ri-a



e) co-o-pe-rar, dis-tân-cia, bi-sa-vô



61. (UFF) Apenas num dos seguintes casos a divisão silábica não está feita de



acordo com as normas vigentes. Assinale-o:



a) tran-sa-tlân-ti-co d) fri-ís-si-mo



b) ab-di-ca-ção e) cis-an-di-no



c) subs-ta-be-le-cer



62. (TRE-MT) A alternativa em que as duas palavras acentuadas não seguem a mesma regra de acentuação é:



a) ninguém - também d) escrúpulos - síntese



b) dólar - pólo e) heróis - bóia



c) eficiência - próprio



63. (TRE-MT) Segue a mesma regra de acentuação de país a palavra:



a) saúde d) grêmios



b) aliás e) heróis



c) táxi



64. (TRE-ES) "Aí" é acentuada pelo mesmo motivo de:



a) aquí d) baú



b) dá e) porém



c) é



65. (TRE-MG) Assinale a palavra que contém exemplo de ditongo decrescente e dígrafo:



a) companhia d) cãimbra



b) exceção e) gratuito



c) répteis



66. (LICEU) Acentue as palavras abaixo e encontre a alternativa que corresponda, respectivamente, a róseo, tímida e encontrará:



a) Nobel, interim, papeis d) pudico, palida, mister



b) condor, avaro, alguem e) levedo, libido, ruim



c) ruim, filantropo, condor



67. (UEG) Assinale o único vocábulo cujo critério de acentuação gráfica é o mesmo que determinou o emprego do acento em "idéia":



a) história d) família



b) difíceis e) fidélis



c) jóia



68. (TRE-MT) A separação de sílabas está incorreta na alternativa:



a) mi - nis - té - rio d) té-cni-co



b) ab-so-lu-tas e) res-sen-ti-men-tos



c) ne-nhu-ma



69. (MACK) Assinale a única alternativa em que nenhuma palavra é acentuada graficamente:



a) bonus, tenis, aquele, virus d) levedo, caracter, condor, ontem



b) repolho, cavalo, onix, grau e) caju, virus, niquel, ecloga



c) juiz, saudade, assim, flores



70. (TRE-RJ) A alternativa que apresenta erro quanto à acentuação em um dos vocábulos é:



a) lápis - júri d) raízes - amável



b) bônus - hífen e) Anhangabaú - bambú



c) ânsia - série



71. (TRE-MG) Ambas as palavras contêm exemplo de hiato em:



a) árduo / mãe d) pavio / moer



b) área / chapéu e) luar / anzóis



c) diário / quota



72. (ETF-SP) Assinalar a alternativa correta quanto à acentuação:



a) Para por o sotão em ordem foram necessárias duas pessoas.



b) Aqueles índios se alimentam de raizes e andam nús pela floresta.



c) Já faz três mêses que saí da presidência da emprêsa.



d) O elevador só pára se o botão for acionado.



e) O remedio que combate esse virus já foi descoberto?



73. (TTN) Marque a alternativa correta quanto à divisão silábica:



a) fi-a-do, flui-do, ru-im



b) se-cre-ta-ri-a, ins-tru-ir, né-ctar



c) co-o-pe-rar, tung-stê-nio, i-guais



d) cir-cui-to, subs-cre-ver, a-po-te-ose



e) abs-ces-so, ri-tmo, sub-ju-gar



74. (TTN) Assinale a frase incorreta quanto à acentuação gráfica:



1.



A funcionária remeterá os formulários até o início do próximo mês.

2.



Ninguém poderia prever que a catástrofe traria tamanho ônus para o país.

3.



Este voo está atrasado; os senhores tem que embarcar pela ponte aerea e fazer conexão no Rio para Florianopolis.

4.



O pronunciamento feito pelo diretor na assembléia revestia-se de caráter inadiável.

5.



Segundo o regulamento em vigor, o órgão competente tomará as providências cabíveis.



75. (TTN) Assinale o trecho que apresenta erro de acentuação gráfica:



1.



Inequivocamente, estudos sociológicos mostram que, para ser eficaz, o chicote, anátema da sociedade colonial, não precisava bater sobre as costas de todos os escravos.

2.



A diferença de ótica entre os díspares movimentos que reivindicam um mesmo amor à natureza se enraízam para além das firulas das discussões político-partidárias.

3.



No âmago do famoso santuário, erguido sob a égide dos conquistadores, repousam enormes caixas cilíndricas de oração em forma de mantras, onde o novel na fé se purifica.

4.



O alvo da diatribe, o fenômeno da reprovação escolar, é uma tolice inaceitável, mesmo em um paradígma de educação deficitária em relação aos menos favorecidos.

5.



Assustada por antigas endemias rurais, a, até então, álacre sociedade brasileira tem, enfim, consciência do horror que seria pôr filhos em um mundo tão inóspito.



76. (UF-PI) Assinale a alternativa em que todas as palavras estejam acentuadas corretamente:



a) Quero por um ponto final nessa polêmica.



b) Com desconfiança, apos sua rúbrica em todos os documentos.



c) Preferem maçã à pera.



d) Lavou o pelo do animal com sabão comum.



e) Como bom contador, ele gosta de boêmia.



77. (CESGRANRIO) Assinale o item em que ocorre erro ortográfico:



a) ele mantém / eles mantêm d) ele vê / eles vêem



b) ele dê / eles dêem e) ele contém / eles contêem



c) ela contém / elas contêm



78. (PUC-RJ) Aponte a opção em que as duas palavras são acentuadas devido à mesma regra:



a) saí - dói d) dá - custará



b) relógio - própria e) até - pé



c) só - sóis



79. (UNIRIO) Assinale a opção em que o vocábulo apresenta ao mesmo tempo um encontro consonantal, um dígrafo consonantal e um ditongo fonético:



a) ninguém d) nenhum



b) coalhou e) murcham



c) iam



80. (TRT-ES) Leia o texto e assinale o item que apresenta correta divisão silábica: Atualmente, as plantas medicinais voltam a suscitar grande interesse, tanto na área dos profissionais da saúde como na própria sociedade.



a) mui-to / su-sci-tar d) sus-ci-tar / me-di-ci-nais



b) saú-de / so-cie-da-de e) in-te-res-se / a-tual-men-te



c) me-di-ci-na-is / sa-ú-de









Gabarito





1 - A 21 - B 41 - A 61 - E



2 - A 22 - A 42 - A 62 - B



3 - B 23 - A 43 - A 63 - A



4 - D 24 - D 44 - B 64 - B



5 - A 25 - C 45 - D 65 - B



6 - D 26 - B 46 - A 66 - D



7 - B 27 - B 47 - D 67 - C



8 - C 28 - A 48 - A 68 - D



9 - B 29 - E 49 - A 69 - C



10 - A 30 - C 50 - C 70 - E



11 - C 31 - E 51 - B 71 - D



12 - C 32 - D 52 - B 72 - D



13 - A 33 - C 53 - E 73 - A



14 - E 34 - D 54 - D 74 - C



15 - B 35 - C 55 - E 75 - D



16 - B 36 - D 56 - E 76 - E



17 - B 37 - E 57 - C 77 - E



18 - E 38 - C 58 - B 78 - B



19 - A 39 - A 59 - B 79 - E



20 - C 40 - C 60 - C 80 - D























Unidade 3 - Morfologia









Formação das Palavras





ESTRUTURA DAS PALAVRAS



A palavra é subdivida em partes menores, chamadas de elementos mórficos.



Exemplo: gatinho – gat + inho



Infelizmente – in + feliz + mente





ELEMENTOS MÓRFICOS



Os elementos mórficos são:



Radical;



Vogal temática;



Tema;



Desinência;



Afixo;



Vogais e consoantes de ligação.





RADICAL



O significado básico da palavra está contido nesse elemento; a ele são acrescentados outros elementos.

Exemplo: pedra, pedreiro, pedrinha.





VOGAL TEMÁTICA



Tem como função preparar o radical para ser acrescido pelas desinências e também indicar a conjugação a que o verbo pertence.

Exemplo: cantar, vender, partir.





OBSERVAÇÃO:



Nem todas as formas verbais possuem a vogal temática.

Exemplo: parto (radical + desinência)





TEMA

É o radical com a presença da vogal temática.

Exemplo: choro, canta.





DESINÊNCIAS



São elementos que indicam as flexões que os nomes e os verbos podem apresentar. São subdivididas em:



DESINÊNCIAS NOMINAIS – indicam o gênero e número. As desinências de gênero são a e o; as desinências de número são o s para o plural e o singular não tem desinência própria.



Exemplo: gat o

Radical desinência nominal de gênero

Gat o s



Radical d.n.g d.n.n





d.n.g » desinência nominal de gênero



d.n.n » desinência nominal de número







DESINÊNCIAS VERBAIS – indicam o modo, número, pessoa e tempo dos verbos.



Exemplo: cant á va mos



Radical v.t d.m.t d.n.p



v.t » vogal temática



d.m.t » desinência modo-temporal



d.n.p » desinência número-pessoal





AFIXOS



São elementos que se juntam aos radicais para formação de novas palavras. Os afixos podem ser:



PREFIXOS – quando colocado antes do radical;



SUFIXOS – quando colocado depois do radical



Exemplo:



Pedrada.



Inviável.



Infelizmente





VOGAIS E CONSOANTES DE LIGAÇÃO



São elementos que são inseridos entre os morfemas (elementos mórficos), em geral, por motivos de eufonia, ou seja, para facilitar a pronúncia de certas palavras.

Exemplo: silvícola, paulada, cafeicultura.





PROCESSO DE FORMAÇÃO DAS PALAVRAS



Inicialmente observemos alguns conceitos sobre palavras primitivas e derivadas e palavras simples e compostas:





PALAVRAS PRIMITIVAS – palavras que não são formadas a partir de outras.

Exemplo: pedra, casa, paz, etc.





PALAVRASDERIVADAS – palavras que são formadas a partir de outras já existentes.

Exemplo: pedrada (derivada de pedra), ferreiro (derivada de ferro).







PALAVRASSIMPLES – são aquelas que possuem apenas um radical.

Exemplo: cidade, casa, pedra.





PALAVRASCOMPOSTAS - são palavras que apresentam dois ou mais radicais.

Exemplo: pé-de-moleque, pernilongo, guarda-chuva.





Na língua portuguesa existem dois processos de formação de novas palavras: derivação e composição.





DERIVAÇÃO

É o processo pelo qual palavras novas (derivadas) são formadas a partir de outras que já existem (primitivas). Podem ocorrer das seguintes maneiras:

Prefixal;



Sufixal;



Parassintética;



Regressiva;



Imprópria.







PREFIXAL – processo de derivação pelo qual é acrescido um prefixo a um radical.

Exemplo: desfazer, inútil.



Vejamos alguns prefixos latinos e gregos mais utilizados:





PREFIXO LATINO PREFIXO GREGO SIGNIFICADO EXEMPLOS

PREF. LATINO PREF. GREGO

Ab-, abs- Apo- Afastamento Abs ter Apo geu

Ambi- Anfi- Duplicidade Ambí guo Anfí bio

Bi- di- Dois Bí pede Dí grafo

Ex- Ex- Para fora Ex ternar Êx odo

Supra Epi- Acima de Supra citar Epi táfio







SUFIXAL – processo de derivação pelo qual é acrescido um sufixo a um radical.

Exemplo: carrinho, livraria.





Vejamos alguns sufixos latinos e alguns gregos:





SUFIXO LATINO EXEMPLO SUFIXO GREGO EXEMPLO

-ada Paulada -ia Geologia

-eria Selvageria -ismo Catolicismo

-ável Amável -ose Micose







PARASSINTÉTICA – processo de derivação pelo qual é acrescido um prefixo e sufixo simultaneamente ao radical.

Exemplo: anoitecer, pernoitar.





OBSERVAÇÃO :





Existem palavras que apresentam prefixo e sufixo, mas não são formadas por parassíntese. Para que ocorra a parassíntese é necessários que o prefixo e o sufixo juntem-se ao radical ao mesmo tempo. Para verificar tal derivação basta retirar o prefixo ou o sufixo da palavra. Se a palavra deixar de ter sentido, então ela foi formada por derivação parassintética. Caso a palavra continue a ter sentido, mesmo com a retirada do prefixo ou do sufixo, ela terá sido formada por derivação prefixal e sufixal.





REGRESSIVA - processo de derivação em que são formados substantivos a partir de verbos.

Exemplo: Ninguém justificou o atraso. (do verbo atrasar)

O debate foi longo. (do verbo debater)





IMPRÓPRIA - processo de derivação que consiste na mudança de classe gramatical da palavra sem que sua forma se altere.

Exemplo: O jantar estava ótimo





COMPOSIÇÃO

É o processo pelo qual a palavra é formada pela junção de dois ou mais radicais. A composição pode ocorrer de duas formas:

JUSTAPOSIÇÃO e AGLUTINAÇÃO.





JUSTAPOSIÇÃO – quando não há alteração nas palavras e continua a serem faladas (escritas) da mesma forma como eram antes da composição.

Exemplo: girassol (gira + sol), pé-de-moleque (pé + de + moleque)





AGLUTINAÇÃO – quando há alteração em pelo menos uma das palavras seja na grafia ou na pronúncia.

Exemplo: planalto (plano + alto)





Além da derivação e da composição existem outros tipos de formação de palavras que são hibridismo, abreviação e onomatopéia.





ABREVIAÇÃO OU REDUÇÃO

É a forma reduzida apresentada por algumas palavras:

Exemplo: auto (automóvel), quilo (quilograma), moto (motocicleta).





HIBRIDISMO

É a formação de palavras a partir da junção de elementos de idiomas diferentes.

Exemplo: automóvel (auto – grego + móvel – latim), burocracia (buro – francês + cracia – grego).





ONOMATOPÉIA

Consiste na criação de palavras através da tentativa de imitar vozes ou sons da natureza.

Exemplo: fonfom, cocoricó, tique-taque, boom!.



1. (IBGE) Assinale a opção em que todas as palavras se formam pelo mesmo



processo:



a) ajoelhar / antebraço / assinatura



b) atraso / embarque / pesca



c) o jota / o sim / o tropeço



d) entrega / estupidez / sobreviver



e) antepor / exportação / sanguessuga



2. (BB) A palavra "aguardente" formou-se por:



a) hibridismo d) parassíntese



b) aglutinação e) derivação regressiva



c) justaposição



3. (AMAN) Que item contém somente palavras formadas por justaposição?



a) desagradável - complemente



b) vaga-lume - pé-de-cabra



c) encruzilhada - estremeceu



d) supersticiosa - valiosas



e) desatarraxou - estremeceu



4. (UE-PR) "Sarampo" é:



a) forma primitiva



b) formado por derivação parassintética



c) formado por derivação regressiva



d) formado por derivação imprópria



e) formado por onomatopéia



5. (EPCAR) Numere as palavras da primeira coluna conforme os processos de formação numerados à direita. Em seguida, marque a alternativa que corresponde à seqüência numérica encontrada:



( ) aguardente 1) justaposição



( ) casamento 2) aglutinação



( ) portuário 3) parassíntese



( ) pontapé 4) derivação sufixal



( ) os contras 5) derivação imprópria



( ) submarino 6) derivação prefixal



( ) hipótese



a) 1, 4, 3, 2, 5, 6, 1 d) 2, 3, 4, 1, 5, 3, 6



b) 4, 1, 4, 1, 5, 3, 6 e) 2, 4, 4, 1, 5, 3, 6



c) 1, 4, 4, 1, 5, 6, 6



6. (CESGRANRIO) Indique a palavra que foge ao processo de formação de chapechape:



a) zunzum d) tlim-tlim



b) reco-reco e) vivido



c) toque-toque



7. (UF-MG) Em que alternativa a palavra sublinhada resulta de derivação imprópria?



1.



Às sete horas da manhã começou o trabalho principal: a votação.

2.



Pereirinha estava mesmo com a razão. Sigilo... Voto secreto ... Bobagens, bobagens!

3.



Sem radical reforma da lei eleitoral, as eleições continuariam sendo uma farsa!

4.



Não chegaram a trocar um isto de prosa, e se entenderam.

5.



Dr. Osmírio andaria desorientado, senão bufando de raiva.



8. (AMAN) Assinale a série de palavras em que todas são formadas por parassíntese:



a) acorrentar, esburacar, despedaçar, amanhecer



b) solução, passional, corrupção, visionário



c) enrijecer, deslealdade, tortura, vidente



d) biografia, macróbio, bibliografia, asteróide



e) acromatismo, hidrogênio, litografar, idiotismo



9. (FFCL SANTO ANDRÉ) As palavras couve-flor, planalto e aguardente são formadas por:



a) derivação d) composição



b) onomatopéia e) prefixação



c) hibridismo



10. (FUVEST) Assinale a alternativa em que uma das palavras não é formada por prefixação:



a) readquirir, predestinado, propor d) irrestrito, antípoda, prever



b) irregular, amoral, demover e) dever, deter, antever



c) remeter, conter, antegozar



11. (LONDRINA-PR) A palavra resgate é formada por derivação:



a) prefixal d) parassintética



b) sufixal e) imprópria



c) regressiva



12. (CESGRANRIO) Assinale a opção em que nem todas as palavras são de um mesmo radical:



a) noite, anoitecer, noitada d) festa, festeiro, festejar



b) luz, luzeiro, alumiar e) riqueza, ricaço, enriquecer



c) incrível, crente, crer



13. (SANTA CASA) Em qual dos exemplos abaixo está presente um caso de derivação parassintética?



a) Lá vem ele, vitorioso do combate.



b) Ora, vá plantar batatas!



c) Começou o ataque.



d) Assustado, continuou a se distanciar do animal.



e) Não vou mais me entristecer, vou é cantar.



14. (UF-MG) Em todas as frases, o termo grifado exemplifica corretamente o processo de formação de palavras indicado, exceto em:



a) derivação parassintética - Onde se viu perversidade semelhante?



b) derivação prefixal - Não senhor, não procedi nem percorri.



c) derivação regressiva - Preciso falar-lhe amanhã, sem falta.



d) derivação sufixal - As moças me achavam maçador, evidentemente.



e) derivação imprópria - Minava um apetite surdo pelo jantar.



15. (UF-MG) Em "O girassol da vida e o passatempo do tempo que passa não brincam nos lagos da lua", há, respectivamente:



a) um elemento formado por aglutinação e outro por justaposição



b) um elemento formado por justaposição e outro por aglutinação



c) dois elementos formados por justaposição



d) dois elementos formados por aglutinação



e) n.d.a



16. (UF-SC) Aponte a alternativa cujas palavras são respectivamente formadas por justaposição, aglutinação e parassíntese:



a) varapau - girassol - enfaixar



b) pontapé - anoitecer - ajoelhar



c) maldizer - petróleo - embora



d) vaivém - pontiagudo - enfurece



e) penugem - plenilúdio - despedaça



17. (UF SÃO CARLOS) Considerando-se os vocábulos seguintes, assinalar a alternativa que indica os pares de derivação regressiva, derivação imprópria e derivação sufixal, precisamente nesta ordem:



1.



embarque

2.



histórico

3.



cruzes!

4.



porquê

5.



fala

6.



sombrio



a) 2-5, 1-4, 3-6 d) 2-3, 5-6, 1-4



b) 1-4, 2-5, 3-6 e) 3-6, 2-5, 1-4



c) 1-5, 3-4, 2-6



18. (VUNESP) Em "... gordos irlandeses de rosto vermelho..." e "... deixa entrever o princípio de uma tatuagem.", os termos grifados são formados, respectivamente, a partir de processos de:



a) derivação prefixal e derivação sufixal



b) composição por aglutinação e derivação prefixal



c) derivação sufixal e composição por justaposição



d) derivação sufixal e derivação prefixal



e) derivação parassintética e derivação sufixal



19. (FURG-RS) A alternativa em que todas as palavras são formadas pelo mesmo processo de composição é:



a) passatempo - destemido - subnutrido



b) pernilongo - pontiagudo - embora



c) leiteiro - histórico - desgraçado



d) cabisbaixo - pernalta - vaivém



e) planalto - aguardente - passatempo



20. (UNISINOS) O item em que a palavra não está corretamente classificada quanto ao seu processo de formação é:



a) ataque - derivação regressiva



b) fornalha - derivação por sufixação



c) acorrentar - derivação parassintética



d) antebraço - derivação prefixal



e) casebre - derivação imprópria



21. (FUVEST) Nas palavras: atenuado, televisão, percurso temos, respectivamente, os seguintes processos de formação das palavras:



a) parassíntese, hibridismo, prefixação



b) aglutinação, justaposição, sufixação



c) sufixação, aglutinação, justaposição



d) justaposição, prefixação, parassíntese



e) hibridismo, parassíntese, hibridismo



22. (UF-UBERLÂNDIA) Em qual dos itens abaixo está presente um caso de derivação parassintética:



a) operaçãozinha d) assustadora



b) conversinha e) obrigadinho



c) principalmente



23. (OBJETIVO) "O embarque dos passageiros será feito no aterro". Os dois termos sublinhados representam, respectivamente, casos de:



a) palavra primitiva e palavra primitiva



b) conversão e formação regressiva



c) formação regressiva e conversão



d) derivação prefixal e palavra primitiva



e) formação regressiva e formação regressiva



24. (UFF-RIO) O vocábulo catedral, do ponto de vista de sua formação é:



a) primitivo d) parassintético



b) composto por aglutinação e) derivado regressivo de catedrático



c) derivação sufixal



24. (PUC) Assinale a classificação errada do processo de formação indicado:



a) o porquê - conversão ou derivação imprópria



b) desleal - derivação prefixal



c) impedimento - derivação parassintética



d) anoitecer - derivação parassintética



e) borboleta - primitivo



25. (UF-PR) A formação do vocábulo sublinhado na expressão "o canto das sereias" é:



a) composição por justaposição d) derivação sufixal



b) derivação regressiva e) palavra primitiva



c) derivação prefixal



26. (ES-UBERLÂNDIA) Todos os verbos seguintes são formados por parassíntese (derivação parassintética), exceto:



a) endireitar d) desvalorizar



b) atormentar e) soterrar



c) enlouquecer



27. (FUVEST) Assinalar a alternativa em que a primeira palavra apresenta sufixo formador de advérbio e, a segunda, sufixo formador de substantivo:



a) perfeitamente varrendo d) atrevimento ignorância



b) provavelmente erro e) proveniente furtado



c) lentamente explicação



28. (FUVEST) As palavras adivinhar - adivinho e adivinhação - têm a mesma raiz, por isso são cognatas. Assinalar a alternativa em que não ocorrem três cognatos:



a) alguém - algo - algum



b) ler, leitura - lição



c) ensinar - ensino, ensinamento



d) candura - cândido - incandescência



e) viver - vida - vidente



29. (FCMSC-SP) As palavras expatriar, amoral, aguardente, são formadas por:



a) derivação parassintética, prefixal, composição por aglutinação



b) derivação sufixal, prefixal, composição por aglutinação



c) derivação prefixal, prefixal, composição por justaposição



d) derivação parassintética, sufixal, composição por aglutinação



e) derivação prefixal, prefixal, composição por justaposição



30. (MACK) As palavras entardecer, desprestígio e oneroso, são formadas, respectivamente, por:



a) prefixação, sufixação e parassíntese



b) sufixação, prefixação e parassíntese



c) parassíntese, sufixação e prefixação



d) sufixação, parassíntese e prefixação



e) parassíntese, prefixação e sufixação



31. (FUVEST) Foram formadas pelo mesmo processo as seguintes palavras:



a) vendavais, naufrágios, polêmicas



b) descompõem, desempregados, desejava



c) estendendo, escritório, espírito



d) quietação, sabonete, nadador



e) religião, irmão, solidão



32. (TRE-ES) Quem possui inveja é:



a) invejozo d) invejoso



b) invejeiro e) invejador



c) invejado



33. (ETF-SP) Assinalar a alternativa que indique corretamente o processo de formação das palavras sem-terra, sertanista e desconhecido:



1.



composição por justaposição, derivação por sufixação, derivação por prefixação e sufixação

2.



composição por aglutinação, derivação por sufixação e derivação por parassíntese

3.



composição por aglutinação, derivação por sufixação e derivação por sufixação

4.



composição por justaposição, derivação por sufixação e composição por aglutinação

5.



composição por aglutinação, derivação por sufixação e derivação por prefixação



34. (FUVEST) Assinalar a alternativa que registra a palavra que tem o sufixo formador de advérbio:



a) desesperança d) extremamente



b) pessimismo e) sociedade



c) empobrecimento



35. (CESGRANRIO) Os vocábulos aprimorar e encerrar classificam-se, quanto ao processo de formação de palavras, respectivamente, em:



a) parassíntese - prefixação



b) parassíntese - parassíntese



c) prefixação - parassíntese



d) sufixação - prefixação e sufixação



e) prefixação e sufixação - prefixação



36. (PUC) Considerando o processo de formação de palavras, relacione a coluna da direita com a da esquerda:



( 1 ) derivação imprópria ( ) desenredo



( 2 ) prefixação ( ) narrador



( 3 ) prefixação e sufixação ( ) infinitamente



( 4 ) sufixação ( ) o voar



( 5 ) composição por justaposição ( ) pão de mel



a) 3, 4, 2, 5, 1 d) 2, 4, 3, 5, 1



b) 2, 4, 3, 1, 5 e) 4, 1, 5, 2, 3



c) 4, 1, 5, 3, 2



37. (ETF-SP) Assinalar a alternativa em que as duas palavras são formadas por parassíntese:



a) indisciplinado - desperdiçar



b) incineração - indescritível



c) despedaçar - compostagem



d) endeusado - envergonhar



e) descamisado - desonestidade



38. (ETF-SP) Assinalar a alternativa correta quanto à formação das seguintes palavras: girassol; destampado; vinagre; irreal.



a) sufixação; parassíntese; aglutinação; prefixação



b) justaposição; prefixação e sufixação; aglutinação; prefixação



c) justaposição; prefixação e sufixação; sufixação; parassíntese



d) sufixação; parassíntese; derivação regressiva; sufixação



e) aglutinação; prefixação; aglutinação; justaposição



39. (CESGRANRIO) As palavras esquartejar, desculpa e irreconhecível foram formadas, respectivamente, pelos processos de:



a) sufixação - prefixação - parassíntese



b) sufixação - derivação regressiva - prefixação



c) composição por aglutinação - prefixação - sufixação



d) parassíntese - derivação regressiva - prefixação



e) parassíntese - derivação imprópria - parassíntese



40. (PUC-RJ) A palavra engrossar apresenta o mesmo processo de formação de:



a) embalançar d) encobrir



b) abstrair e) perfurar



c) encaixotar





Gabarito





1 - B 11 - C 21 - A 31 - D



2 - B 12 - B 22 - D 32 - D



3 - B 13 - E 23 - E 33 - A



4 - C 14 - A 24 - C 34 - D



5 - E 15 - C 25 - B 35 - A



6 - E 16 - D 26 - D 36 - B



7 - D 17 - C 27 - C 37 - D



8 - A 18 - D 28 - C 38 - B



9 - D 19 - B 29 - A 39 - D



10 - E 20 - E 30 - E 40 - C











As Classes Gramaticais





SUBSTANTIVO



Colômbia, bola, medo, trovão, paixão, etc. Essas palavras estão dando nome a lugar, objeto, sensação física, fenômenos da natureza, emoções, enfim as coisas em geral. Esses nomes são chamados SUBSTANTIVOS.

Assim, podemos dizer que substantivo é a palavra que dá nome aos seres. Eles podem ser classificados da seguinte forma:



Concreto;



Abstrato;



Comuns;



Próprios.





CLASSIFICAÇÃO DO SUBSTANTIVO



Substantivo - É aquele que indica a existência de seres reais ou imaginários.

Exemplos:

Reais imaginários



Brasil bruxa



Recife curupira





ABSTRATO

É aquele que indica sentimentos, qualidades, ações, estados e sensações.

Exemplo:

Sentimento: amor, ódio, paixão;



Qualidade: honestidade, fidelidade, perfeccionismo;



Ações: trabalho, doação;



Estado: vida, solidão, morte;



Sensação: calor, frio.





COMUNS

É aquele que indica elementos de uma mesma espécie.

Exemplo:

Criança, cidade, livro.





PRÓPRIO

É aquele que indica um ser em particular.

Exemplo:

Roberto, Pernambuco, Capibaribe, Brasil.





Os nomes próprios são utilizados principalmente em:



Rios: Capibaribe, Amazonas;



Cidades: Recife, Porto Alegre;



Estados: Pernambuco, Rio Grande do Sul;



Países: Brasil, Austrália;



Pessoas: Rubem, Antônio;



Empresas: Intel, Oracle.







Observação: o substantivo coletivo é um substantivo comum que, mesmo no singular indica um agrupamento, multiplicidade de seres de uma mesma espécie.

Relação de alguns substantivos coletivos



Assembléia – de pessoas reunidas, de parlamentares

Acervo – de obras de arte

Alcatéia – de lobos

Antologia – de textos

Arquipélago – de ilhas

Atlas – de mapas

Arsenal – de armas, munições

Banda – de músicos

Bando – de aves

Batalhão – de soldados

Biblioteca – de livros

Cacho – de frutas

Chusma – de pessoas em geral

Colméia – de abelhas

Constelação – de estrelas

Cordilheira – de montanhas

Elenco – de atores

Enxoval – de roupas

Falange – de soldados

Fauna – de animais

Feixe – de lenha

Flora – de plantas

Frota – de navios

Galeria – de quadros

Horda – de bandidos

Júri – de jurados

Junta – de médicos, examinadores

Legião – de soldados

Lote – de coisas

Manada – de animais

Molho - de chaves

Multidão – de pessoas

Ninhada – de filhotes

Pinacoteca – de quadros

Piquete – de pessoas em greve

Plantel – de animais de raça

Pomar – de arvores frutíferas

Ramalhete – de flores

Réstia – de alho, de cebola

Vara – de porcos

Vocabulário – de palavras





FORMAÇÃO DO SUBSTANTIVO

Quanto à formação o substantivo pode ser:



Primitivo;



Derivado;



Simples;



Composto.





PRIMITIVO

Dá origem a outras palavras.

Exemplo:

Pedra, ferro, vidro.





DERIVADO

É originado através de outra palavra.

Exemplo:

Pedreira, ferreiro, vidraçaria.





SIMPLES

Apresenta apenas um radical na sua formação.

Exemplo:

Vidro, pedra.





COMPOSTO

Apresenta dois ou mais radicais na sua formação.

Exemplo:

Pernilongo, couve-flor.





FLEXÃO DO SUBSTANTIVO

Por ser uma palavra variável o substantivo sofre flexões para indicar:



Gênero: masculino ou feminino;

Número: singular ou plural;

Grau: aumentativo ou diminutivo.





GÊNERO DO SUBSTANTIVO

Na língua portuguesa há dois gêneros: masculino e feminino. Será masculino o substantivo que admitir o artigo o e feminino aquele que admitir o artigo a.

Exemplo:

O avião o calçado o leão



A menina a camisa a cadeira





SUBSTANTIVO BIFORME

Na indicação de nomes de seres vivos o gênero da palavra está ligado, geralmente, ao sexo do ser, havendo, portanto, uma forma para o masculino e outra para o feminino.

Exemplo:

Garoto – substantivo masculino indicando pessoa do sexo masculino;



Garota – substantivo feminino indicando pessoa do sexo feminino.





FORMAÇÃO DO FEMININO

O feminino pode ser formado das seguintes formas:

- trocando a terminação o por a:

exemplo:

moço moça

menino menina



- trocando a terminação e por a:

exemplo:

gigante giganta

mestre mestra



- acrescentando a letra a:

exemplo:

português portuguesa

cantor cantora



- mudando-se ao final para ã, ao, ona:

exemplo:

catalão catalã

valentão valentona

leão leoa





- com esa, essa, isa, ina, triz:

exemplo:

conde condessa

príncipe princesa

poeta poetisa

czar czarina

ator atriz





- por palavras diferentes:

exemplo:

cavaleiro amazona

padre madre

homem mulher





SUBSTANTIVOS UNIFORMES

Há substantivos que possuem uma só forma para indicar tanto o masculino quanto o feminino. Podemos classificá-los em:

EPICENOS

SOBRECOMUNS

COMUNS DE DOIS GÊNEROS





EPICENOS

São substantivos que designam alguns animais e têm um só gênero. Para indicar o sexo são utilizadas as palavras macho ou fêmea.

Exemplo:

Cobra macho cobra fêmea

Peixe macho peixe fêmea

Jacaré macho jacaré fêmea





SOBRECOMUNS

São substantivos que designam pessoas e tem um só gênero tanto para o masculino como para o feminino.

Exemplo:

A criança – masculino ou feminino

O indivíduo – masculino ou feminino

A vítima – masculino ou feminino





COMUNS DE DOIS GÊNEROS

São substantivos que apresentam uma só forma para o masculino e para o feminino. A distinção se dá através do artigo, adjetivo ou pronome.

Exemplo:

O motorista a motorista

Meu colega minha colega

Bom estudante boa estudante









Adjetivo



Adjetivo é a palavra que modifica o substantivo, indicando características de defeito, qualidade, estado, etc.

Exemplos: Comida gostosa.

Menino bonito.

Gosto ruim.





Formação do adjetivo

O adjetivo pode ser:

Simples - possui apenas um radical, um só elemento: azul, surdo,



Composto – possui mais de um radical, mais de um elemento: azul-escuro, surdo-mudo.



Primitivo – é aquele que não deriva de outra palavra; servindo de base para a formação de outras palavras: triste, bom, pobre.



Derivado – é aquele que deriva de outras palavras, geralmente de substantivos e de verbos: tristonho, bondoso, pobretão.







Flexão do adjetivo

O adjetivo varia em gênero, número e grau.

1) Gênero do adjetivo



Uniformes: apresenta uma só forma para os dois gêneros, masculino e feminino.

Menino feliz – menina feliz

Empregado competente – empregada competente



Biformes: são aqueles que apresentam uma forma para o masculino e outra para o feminino.

O atleta brasileiro – a atleta brasileira.

O menino lindo – a menina linda.





2) Número do adjetivo

O adjetivo simples faz o plural seguindo a mesma regra do substantivo:

Rapaz feliz – rapazes felizes

Roupa branca – roupas brancas





No plural dos adjetivos compostos acrescenta-se o s apenas no último elemento:

Lente côncavo-convexa – lentes côncavo-convexa

Crianças mal-educadas – crianças mal-educadas







Observação

» Os adjetivos compostos azul-marinho e azul-celeste ficam invariáveis:

Carro azul-marinho – carros azul-marinho

Vestido azul-celeste – vestidos azul-celeste



» O adjetivo composto surdo-mudo flexiona os dois elementos:

Rapaz surdo-mudo – rapazes surdos-mudos



» Nos adjetivos referentes a cores, o adjetivo composto fica invariável quando o segundo elemento for um substantivo:

Saia verde-oliva – saias verde-oliva

Sofá marrom-café – sofás marrom-café









3) Grau do adjetivo

O adjetivo possui dois graus: comparativo e superlativo:



Grau comparativo: transmite a idéia de igualdade, superioridade ou inferioridade de um ser em relação a outro.



Igualdade - tão+adjetivo+que (do que):

Ela é tão alegre quanto (ou como) ele.

Lídia é tão bonita quanto Raquel.







Superioridade – mais+adjetivo+quanto (como):

Ele é mais alegre que (ou do que) ela.

Lídia é mais bonita que Raquel.





Inferioridade – menos+adjetivo+que (do que):

Ele é menos alegre que (ou do que) ela.

Lídia é menos bonita que Raquel.





Observação

» O grau comparativo de superioridade dos adjetivos grande, bom, pequeno, mau usam-se as formas sintéticas maior, melhor, menor e pior.



» Quando comparamos duas qualidades do mesmo ser, usa-se a forma analítica:A casa é mais grande do que confortável.





Grau superlativo: o grau superlativo pode ser:

Relativo – quando se faz sobressair, com vantagem desvantagem, a qualidade de um ser em relação a outros (a um conjunto de seres). Pode ser de superioridade ou de inferioridade:

Mateus é o mais inteligente da turma. (superioridade)

Mateus é o menos inteligente da turma. (inferioridade)





Absoluto – quando a qualidade de um ser é intensificada sem a relação com outros seres. Pode ser analítico ou sintético:



Analítico: quando o adjetivo é modificado pelo advérbio muito, extremamente, etc.

Paula é extremamente bela.





Sintético: quando se acrescenta o sufixo –íssimo, -imo ou -rimo ao radical do adjetivo:

Conversa agradabilíssima.





Lista de superlativos absolutos sintéticos:

Ágil – agillíssimo, agílimo

Agudo – acutíssimo

Bom – boníssimo

Célebre – celebérrimo

Cruel – crudelíssimo, cruelíssimo

Doce – docísssimo, docilíssimo

Dócil – docílimo, docilíssimo

Fácil – facílimo, facilíssimo

Feio – feiíssimo

Feliz – felicíssimo

Fiel – fidelíssimo

Livre – libérrimo, livríssimo

Magnífico – magnificentíssimo

Pobre – paupérrimo, pobríssimo

Sábio – sapientíssimo

São – saníssimo

Útil – utilíssimo

Voraz – voracíssimo





Locução adjetiva



Em Gramática , chamamos de locução à reunião de duas ou mais palavras com o valor de uma só. Locução adjetiva é, portanto, a união de duas ou mais palavras que equivalem a um adjetivo. Elas são usualmente formadas por:

» uma preposição e um substantivo

» uma preposição e um advérbio

Dente de cão = dente canino

Conselho de mãe = conselho materno

Pneus de trás = pneus traseiros

Ataque de frente = ataque frontal







Algumas locuções e seus adjetivos correspondentes:

De aluno - discente

De abdômen – abdominal

De açúcar – sacarino

De anjo – angélico, angelical

De água – aquático, áqueo, hidráulico, hídrico

De ave – aviário, aviculário, ornítico

De cabeça – cefálico

De casamento – matrimonial, nupcial

De direito – jurídico

De estômago –estomacal, gástrico

De garganta – gutural

De intestino – celíaco, entérico, intestinal

De manhã – matinal, matutino, crástino

De mês – mensal

De pele – cutâneo

De peso – ponderal

De tarde – vesperal, vespertino





Adjetivos pátrios

O adjetivo pátrio é aquele que se refere a países, estados, cidades, etc. A maioria desses adjetivos forma-se pelo acréscimo de um sufixo ao substantivo que os origina. Os principais sufixos formadores de adjetivos pátrios são: -aco, -ano, -ão, -eiro, -ês, -ense, -eu, -ino, -ita.

Acre – acreano

Amapá – amapaense

Espírito Santo – espírito-santense ou capixaba

Mato Grosso – mato-grossense

Pará – paraense

Piauí – piauense

Porto Alegre – porto-alegrense

Recife – recifense

Rio Grande do Norte – potiguar ou rio-grandense-do-norte

Rio Grande do Sul – gaúcho ou rio-grandense-do sul

Minas Gerais – mineiro

Belo horizonte - belo-horizontino

Belém (do Pará) – belenense

China - chinês

Campinas - campineiro, campinense

Goiânia - goianiense

Lisboa - lisboeta, lisbonense

Maceió - maceioense

África – africano

América – americano

Ásia – asiático

Europa – europeu

Oceania – acêanico

Alemanha – alemão

Bélgica – belga

Brasil – brasileiro

Estados unidos – estadunidense, norte-americano

Israel – israelense ou israelita

Irã - iraniano

Japão - japonês











Artigo



Classe variável que define ou indefine um substantivo.

Podem ser:

Definidos: o/a, os/as

Indefinidos : um/uma, uns/umas



Flexionam-se em:

Gênero

Número



Servem para:

Substantivar uma palavra que geralmente é usada como pertencente a outra classe. Ex.: calça verde (adjetivo)/ o verde (substantivo) da camisa, não (advérbio) quero/ "Deu um não (substantivo) como resposta".

Evidenciar o gênero do substantivo. Ex.: o colega/ a colega, o dó, o cônjuge







Numeral



Classe que expressa quantidade exata, ordem de sucessão, organização...

Os numerais podem ser:



Cardinais- indicam uma quantidade exata.

Ex.: quatro, mil, quinhentos



Ordinais- indicam uma posição exata.

Ex.: segundo, décimo



Multiplicativos- indicam um aumento exatamente proporcional. Ex.: dobro, quíntuplo



Fracionários- indicam uma diminuição exatamente proporcional. Ex.: um quarto, um décimo





Lista dos principais numerais:





Cardinais Ordinais Multiplicativos Fracionários

um primeiro (simples) -

dois segundo dobro, duplo meio

três terceiro triplo, tríplice terço

quatro quarto quádruplo quarto

cinco quinto quíntuplo quinto

seis sexto sêxtuplo sexto

sete sétimo sétuplo sétimo

oito oitavo óctuplo oitavo

nove nono nônuplo nono

dez décimo décuplo décimo

onze décimo primeiro - onze avos

doze décimo segundo - doze avos

treze décimo terceiro - treze avos

catorze décimo quarto - catorze avos

quinze décimo quinto - quinze avos

dezesseis décimo sexto - dezesseis avos

dezessete décimo sétimo - dezessete avos

dezoito décimo oitavo - dezoito avos

dezenove décimo nono - dezenove avos

vinte vigésimo - vinte avos

trinta trigésimo - trinta avos

quarenta quadragésimo - quarenta avos

cinqüenta qüinquagésimo - cinqüenta avos

sessenta sexagésimo - sessenta avos

setenta septuagésimo - setenta avos

oitenta octogésimo - oitenta avos

noventa nonagésimo - noventa avos

cem centésimo cêntuplo centésimo

duzentos ducentésimo - ducentésimo

trezentos trecentésimo - trecentésimo

quatrocentos quadringentésimo - quadringentésimo

quinhentos qüingentésimo - qüingentésimo

seiscentos sexcentésimo - sexcentésimo

setecentos septingentésimo - septingentésimo

oitocentos octingentésimo - octingentésimo

novecentos nongentésimo ou noningentésimo - nongentésimo

mil milésimo - milésimo

milhão milionésimo - milionésimo

bilhão bilionésimo - bilionésimo









Leitura dos numerais

1-Numeral antes do substantivo

A leitura será ordinal: X volume- décimo volume; XX página- vigésima página

2-Numeral depois do substantivo



A leitura será ordinal de 1 a 10: volume X- volume décimo; página XX- página vigésima

A leitura será cardinal de 11 em diante: pauta XII- pauta doze; século XX- século vinte







Pronomes



Pronome é a classe de palavras que substitui uma frase nominal. Inclui palavras como ela, eles e algo. Os pronomes são reconhecidos como uma parte do discurso distinta das demais desde épocas antigas. Essencialmente, um pronome é uma única palavra (ou raramente uma forma mais longa), com pouco ou nenhum sentido próprio, que funciona como um sintagma nominal completo.



O pronome é a palavra que acompanha ou substitui o substantivo, relacionando-o com uma das pessoas do discurso.



Quando um pronome substitui o substantivo ele é chamado de pronome substantivo.



Os pronomes classificam-se em vários tipos. Os pessoais apontam para algum participante da situação de fala: eu, você, nós, ela, eles. Os pronomes demonstrativos apontam no espaço ou no tempo, como este em "Este é um bom livro". Os pronomes interrogativos fazem perguntas, como quem em "Quem está aí?". Os pronomes indefinidos, como alguém ou alguma coisa, preenchem um espaço numa frase sem fornecer muito significado específico, como em "Você precisa de alguma coisa?". Os pronomes relativos introduzem orações relativas, como o que em "Os estudantes que tiraram a roupa durante a cerimônia de formatura estão encrencados". Finalmente, um pronome reflexivo como si mesmo e um pronome recíproco como um (a)o outro referem-se a outros sintagmas nominais presentes na sentença de maneiras específicas, como em "Ela amaldiçoou a si mesma" e "Eles estão elogiando muito um ao outro, ultimamente".



Como regra geral, um pronome não pode tomar um modificador, mas há umas poucas exceções: pobre de mim, coitado dele, alguém que entenda do assunto, alguma coisa interessante.





Pronomes possessivos



São aqueles que se referem às pessoas do discurso, atribuindo-lhes a posse de alguma coisa.



Flexionam-se em gênero e número, concordando com a coisa possuída, e em pessoa, concordando com o possuidor.



Exemplos: meu, minha, teu, tua, nosso(a), vosso(a).







Pronomes indefinidos



São aqueles que se referem a substantivos de modo vago, impreciso ou genérico. São pronomes indefinidos aqueles que se referem à 3ª pessoa do discurso de modo indeterminado.



Variáveis

Todo, toda, algum, alguma, nenhum, nenhuma, certo, certa, muito, muita, outro, outra, pouco, pouca, tanto, tanta, qualquer, quaisquer, bastante.



Invariáveis

Tudo; algo; nada; alguém; outrem; ninguém; cada; mais; menos.



Estes pronomes não sofrem nenhuma alteração, ou seja, não mudam de gênero nem de número.







Pronomes pessoais



São aqueles que representam as pessoas do discurso. Subdividem-se em:

* Caso reto (exercem a função de sujeito ou predicativo do sujeito): eu, tu, ele/ela, nós, vós, eles/elas;

* Caso oblíquo (exercem a função de complemento verbal): me, mim, comigo, te, ti, contigo, o, a, lhe, si, consigo, nos, conosco, vos, convosco, os, as, lhes.







Pronomes reflexivos



Como pode haver diversas 3ªs pessoas cumprindo diversos papéis (sujeito e objeto direto/indireto) numa oração, a língua portuguesa apresenta o pronome reflexivo 'se', que, quando empregado, denota que a mesmíssima pessoa que é o sujeito da oração é também o objeto. Assim, numa oração como "Guilherme já se preparou", o 'se' denota que a pessoa preparada por Guilherme foi ele próprio. Se, ao invés de 'se', tivéssemos empregado 'o' (pronome oblíquo exclusivo para objetos diretos) numa oração como "Guilherme já o preparou" entenderíamos que ele preparou a outra pessoa. No entanto, a mesma coisa não ocorre com as outras pessoas (1ª e 2ª), pois, como elas não se alteram, não precisamos empregar um pronome especial. Veja exemplos:



Eu não me vanglorio disso. (O 'me' poderia referir-se a que outro 'eu'?)

Olhei para mim no espelho e não gostei do que vi.

Assim tu te prejudicas. (Mesma coisa com o 'te')

Conhece-te a ti mesmo.

Lavamo-nos no rio.

Vós vos beneficiastes com a Boa Nova.



* Nota: No Brasil, costuma-se usar o pronome 'si' também com sentido reflexivo, contudo o mesmo não ocorre em Portugal. Portanto, uma oração como "Ela falou de si" seria genéricamente entendida no Brasil como "de si mesma" enquanto em Portugal como "de outrem". O mesmo vale para 'consigo': "Antônio conversou consigo mesmo".





Pronomes de tratamento



Entre os pronomes pessoais, incluem-se os pronomes de tratamento, que se referem à segunda pessoa do discurso, mas sua concordância é feita em terceira pessoa. . Palavra ou expressão que substitui pronome pessoal no discurso. É ger. us. para a 2a pessoa, mas com o verbo conjugado na 3a, como em você(s), Sua(s)/Vossa(s) Excelência(s), Suas(s)/Vossa(s) Senhorias, etc.]



Exemplos: você, o senhor, Vossa Excelência, a Vossa Senhoria, Vossa Santidade, Vossa Magnificência, Vossa Majestade, Vossa Alteza e etc. Nota : Esse tipo de pronome e ultilizado para se referir as pessoas de cargos importantes da sociedade .Como por exemplo: Membros da realeza(Reis ,Rainhas, Princípes , etc...),Membros do poder Legislativo ,Judiciário e Executivo; Também para como os membros religiosos.



Lista de alguns pronomes de tratamento:



Autoridades de Estado



Civis



Vossa Excelência' (V. Exª.) Usado para: presidente da República, senadores da República, ministros de Estado, governadores, deputados federais e estaduais, prefeitos, embaixadores, vereadores, cônsules, chefes das Casas Civis e Militares.



Vossa Magnificência (V. M.) Usado para: reitores de Universidade, pró-reitores e vice-reitores.



Vossa Senhoria (V. Sª.) Usado para: diretores de autarquias federais, estaduais e municipais.







Judiciárias



Vossa Excelência (V. Exª) Usado Para: desembargadores de Justiça, procuradores, promotores.



Meritíssimo Juiz (M. Juiz) Usado para: juízes de Direito.







Militares



Vossa Excelência (V. Exª.) Usado para: Oficias Generais (Almirantes-de-Esquadra, Generais-de-Exército e Tenentes-Brigadeiros; Vice-Almirantes, Generais-de-Divisão e Majores-Brigadeiros; Contra-Almirantes, Generais-de-Brigada e Brigadeiros).



Vossa Senhoria (V. Sª.) Usado para: Demais patentes e graduações militares.







Autoridades eclesiásticas



Vossa Santidade ( V. S.) Usado para: o Papa.



Vossa Eminência (V. Em.ª) Usado para: cardeais.



Vossa Excelência Reverendíssima (V. Ex.ª Revm.ª) Usado para: arcebispos e bispos.



Vossa Reverendíssima (V. Revmª) Usado para: abades, superiores de conventos, monsenhores, outras autoridades eclesiásticas e sacerdotes em geral.







Autoridades monárquicas



Vossa Majestade Real & Imperial (V. M. R. & I.) Usado para: Monarcas que detenham títulos de imperador e rei ao mesmo tempo.



Vossa Majestade Imperial (V. M. I.) Usado para: Imperadores.



Vossa Majestade (V. M.) Usado para: Reis.



Vossa Alteza Real & Imperial (V. A. R. & I.) Usado para: Príncipes de casas reais e imperiais.



Vossa Alteza Imperial (V. A. I.) Usado para: Príncipes de casas imperiais.



Vossa Alteza Real (V. A. R.) Usado para: Príncipes e infantes de casas reais.



Vossa Alteza Sereníssima (V. A. S.) Usado para: Príncipes monarcas e Arquiduques.



Vossa Alteza (V. A.) Usado para: Duques.



Vossa Excelência (V. Exª.) Usado para: Duques com Grandeza, na Espanha.



Vossa Graça (V. G.) Usado para: Duques e Condes.



Vossa Alteza Ilustríssima (V. A. Ilmª.) Usado para: Nobres mediatizados, como Condes, na Alemanha.



O Mui Honorável (M. Hon) Usado para: Marqueses, na Grã-Bretanha.



O Honorável (Hon.) Usado para: Condes (The Right Hon.), Viscondes, Barões e filhos de Duques, Marqueses e Condes na Grã-Bretanha.





Entre os pronomes pessoais, incluem-se os pronomes de tratamento, que se referem à segunda pessoa do discurso, mas cuja concordância é feita em terceira pessoa.



Exemplos: você, o senhor, Vossa Excelência, a Vossa Senhoria, Vossa Santidade, Vossa Magnificência, Vossa Majestade, Vossa Alteza e etc.







Outros títulos



Vossa Senhoria (V. S.ª) Usado para: Pessoas importantes



Ilustrissimo (Ilmo.) Usado para pessoas comuns, no memso sentido de Senhoria



Doutor (Dr.) Usado para: Doutor.



Comendador (Com.) Usado para: Comendador.



Professor (Prof.) Usado para: Professor.



Padre (Pe.) Usado pra padres







Pronomes demonstrativos



São aqueles que indicam a posição do ser no espaço (em relação às pessoas do discurso) ou no tempo.



* primeira pessoa: este, esta, estes, estas, isto.

* segunda pessoa: esse, essa, esses, essas, isso.

* terceira pessoa: aquele, aquela, aqueles, aquelas, aquilo.



Também podem ser utilizados para localizar algo num texto: este (e suas flexões) indica um objeto que está adiante (ainda não mencionado); esse (e flexões) indica um objeto já mencionado. Os pronomes "isto", "isso", "aquilo" são classificados geralmente como demonstrativos, mas funcionam na verdade como pronomes pessoais de terceira pessoa, representando o gênero neutro.





Outros pronomes demonstrativos

mesmo, mesma, mesmos, mesmas: quando têm sentido de "identico", "em pessoa";

próprio, própria, próprios, próprias: quando têm sentido de "idêntico", "em pessoa";

semelhante, semelhantes: são demonstrativos quando equivalerem a "tal" ou "tais";

tal, tais;

o, a, os, as: quando puderem ser substituídos por "isto", "isso", "aquilo" e variações.





Observação



* Utiliza-se este (e variações) quando a coisa da qual se fala está perto de quem fala;

* Utiliza-se esse (e variações) quando a coisa da qual se fala está próxima de quem ouve;

* Utiliza-se aquele (e variações) quando a coisa da qual se fala está distante de quem fala e de quem ouve.







VerboS







É mais fácil reconhecê-lo do que defini-lo. Verbo é a única classe de palavra variável em tempo, modo, pessoa e número. Isso nos ajuda a identificá-lo, pois enquanto outras palavras não podem ser conjugadas, o verbo pode:



Eu escrevo / eu escrevi

ele escreve / ele escreveu



Além disso, o verbo expressa ação, estado. E não só isso. Pode expressar o resultado de uma ação: 'Cláudio levou um tombo'. Uma sensação: 'Ele se apavorou'. Um sentimento: 'Eu não o invejo'; e muitas outras idéias, sempre com a possibilidade de referir-se a alguém ou a algo – o sujeito – e de situar-se no tempo passado, presente e futuro. O verbo também é essencial para a ação. Não existe oração sem verbo e, às vezes, basta o verbo para que a oração esteja completa:

Engordei. Ganhamos! Está chovendo.





Estrutura do verbo

Uma forma verbal é constituída por:



Radical ou lexema

• Onde se concentra o significado do verbo

O radical é a parte que se repete em todas as formas, salvo em caso de verbos irregulares

Falei /falaste /falarei /falarás



Desinência

• Registra modo / tempo e número / pessoa

Falássemos

sse: designa tempo imperfeito e modo subjuntivo

mos: designa a 1ª pessoa do plural



Vogal temática

• Aquela que permite a ligação do radical com as desinências

Falaste / falamos

A vogal temática indica a que conjugação pertence o verbo

a – 1ª conjugação – falar

e – 2ª conjugação – comer

i – 3ª conjugação – partir







Tempo



O tempo verbal indica o momento em que o processo verbal acontece: se é anterior, simultâneo ou posterior. Essas possibilidades são expressas basicamente pelos tempos:



• Passado ou pretérito perfeito, imperfeito e mais-que-perfeito

• Presente

• Futuro do presente e do pretérito

Eu estive / eu estou / eu estarei

O funcionamento dos tempos verbais em português não é simples: uma mesma indicação temporal pode ser dada por mais de uma forma, além de uma única forma poder traduzir diferentes tempos ou nuances de tempo.



Presente do indicativo que, além de revelar simultaneidade ao ato da fala, pode indicar:

• Um processo habitual:

Eu ando de bicicleta pela manhã.

• Um processo permanente:

A água ferve a 100ºC.

• Futuro

Amanhã eu volto!

• Passado – também chamado de presente histórico:

Édipo chega a Tebas, decifra o enigma da esfinge e desposa Jocasta; cumpre-se a profecia.



Atenção:a idéia de simultaneidade na maior parte das vezes é indicada pela forma verbo estar + gerúndio:



O que você está fazendo?

Estou lendo.



Imperfeito do indicativo, usado geralmente para indicar um processo passado não concluído – 'Ana estudava todas as tardes'. Ocorre muitas vezes com valor de futuro do pretérito, sobretudo na linguagem coloquial:

Se eu não fosse tímido, te dava um beijo!



O mais-que-perfeito do indicativo indica basicamente um processo ocorrido antes de outro processo também passado:

Cristina já estivera longe outras vezes, mas era a primeira vez que sentia saudade.



Na literatura, esse tempo muitas vezes indica futuro do pretérito ou imperfeito do subjuntivo:

'[...] Mais servira se não fora

Para tão longo amor tão curta a vida.' (Camões)

(= mais serviria se não fosse)



O futuro do presente e o futuro do pretérito do indicativo podem indicar presente ou passado, com nuances de dúvida, de idéia aproximada. Desta forma, esses tempos verbais são muito usados na linguagem coloquial:

Ela terá hoje uns quinze anos.

Ela teria naquele tempo uns quinze anos.



Essas e outras variações servem para dar um valor especial ao texto. Por estar fora de seu contexto real nas orações acima, o verbo ter pode ser substituído pelo verbo estar sem que isso altere a idéia da oração:

Ela estará hoje com uns quinze anos.

Ela estaria naquele tempo com uns quinze anos.

• O futuro do presente também pode ter valor imperativo:

Não cobiçarás a mulher do próximo.



Modo

Em português, há três modos verbais:

Indicativo

• Exprime, em geral, idéias objetivas e não dependentes de outra

Eu escreverei um livro.

Subjuntivo

• Exprime em geral idéias subjetivas, hipotéticas. O subjuntivo sempre faz parte de

uma oração subordinada

Se eu fosse capaz, escreveria um livro.

Imperativo

• Exprime ordem, pedido

Escreva um livro!







Atenção: também aqui há variações. É possível usar o indicativo em situações hipotéticas:

Se eu te pego fumando, te dou um castigo!

• Ou, ao contrário, usá-lo em situações reais:

Como estivesse malvestido, não o deixaram entrar.

• Também é possível pedir ou mandar sem usar o imperativo. O futuro do pretérito sugere boas maneiras:

Você me faria um cafezinho?



Aspecto

O momento de ocorrência de um processo verbal é marcado pelo tempo, mas há ainda certas marcações que indicam outras gradações de tempo. São os aspectos verbais. Eles podem indicar, por exemplo, se um processo verbal foi concluído (aspecto perfeito):

Ele almoçou fora.

• Se o processo verbal se estende por um período (aspecto imperfeito):

Ele almoça fora aos domingos.

• Se ele está no início (aspecto iniciativo):

Ele começou a almoçar.

• Ou se o processo verbal está no fim (aspecto conclusivo):

Ele acaba de almoçar.



Atenção: os aspectos verbais são marcados geralmente por perífrases verbais ou por sufixos, como ecer (que indica início: amanhecer, anoitecer) ou ejar (indica repetição: sacolejar, pestanejar).



Formas simples e compostas

As formas simples são as constituídas por uma só palavra. As formas compostas são constituídas pelos verbos auxiliares ter e haver + o particípio do verbo principal:

Eu tinha almoçado.

verbo auxiliar particípio

Eu teria almoçado.

verbo auxiliar particípio



Alguns tempos possuem apenas formas simples, outros, apenas a forma composta.



Atenção: além desses tempos compostos, existem as locuções verbais, formadas por verbos auxiliares (em geral, ser, estar, ter e haver) + verbo principal em uma das formas nominais:

Eu estava caminhando.

verbo estar verbo principal

Ele tinha sido convidado.

verbos ter e ser verbo principal



Formas nominais

São aquelas que podem comportar-se como nome (substantivo, adjetivo ou advérbio). Há três formas nominais em português:

• Infinitivo (andar, amar) – é o nome do verbo; é a forma que mais se aproxima do substantivo e freqüentemente ocupa o lugar de um sujeito:

Falar é prata, calar é ouro.



Atenção: existem dois tipos de infinitivo. O impessoal, que não se refere a nenhum ser em especial e não é flexionado: falar, fazer, sair. O outro tipo, o pessoal, refere-se a uma das pessoas do discurso. É flexionado: falar, falares, falar, falarmos, falardes, falarem.

• Particípio (andado, amado) – forma verbal que se aproxima do adjetivo; é a única que apresenta flexão de gênero:

Ela foi amada por muitos.

Ele foi amado por muitos.

• Gerúndio (andando, amando) – forma verbal que se aproxima do advérbio; aparece freqüentemente em orações adverbiais reduzidas:

Só amando você pode ser feliz.





Emprego do infinitivo pessoal

Usa-se o infinitivo pessoal basicamente quando o sujeito do infinitivo é diferente do sujeito do verbo da oração principal:

Passei aqui para jantarmos juntos.

(sujeito: eu) infinitivo (sujeito: nós)



Atenção:jamais se usa o infinitivo pessoal em locuções verbais:

Errado



Certo

Nós vamos trabalharmos. Nós vamos trabalhar.







Modo verbal:

O falante, ao enunciar o processo verbal, pode tomar várias atitudes em relação ao que enuncia: de certeza, de dúvida, de ordem, etc.

O modo verbal revela a atitude do falante ao enunciar o processo.

Pode ser:

a) indicativo: revela o fato de modo certo, preciso, seja ele passado, presente ou futuro.

Ele deitou na rede

b) subjetivo: revela o fato de modo incerto, duvidoso.

Se todos estudassem, a aprovação seria maior.

c) imperativo: exprime uma atitude de mando, ordem ou solicitação.

Fique quieto.



Emprego dos tempos verbais.

Há em Português, basicamente, três tempos verbais:

a) presente: revela um fato que ocorre no momento em que se fala.

Neste instante ele olha para mim.

b) passado: revela um fato que ocorreu anteriormente ao momento em que se fala.

Ele saiu com os amigos.

c) futuro: revela um fato que deverá ocorrer posteriormente ao momento em que se fala.

Amanhã terei aula de Português.

Essa divisão dos tempos verbais em passado, presente e futuro não esgota todas as variações que o verbo pode assumir em relação à categoria tempo, já que esses tempos verbais se subdividem e, muitas vezes, assumem outros matizes, alterando de maneira bastante sensível a significação inicial.

Sem pretender esgotar o assunto, vejamos alguns empregos significativos dos tempos verbais.

1. presente do indicativo: exprime um fato que ocorre no momento em que se fala. Vejo um pássaro na janela

O presente do indicativo também é usado para:

a) exprimir uma verdade científica, um axioma:

A Terra é redonda.

Por um ponto passam infinitas retas.

b) para exprimir uma ação habitual:

Aos domingos não saio de casa.

c) para dar atualidade a fatos ocorridos no passado:

Cabral chega ao Brasil em 1500.

d) para indicar fato futuro bastante próximo, quando se tem certeza de que ele ocorrerá:

Amanhã faço os exercícios.



2. pretérito perfeito do indicativo: exprime um fato já concluído anteriormente ao momento em que se fala.

Ontem eu reguei as plantas do jardim.

3. pretérito imperfeito do indicativo: exprime um fato anterior ao momento em que se fala, mas não o toma como concluído, acabado. Revela, pois, o fato em seu curso, em sua duração.

Ele falava muito durante as aulas.

4. pretérito mais-que-perfeito do indicativo: indica um fato passado que já foi concluído, em relação a outro fato também passado.

Quando você resolveu o problema, eu já o resolvera.



Obs.: Na linguagem atual tem-se usado com mais freqüência o pretérito mais-que-perfeito composto.

Quando você resolveu o problema, eu já o tinha resolvido.



O mais-que-perfeito é, em alguns casos, usado no lugar do futuro do pretérito ou do imperfeito do subjuntivo.

"…mais servira, se não fora Para tão longo amor tão curta a vida!"(Camões) servira = serviria; fora = fosse)



5. futuro do presente: exprime um fato, posterior ao momento em que se fala, tido com certo.

Amanhã chegarão os meus pais. A

s aulas começarão segunda-feira.

O futuro do presente pode ser empregado para exprimir idéia de incerteza, de dúvida. Serei eu o único culpado?



6. futuro do pretérito: exprime um gato futuro tomado em relação a um fato passado.

Ontem você me disse que viria à escola.

O futuro do pretérito também pode ser usado para indicar incerteza, dúvida.

Seriam mais ou menos dez horas quando ele chegou.

Usa-se ainda o futuro do pretérito, em vez do presente do indicativo ou do imperativo, como forma de cortesia, de boa educação.

Você me faria um favor?



Emprego do infinitivo:

Não é fácil sistematizar o emprego do infinitivo em Português, já que, além do infinitivo impessoal, nossa língua apresenta também o infinitivo pessoal (ou flexionado). Emprega-se o infinitivo impessoal:

1. quando ele não estiver se referindo a nenhum sujeito:

É preciso sair.

2. na função de complemento nominal (virá regido de preposição):

Esses exercícios eram fáceis de resolver.

3. quando ele faz parte de uma locução verbal:

Eles deviam ir ao cinema.

4. quando, dependente dos verbos deixar, fazer, ouvir, sentir, mandar, ele tiver por sujeito um pronome oblíquo:

Mandei-os sair. Deixei-os falar.

5. com valor de imperativo:

Fazer silêncio, por favor.



Emprega-se o infinitivo pessoal: * quando ele tiver sujeito próprio (expresso ou implícito) diferente do sujeito da oração principal:

O remédio era ficarmos em casa.

O costume é os jovens falarem e os velhos ouvirem.

Além dos casos mencionados, em que é obrigatório o uso de uma ou de outra forma, quando o infinitivo for regido de preposição (com exceção de a), admite-se indiferentemente o uso das duas formas.

Viemos aqui para cumprimentar (ou cumprimentarmos) os vencedores.



Tempos derivados do presente do indicativo

O presente do indicativo é um tempo primitivo. Da primeira pessoa do singular do presente do indicativo obtêm-se: o presente do subjuntivo; o imperativo negativo.



Obs.: Evidentemente, se o verbo não possui a primeira pessoa do singular do presente do indicativo, não possuirá também o presente do subjuntivo e o imperativo negativo. O imperativo afirmativo provém em parte do presente do indicativo (as segundas pessoas) e em parte do presente do subjuntivo (as demais pessoas).



Flexão verbal - Flexão nominal



Verbos irregulares irregular:

quando se afasta do modelo da conjugação.

Para se saber se um verbo é irregular, deve-se conjugá-lo no presente do indicativo e no pretérito perfeito do indicativo. Se houver qualquer irregularidade, ela se manifestará em um desses dois tempos.





Vozes do verbo



As vozes verbais são três:

1. voz ativa: quando o sujeito é o agente, isto é, aquele que executa a ação expressa pelo verbo.

O macaco comeu a banana.

O aluno leu o livro.

2. voz passiva: quando o sujeito é o paciente, isto é, o receptor da ação expressa pelo verbo.

Há dois tipos de voz passiva:

a) voz passiva analítica: formada por verbo auxiliar mais particípio. A banana foi comida pelo macaco.

O livro foi lido pelo aluno.

b) voz passiva sintética (ou pronominal): quando é formada pelo verbo na terceira pessoa mais a partícula apassivadora se.

Comeu-se a banana.

Leu-se o livro.

3. voz reflexiva: quando o sujeito é ao mesmo tempo agente e paciente, isto é, executor e receptor da ação expressa pelo verbo.

O macaco cortou-se.

O aluno feriu-se.









Verbos pra que te quero!

Mais de 150 questões pra você exercitar...





1. (IBGE) Todos se .......... à espera dos resultados que .......... em breve. Preenche corretamente as lacunas da frase acima a opção:



a) detêem - viriam d) detiveram - vêem



b) detêm - virão e) deteram - vêm



c) detém - vêem



2. (IBGE) Preencha as lacunas com as formas adequadas dos verbos entre parênteses e assinale a seqüência correta:



Quando eles ....I.... (refazer) o relatório, ....II.... (receber) a primeira parcela do pagamento.



Se você ....III.... (poder) cumprir os prazos, ....IV.... (ficar) liberado mais cedo.



I II III V



a) refazerem receberiam puder ficara



b) refazerem receberão pode ficou



c) refizerem receberão pudesse ficaria



d) refizerem receberiam pôde ficava



e) refizessem receberão podia ficará



3. (FTU) "Pensemos no avião, pensemos no caminhão, pensemos no navio, mas não esqueçamos o trem." Das alterações feitas no final da frase acima, a inaceitável, por apresentar a forma verbal em modo ou tempo diferente do da forma em negrito, é:



a) mas não receemos o trem



b) mas não nos riamos do trem



c) mas não renunciemos ao trem



d) mas não descreiamos do trem



e) mas não nos olvidamos do trem



4. (MACK) A forma verbal correta é:



a) interviu d) entretesse



b) reavenha e) manteram



c) precavesse



5. (TFT-MA) "se a queremos legítima." Das alterações feitas na passagem ao lado, a que tem erro de flexão verbal é:



a) se virmos sua legitimidade



b) se propormos sua legitimidade



c) se reouvermos sua legitimidade



d) se mantivermos sua legitimidade



e) se requerermos sua legitimidade



6. (EPCAR) Há uma forma verbal errada na alternativa:



a) queixai-vos d) queixáveis-vos



b) queixamos-nos e) queixásseis-vos



c) queixávamo-nos



7. (CESESP-PE) Assinale a alternativa que estiver incorreta quanto à flexão dos verbos:



a) Ele teria pena de mim se aqui viesse e visse o meu estado.



b) Paulo não intervém em casos que requeiram profunda atenção.



c) O que nós propomos a ti, sinceramente, convém-te.



d) Se eles reouverem suas forças, obterão boas vitórias.



e) Não se premiam os fracos que só obteram derrotas.



8. (CARLOS CHAGAS-BA) Transpondo para a voz passiva a frase: "Haveriam de comprar, ainda, um trator maior", obtém-se a forma verbal:



a) comprariam d) ter-se-ia comprado



b) comprar-se-ia e) haveria de ser comprado



c) teria sido comprado



9. (CESGRANRIO) Assinale o período em que aparece forma verbal incorretamente empregada em relação à norma culta da língua:



a) Se o compadre trouxesse a rabeca, a gente do ofício ficaria exultante.



b) Quando verem o Leonardo, ficarão surpresos com os trajes que usava.



c) Leonardo propusera que se dançasse o minuete da corte.



d) Se o Leonardo quiser, a festa terá ares aristocráticos.



e) O Leonardo não interveio na decisão da escolha do padrinho do filho.



10. (CESGRANRIO) Assinale a opção que não completa corretamente as lacunas da frase abaixo:



Quando os convidados da comadre ....... Leonardo ....... para dançar o



minuete da corte.



a) chegarem - teve de chamá-los



b) tivessem chegado - teve de chamá-los



c) chegaram - foi chamá-los



d) chegassem - haveria de chamá-los



e) tiverem chegado - deverá chamá-los



11. (FMU) Leia a seguinte passagem na voz passiva: "O receio é substituído pelo pavor, pelo respeito, pela emoção ..." Se passarmos para a voz ativa, teremos:



a) O pavor e o respeito substituíram-se pela emoção e o receio.



b) O pavor e o receio substituem a emoção e o respeito.



c) O pavor, o respeito e a emoção são substituídos pelo receio.



d) O pavor, o respeito e a emoção substituem-se.



e) O pavor, o respeito e a emoção substituem o receio.



12. (FUVEST) ....... em ti; mas nem sempre ....... dos outros.



a) Creias - duvidas d) Creia - duvide



b) Crê - duvidas e) Crê - duvides



c) Creias - duvida



13. (UF-UBERLÂNDIA) Assinale a frase que não está na voz passiva:



1.



"Esperavam-se manifestações de grupos radicais japoneses de esquerda e de direita... ."

2.



"Foram salvos pelo raciocínio rápido de um agente do serviço secreto... ."

3.



"Vocês se dão pouca importância nessa tarefa."

4.



"Documentos inúteis devem ser queimados em praça pública."

5.



"Devem-se estudar estas questões."



14. (SANTA CASA) Os mesários .......-se de votar, mas não ....... dispensa. Se você os ......., peça que venham aqui imediatamente.



a) absteram - requereram - vir



b) absteram - requiseram - ver



c) abstiveram - requereram - vir



d) abstiveram - requereram - ver



e) abstiveram - requiseram - ver



15. (PUC) Uma das alternativas abaixo está errada quando à correspondência no emprego dos tempos verbais. Assinale qual é esta alternativa:



a) Porque arrumara carona, chegou cedo à cidade.



b) Se tivesse arrumado carona, chegaria cedo à cidade.



c) Embora arrume carona, chegará tarde.



d) Embora tenha arrumado carona, chegou tarde.



e) Se arrumar carona, chegaria cedo à cidade.



16. (SANTA CASA) Transpondo para a voz ativa a frase: "Os ingressos haviam sido vendidos com antecedência", obtém-se a forma verbal:



a) venderam d) haviam vendido



b) vendeu-se e) havia vendido



c) venderam-se



17. (SANTA CASA) Transpondo para a voz passiva a frase: "Eu estava revendo, naquele momento, as provas tipográficas do livro", obtém-se a forma verbal:



a) ia revendo d) comecei a rever



b) estava sendo revisto e) estavam sendo revistas



c) seriam revistas



18. (UNIMEP-SP) "Assim eu quereria a minha última crônica: que fosse pura como este sorriso." (Fernando Sabino) Assinale a série em que estão devidamente classificadas as formas verbais em destaque:



a) futuro do pretérito, presente do subjuntivo



b) pretérito mais-que-perfeito, pretérito imperfeito do subjuntivo



c) pretérito mais-que-perfeito, presente do subjuntivo



d) futuro do pretérito, pretérito imperfeito do subjuntivo



e) pretérito perfeito, futuro do pretérito



19. (CESCEM) Se você ......., e o seu amigo ......., talvez você ....... esses bens.



a) requisesse - intervisse - reavesse



b) requeresse - intervisse - reavesse



c) requeresse - interviesse - reouvesse



d) requeresse - interviesse - reavesse



e) requisesse - interviesse - reouvesse



20. (CEE TECNOLÓGICA-SP) Aponte a frase correta:



a) Avançaram sobre ele, não se conteram.



b) Não repilais quem de vós se aproxima.



c) Se você não prever a ocasião, como agarrá-la?



d) Requiseram inutilmente, não lhe deferiram o pedido.



e) Busquei por muito tempo, mas não reavi o que perdera.



21. (UNB-DF) Assinale o item que contém as formas verbais corretas:



a) reouve - intervi d) reavi - intervi



b) reouve - intervim e) rehavi - intervim



c) rehouve - intervim



22. (CESGRANRIO) Assinale a frase em que há erro de conjugação verbal:



a) Os esportes entretêm a quem os pratica.



b) Ele antevira o desastre.



c) Só ficarei tranqüilo, quando vir o resultado.



d) Eles se desavinham freqüentemente.



e) Ainda hoje requero o atestado de bons antecedentes.



23. (ITA) Assinale o caso em que o verbo sublinhado estiver correto:



a) Eu me precavo deve ser substituído por eu me precavejo.



b) Eu me precavenho contra os dias de chuva.



c) Eu reavi o que perdera há dois anos.



d) Problemas graves me reteram no escritório.



e) Nenhuma das frases acima.



24. (UF-PB) Transpostos para a voz passiva, os verbos do texto "Que miragens vê o iluminado no fundo de sua iluminação? (...) E por que nos seduz a ilha?" (Carlos Drummond de Andrade), assumem, respectivamente, as formas:



a) eram vistas e somos seduzidos



b) são vistas e fomos seduzidos



c) foram vistas e somos seduzidos



d) são vistas e somos seduzidos



e) foram vistas e fomos seduzidos



25. (UF SÃO CARLOS) Indique a alternativa que completa corretamente as lacunas das frases:



I - Se nos ....... a fazer um esforço conjunto, teremos um país sério.



II - ....... o televisor ligado, para te informares dos últimos acontecimentos.



III - Não havia programa que ....... o povo, após o último noticiário.



a) propormos - Mantenha - entretesse



b) propusermos - Mantém - entretesse



c) propormos - Mantém - entretivesse



d) propormos - Mantém - entretesse



e) propusermos - Mantém - entretivesse



26. (UF-MA) O verbo da oração: Os pesquisadores orientarão os alunos" terá, na voz passiva, a forma:



a) haverão de orientar d) terão orientado



b) haviam orientado e) serão orientados



c) orientaram-se



27. (CESGRANRIO) Não há devida correlação temporal das formas verbais em:



a) Seria conveniente que o leitor ficasse sem saber quem era Miss Dollar.



b) É conveniente que o leitor ficaria sem saber quem é Miss Dollar.



c) Era conveniente que o leitor ficasse sem saber quem é Miss Dollar.



d) Será conveniente que o leitor fique sem saber quem era Miss Dollar.



e) Foi conveniente que o leitor ficasse sem saber quem era Miss Dollar.



28. (MACK) Que alternativa contém as palavras adequadas para o preenchimento das lacunas?



"Ao lugar de onde eles ......., ....... diversas romarias."



a) provém, afluem d) provêem, afluem



b) provém, aflue e) provêm, afluem



c) provém, aflui



29. (BB) Se ............ que não sabes, ............ outra questão.



a) vires, faz d) vir, faz



b) veres, faças e) vires, faze



c) ver, faça



30. (PUC) Dê, na ordem em que aparecem nesta questão, as seguintes formas verbais:



advertir - no imperativo afirmativo, segunda pessoa do plural



compor - no futuro do subjuntivo, segunda pessoa do plural



rever - no perfeito do indicativo, segunda pessoa do plural



prover - no perfeito do indicativo, segunda pessoa do singular



a) adverti, componhais, revês, provistes



b) adverti, compordes, revestes, provistes



c) adverte, compondes, reveis, proviste



d) adverti, compuserdes, revistes, proveste



e) n.d.a



31. (PUC) No trecho: "Agora vire a página e olhe o anjo que ele possuiu, veja esta mantilha sobre este ombro puro (...)", alterando-se o sujeito dos verbos destacados para tu e depois nós, teríamos a seguinte modificação das formas verbais:



a) vira, olhe, vê / viremos, olhamos, vemos



b) vire, olhe, veja / viremos, olhemos, vejamos



c) vira, olha, vês / viramos, olhamos, vemos



d) viras, olhas, vês / viramos, olhamos, vemos



e) vira, olha, vê / viremos, olhemos, vejamos



32. (FAAP) Assinale a resposta correspondente à alternativa que completa corretamente os espaços em branco: Se você o ......., por favor .......-lhe que ....... para apressar o processo.



a) ver - peça - intervenha d) ver - pede - intervenha



b) vir - peça - intervém e) vir - peças - interviesse



c) vir - peça - intervenha



33. (FUVEST) "Eu não sou o homem que tu procuras, mas desejava ver-te, ou, quando menos, possuir o teu retrato." Se o pronome tu fosse substituído por Vossa Excelência, em lugar das palavras destacadas no texto acima transcrito teríamos, respectivamente, as seguintes formas:



a) procurais, ver-vos, vosso d) procurais, vê-la, vosso



b) procura, vê-la, seu e) procurais, ver-vos, seu



c) procura, vê-lo, vosso



34. (FAAP) Assinale a resposta correspondente à alternativa que completa corretamente os espaços em branco: Não ...... . Você não acha preferível que ele se ....... sem que você o .......?



a) interfere - desdiz - obriga



b) interfira - desdisser - obrigue



c) interfira - desdissesse - obriga



d) interfere - desdiga - obriga



e) interfira - desdiga - obrigue



35. (FAAP) "Os infantes não chegariam lá, ou, se chegassem, seria a duras penas ..." As formas verbais compostas correspondentes às formas simples destacadas são, respectivamente:



a) tinha chegado - tivessem chegado



b) não há - tinha chegado



c) teriam chegado - têm chegado



d) terão chegado - tivessem chegado



e) teriam chegado - não há



36. (CESCEM) Se ao menos ....... a confusão que aquilo ia dar! Mas não pensou, não se ......., e ....... na briga que não era sua.



a) prevesse - continha - interveio



b) previsse - conteve - interveio



c) prevesse - continha - interviu



d) previsse - conteve - interviu



e) prevesse - conteve - interveio



37. (FUVEST) Ele ....... a seca e ....... a casa de mantimentos.



a) preveu - proveu d) preveu - provera



b) provera - provira e) previu - proveu



c) previra - previera



38. (FMU) Que alternativa possui as formas verbais adequadas para o preenchimento das lacunas da oração abaixo: Sempre que há vagas, ....... candidatos que ....... de todos os lugares do Brasil.



a) afluem - provém d) aflui - provêem



b) aflue - provém e) afluem - provêem



c) afluem - provêm



39. (UNESP) "Explicou que aprendera aquilo de ouvido." Transpondo para a voz passiva, o verbo assume a seguinte forma:



a) tinha sido aprendido d) tinha aprendido



b) era aprendido e) aprenderia



c) fora aprendido



40. (FGV) Assinale o item em que há erro quanto à flexão verbal:



a) Quando eu vir o resultado, ficarei tranqüilo.



b) Aceito o lugar para o qual me proporem.



c) Quando estudar o problema, ficará sabendo a verdade.



d) Sairás assim que te convier.



e) O fato está patente a quem se detiver a observá-lo.



41. (CARLOS CHAGAS) Para nós, tanto ....... vocês ....... ficar aqui como ....... a fronteira.



a) faria - quisessem - transporem



b) faz - quererem - transpossem



c) faz - quererem - transporem



d) faria - queressem - transpusessem



e) faria - quiserem - transporem



42. (FUVEST) Em "Queria que me ajudasses", o trecho destacado pode ser substituído por:



a) a sua ajuda d) a ajuda deles



b) a vossa ajuda e) a tua ajuda



c) a ajuda de você



43. (PUC) Assinale a alternativa que traga indicativo de ação do sujeito:



a) Passavam cestas para a feira do Largo do Arouche.



b) Carrocinhas de padeiro derrapavam nos paralelepípedos.



c) A Aída levantou-se ...



d) Garoava na madrugada roxa.



e) Padre Nosso, que estais no céu ...



44. (BB) Flexão verbal incorreta:



a) Se vir o tal colega, falar-lhe-ei.



b) Se eu pôr o verbo no plural, erro de novo.



c) Se eu vier cedo, aguardo-o.



d) Se a duplicata estiver certa, paguem-na.



e) Se eu for tarde, esperem-me.



45. (DASP) Assinale a única alternativa em que há erro de flexão verbal:



a) Quando eu o vir, acertarei as contas.



b) Se ele propor um aumento de verba, direi que não teremos recursos.



c) O governo interveio na região.



d) Os funcionários vêm aqui hoje.



e) Na tentativa de solucionar o problema, eles se desavieram.



46. (DASP) Assinale a única alternativa que contém erro na passagem da forma verbal, do imperativo afirmativo para o imperativo negativo:



a) parti vós - não partais vós



b) amai vós - não ameis vós



c) sede vós - não sejais vós



d) ide vós - não vais vós



e) perdei vós - não percais vós



47. (BNH) Assinale a forma correta do verbo vir no presente do indicativo:



a) Chefe, viemos mostrar a todos este trabalho.



b) Vim comunicar ao amigo minha decisão.



c) Vimos, através desta, comunicar-lhe o ocorrido.



d) Viesse ele, ora, tudo estaria bem.



e) Vindo Paulo, não há mais nada.



48. (CESGRANRIO) Assinale a forma errada do verbo pontear:



a) ponteias d) ponteiam



b) ponteiamos e) ponteie



c) pontearei



49. (ITA) Examinando as afirmações de que a terceira pessoa do singular do presente do Indicativo de: Progredir é progrede / Ansiar é ansia / Remediar é remedia / Transgredir é Transgride



Verifica-se que:



a) apenas uma está correta d) três estão corretas



b) apenas duas estão corretas e) nenhuma está correta



c) todas estão corretas



50. (ITA) Vi, mas não ............; o policial viu, e também não ............, dois agentes secretos viram, e não ............ Se todos nós ............ , talvez .......... tantas mortes.



1.



intervir - interviu - tivéssemos intervido - teríamos evitado

2.



me precavi - se precaveio - se precaveram - nos precavíssemos - não teria havido

3.



me contive - se conteve - contiveram - houvéssemos contido - tivéssemos impedido

4.



me precavi - se precaveu - precaviram - precavêssemo-nos não houvesse

5.



intervim - interveio - intervieram - tivéssemos intervindo - houvéssemos evitado



51. (EEAER) Para completar corretamente as frases:



.......... (pôr - imperativo afirmativo) mais atenção no que você faz.



.......... (pôr - imperativo afirmativo) mais atenção no que tu fazes.



.......... (pôr - imperativo afirmativo) mais atenção no que vós fazeis.



.......... (requerer - primeira pessoa do singular do presente do indicativo) licença.



a) ponha, põe, ponde, requeiro



b) ponhas, põe, ponde, requeiro



c) ponde, ponde, punhas, requero



d) ponhe, ponde, punhas, requero



e) n.d.a



52. (EEAER) Completar: "Pedrinho ............ seus pertences, embora o delegado lhe pedisse que ............ a ação do assalto."



a) reaveu, recomposse d) reaveu, recompusesse



b) reouve, recomposse e) n.d.a



c) reouve, recompusesse



53. (ECPAR) Marque o item que está em desacordo com a gramática:



a) Se fores lá, põe a carta no correio.

o o emprego da forma verbal. Assinale-a:



a) Cumpre teus deveres e terás a consciência tranqüila.



b) Suporta-se com paciência a cólica do próximo.



c) Nada do que se possui com gosto se perde sem desconsolação.



d) Não voltes atrás, pois é fraqueza desistir-se da empresa começada.



e) Dizia Rui Barbosa: "Fazei o que vos manda a consciência, e não fazei o que vos convém aos apetites."



55. (UC-PR) Transforme pelo modelo: Procurei o livro / Procura-o também.



1. Pus o carro na garagem / .........., também



2. Trouxe o livro / .........., também



3. Medi as conseqüências / .........., também



4. Ouvi suas queixas / .........., também



5. Mandei um presente ao nosso filho / .........., também



A alternativa correta é:



a) Põe-no, Traze-o, Mede-as, Ouve-as, Mande-o



b) Põe-lo, Traze-o, Mede-as, Ouve-as, Mande-o



c) Ponha-o, Traga-o, Meça-s, Ouça-s, Mande-o



d) Põe-no, Traze-o, Mede-as, Ouve-as, Manda-o



e) Ponha-o, Traga-o, Meça-s, Ouça-as, Manda-o



56. (UC-PR) Faça conforme o modelo: Peço-te que me perdoes / Perdoa-me



1. Peço-te que acudas a menina / .......... a menina



2. Peço-te que frijas o ovo / ........... o ovo



3. Peço-te que meças o quarto / ........... o quarto



4. Peço-te que leias meu artigo / .......... meu artigo



5. Peço-te que provejas o cargo / .......... o cargo



Assinale a alternativa correta:



a) Acuda, Frija, Meça, Leia, Provede



b) Acode, Frege, Mede, Lê, Provê



c) Acuda, Frija, Mede, Lê, Proveja



d) Acode, Frija, Mede, Lê, Provede



e) Acuda, Frege, Medi, Lê, Provê



57. (FAE-PR) Soldado! ......................... a cabeça, ..................... teu fuzil, ............... o que lá vês. Mas não te ......................!



a) Levanta, ergue, destrua, firas



b) Levante, ergue, destrua, fira



c) Levanta, ergue, destrói, firas



d) Levantai, erguei, destruí, firais



e) Levanteis, ergueis, destruais, firais



58. (FCHS TOLEDO-PR) Assinale a frase correta:



a) Busque e acharás, peça e receberás.



b) Busque e achará, peça e receberá.



c) Busca e acharás, pede e receberá.



d) Busque e achará, peça e receberás.



e) Busca e achareis, pede e receberás.



59. (DIREITO DE CURITIBA) Indique a seqüência abaixo que preenche corretamente as lacunas das orações abaixo:



1. .......... o que te mandou o diretor.



2. .......... à festa assim que você estiver pronta.



3. .......... alguma coisa em sua própria defesa.



4. .......... alguma coisa, em tua própria vantagem.



5. .......... . Todos nós vos pedimos.



a) Faça, Venha, Dize, Diga, Partai



b) Faze, Vem, Diga, Dize, Parti



c) Faze, Vinde, Dize, Diga, Parti



d) Faça, Vem, Diga, Dizei, Parta



e) Faze, Venha, Diga, Dize, Parti



60. (EPCAR) Em apenas uma das frases a forma verbal está incorreta. Assinale-a:



a) Desejo que me ouçais com atenção.



b) Se eles se precavessem, não sofreriam o acidente.



c) Se intervissem, o conflito cessaria.



d) Não odieis vosso irmão.



e) Trá-lo-ei assim que me pedires.



61. (UNIMEP-SP) "Não fales! Não bebas! Não fujas!" Passando tudo para a forma afirmativa, teremos:



a) Fala! Bebe! Foge! d) Fale! Beba! Fuja!



b) Fala! Bebe! Fuja! e) Fale! Bebe! Foge!



c) Fala! Beba! Fuja!



62. (FESP) Assinale a alternativa em que todas as formas estejam na segunda pessoa do plural do imperativo afirmativo:



a) ouvi, vinde, ide, traze d) ouça, vinde, vá, tragais



b) ouvi, vinde, ide, trazei e) ouça, venhas, vás, tragais



c) ouvi, venhas, ide, trazei



63. (CARLOS CHAGAS-PR) Mesmo que você lhe ............ um acordo amigável, ele não .......... .



a) proponha - aceitará d) proporá - aceitará



b) propor - aceitava e) propôs - aceitava



c) proporia - aceitaria



64. (CARLOS CHAGAS-PR) Se você ............ chegado a tempo ............ visto o que ...................... .



a) tem - tenha - acontece d) tivesse - teria - aconteceu



b) tiver - terá - acontecesse e) tinha - tem - acontecia



c) teria - tinha - aconteça



65. (FUVEST) "Se ele ............ (ver) o nosso trabalho ............ (fazer) um elogio." Assinale a alternativa em que as formas dos verbos ver e fazer preenchem corretamente as lacunas da frase acima:



a) ver - fará d) vir - fará



b) visse - fará e) vir - faria



c) ver - fazerá



66. (MED-SANTOS) Assinale a letra correspondente à frase inteiramente correta para tratamento "o senhor": "Quando ............ nos debates, ............ ser moderado nas ............ expressões e ............ bem nas suas idéias."



a) intervier, procure, suas, coloque



b) intervier, procure, suas, coloca



c) intervir, procura, tuas, coloques



d) intervieres, procure, suas, coloque



e) intervier, procures, suas, coloque



67. (MED-SANTOS) Assinale a alternativa em que o imperativo está empregado corretamente:



a) Não ide lá, eu vo-lo proíbo.



b) Não vades lá, eu to proíbo.



c) Não vades lá, eu vo-lo proíbo.



d) Não ides lá, eu vos proíbo.



e) Não vade lá, eu vo-lo proíbo.



68. (FEB) Complete com ei ou i: Copiar - ele cop...a / Odiar - ele od...a / Ansiar: ele ans...a



a) ei - ei - ei d) i - ei - ei



b) i - i - i e) nenhuma das anteriores



c) ei - ei - i



69. (CARLOS CHAGAS) Não ............ diante de nenhum sacrifício que você de mim ............ .



a) recuei - exija d) recuara - exigiu



b) recuo - exigisse e) recuei - exigir



c) recuo - exija



70. (CARLOS CHAGAS) Para que você ............ isso, precisa ser ambicioso; quem ............ sem que ............, certamente é ambicioso.



a) deseja - deseja - estima d) deseja - deseje - estime



b) deseje - deseja - estime e) deseje - deseje - estima



c) deseje - deseja - estima



71. (MED-ABC) Assinale a construção correta:



a) Tu viestes de Santos ontem.



b) Nós vimos de Santos ontem. ontem.



c) Nós viemos de Santos ontem.



d) Vós vieste de Santos ontem.



e) Vós vindes de Santos



72. (FURG-RS) A alternativa em que todas as formas correspondem ao exemplo: Pagar - paga, é:



Verbos: manter - ir - ser - pôr - rir



a) mantém - vá - sê - põe - ria



b) manténs - vá - seja - pões - ri



c) mantenha - vai - seja - ponha - ris



d) mantém - vai - sê - ponha - ris



e) mantém - vai - sê - põe - ri



73. (UE-BA) Os alunos que .................... revisão de provas ...................... com a rigidez da correção.



a) pleiteiam - indiguinam-se



b) pleiteam - indignam-se



c) pleiteiam - indignam-se



d) pleiteam - indiguinam-se



e) pleiteam - indignam-se



74. (AMAM) Há uma frase com incorreção de flexão verbal. Assinale-a:



a) É preciso que nos penteamos bem para a cerimônia.



b) Convém que vades ver vosso pai doente.



c) Ele freou o carro bem perto da criança que corria.



d) Desavieram-se os dois amigos, ante a vitória do Corinthians.



e) Todas as frases acima estão incorretas.



75. (ESAN-SP) Assinale a alternativa em que há um verbo defectivo:



a) Demoliram vários prédios naquele local.



b) Eles se correspondem freqüentemente.



c) Estampava no rosto um sorriso, um sorriso de criança.



d) Compramos muitas mercadorias remarcadas.



e) Coube ao juiz julgar o réu.



76. (OBJETIVO) Dos verbos seguintes, assinale o único que não apresenta duplo particípio:



a) abrir d) morrer



b) imprimir e) enxugar



c) eleger



77. (UFSCAR-SP) Assinale a opção que preencha as lacunas corretamente:



I - Ficareis maravilhados, se ..................... o resultado. (ver)



II - Sereis perdoados, se .................. o que tirastes. (repor)



III - Não dê atenção a quem lhe .................. negócios ilícitos. (propor)



IV - Nós lhe daremos o recado assim que o ................ . (ver)



a) virdes, repuserdes, propuser, virmos



b) vires, repordes, propor, vermos



c) veres, repuserdes, propuserdes, virmos



d) vês, repordes, propordes, vermos



e) ver, repuseres, propor, vemos



78. (FUEL-PR) Pode ser que eu ............ levar as provas, se você ............ tudo para que eu ............ onde estão.



a) consiga, fará, descobriria d) consigo, fizer, descubro



b) consiga, fizer, descubra e) consigo, fará, descobrirei



c) consigo, fizer, descobrir



79. (FUEL-PR) Ele ............... com muita prudência, na esperança de que se .................. o tempo perdido.



a) interviu, reavesse d) interveio, reouvesse



b) interveio, reavesse e) interviu, rehavesse



c) interviu, rehouvesse



80. (FUEL-PR) Transpondo para a voz ativa a frase "Os livros seriam postos em um líqüido desinfetante", obtém-se a forma verbal:



a) vão pôr d) vão ser postos



b) íamos pôr e) poriam



c) põem-se



81. (FUVEST) Assinale a alternativa em que uma forma verbal foi empregada incorretamente:



a) O superior interveio na discussão, evitando a briga.



b) Se a testemunha depor favoravelmente, o réu será absolvido.



c) Quando eu reouver o dinheiro, pagarei a dívida.



d) Quando você vir Campinas, ficará extasiado.



e) Ele trará o filho, se vier a São Paulo.



82. (FUVEST) Assinale a frase que não está na voz passiva:



a) O atleta foi estrondosamente aclamado.



b) Que exercício tão fácil de resolver!



c) Fizeram-se apenas os reparos mais urgentes.



d) Escolheu-se, infelizmente, o homem errado.



e) Entreolharam-se agressivamente os dois competidores.



83. (CARLOS CHAGAS-BA) Não te ............ com essas mentiras que ............ da ignorância.



a) aborreces, provêem d) aborreça, provêem



b) aborreça, provém e) aborreças, provém



c) aborreças, provêm



84. (CARLOS CHAGAS-BA) Transpondo para a voz passiva a oração "Os colegas o estimavam por suas boas qualidades", obtém-se a forma verbal:



a) eram estimadas d) era estimado



b) tinham estimado e) foram estimadas



c) fora estimado



85. (CARLOS CHAGAS-BA) Transpondo para a voz passiva a frase: "A assembléia aplaudiu com vigor as palavras do candidato", obtém-se a forma verbal:



a) foi aplaudido d) estava aplaudindo



b) aplaudiu-se e) tinha aplaudido



c) foram aplaudidas



86. (CESGRANRIO) A frase negativa que corresponde a "Põe nela todo o incêndio das auroras" é:



a) Não põe nela todo o incêndio das auroras.



b) Não ponhas nela todo o incêndio das auroras.



c) Não põem nela todo o incêndio das auroras.



d) Não ponha nela todo o incêndio das auroras.



e) Não pondes nela todo o incêndio das auroras.



87. (FCMSC-SP) Mesmo que a direção o .................. para o lugar e ele .................. nomeado, duvido que ...................... a exercer o cargo.



a) indicar, for, chega d) indique, seja, chegue



b) indicaria, seja, chega e) indicar, ser, chegue



c) indique, for, chega



88. (UNESP) Aponte a alternativa em que o verbo reaver está correto:



a) É necessário que você reavenha aquele dinheiro.



b) É necessário que você reaveja aquele dinheiro.



c) É necessário que você reaja aquele dinheiro.



d) É necessário que você reava aquele dinheiro.



e) n.d.a



89. (UM-SP) Qual o valor do futuro do pretérito na frase seguinte: "Quando chegamos ao colégio em 1916, a cidade teria apenas um cinqüenta mil habitantes"?



a) fato futuro, anterior a outro fato futuro



b) fato futuro, relacionado com o passado



c) suposição, relativamente a um momento futuro



d) suposição, relativamente a um momento passado



e) configuração de um fato já passado



90. (UM-SP) Assinale a alternativa em que o emprego do infinitivo está incorreto:



a) Todos acreditam sermos os causadores da desordem.



b) Cometeres tamanha injustiça, tu não o farias.



c) Amar é viver.



d) Não podeis fazerdes a prova com tanta pressa.



e) Não estacionar na pista.



91. (CESESP-PE) Assinalar o único item em que o emprego do infinitivo está errado:



a) Deixei-os sair, mas procurei orientá-los bem.



b) De hoje a três meses podes voltar aqui.



c) Disse ser falsas aquelas assinaturas.



d) Depois de alguns instantes, eles parecia estarem mais conformados.



e) Viam-se brilhar as primeiras estrelas.



92. (ETF-SP) Se ele ............ o requerimento, posso mostrar-lhe a prova quando ............ .



a) troxer - querer d) trouxer - querer



b) trouxer - quiser e) trazer - quiser



c) trazer - querer



93. (ETF-SP) Se vocês não ............ os mais exaltados, creio que eles se ............ seriamente.



a) contessem - desaveriam d) contivessem - desaveriam



b) contessem - desaviriam e) contivessem - desaviriam



c) contessem - desaviam



94. (BB) Enquanto uns trabalhavam, outros .......... televisão.



a) se entretiam na d) entretinham com a



b) entretiam na e) se entretinham com a



c) entretinham na



95. (TRT) Observe:



I - Eu venho pensando em exercer atividades no campo da fiscalização.



II - Vi quando você apreendeu a mercadoria.



III - Não vá dizer que não foi orientado no tocante às formas tributárias.



Os verbos sublinhados acima têm, no plural, as seguintes formas:



a) vimos, vimos, ide d) vimos, vimos, vão



b) viemos, vimos, vades e) vimos, viemos, vão



c) viemos, vimos, ides



96. (TRT) Assinale a alternativa incorreta quanto à forma verbal:



a) Ele reouve os objetos apreendidos pelo fiscal.



b) Se advierem dificuldades, confia em Deus.



c) Se você o vir, diga-lhe que o advogado reteve os documentos.



d) Eu não intervi na contenda porque não pude.



e) Por não se cumprirem as cláusulas propostas, as partes desavieram-se e requereram rescisão do contrato.



97. (TRT) Indique a incorreta:



1.



Estão isentados das sanções legais os citados no artigo 6º.

2.



Estão suspensas as decisões relativas ao parágrafo 3º do artigo 2º.

3.



Fica revogado o ato que havia extinguido a obrigatoriedade de apresentação dos documentos mencionados.

4.



Os pareceres que forem incursos na Resolução anterior são de responsabilidade do Governo Federal.

5.



Todas estão incorretas.



98. (BANESPA) Assinale a alternativa que preenche corretamente as lacunas do período ao lado: "Se você os .......... , não ............ no que lhe ........... ".



a) ver - creia - disser d) vir - creia - disserem



b) ver - creias - dizerem e) vir - creias - disserem



c) ver - crê - disserem



99. (BANESPA) "O farol guiava os navegantes". Transpondo esta frase para a voz passiva, o verbo apresentará a forma:



a) guiava-se d) guiavam



b) iam guiando e) foram guiados



c) eram guiados



100. (BANESPA) Assinale a alternativa em que é incorreto flexionar o infinitivo:



a) Importa entendermos a situação.



b) Devemos provarmos o que dizemos.



c) Para chegardes à igreja, ainda tereis de caminhar muito.



d) É tempo de saberes de teus direitos.



e) Vi os escravos se curvarem perante seu amo.



101. (ESAF) Assinale a alternativa que apresenta um verbo incorretamente flexionado:



a) O enxoval conviria às noivas dos bairros mais pobres.



b) Não despeças os carregadores antes do desembarque.



c) Os policiais interviram nos protestos dos grevistas.



d) A noiva precaveu-se contra os prejuízos da mudança.



e) Eu expeço, primeiramente, as malas dos estudantes.



102. (ESAF) Assinale o trecho que não contém erro na voz passiva:



1.



Lamentamos que o pouco tempo disponível venha a prejudicar o processo que foi iniciado de forma tão incorreta.

2.



No quarto, já tinham sido espalhados vários colchões pelo chão, para acomodar os parentes que vinham de longe.

3.



À distância, viam-se pequenos pontos de luz, a denunciar a presença de casas por ali.

4.



Assim que começou a cursar medicina, sentiu-se atraído para a área de neurologia.

5.



A lembrança de sua convivência conosco ia sendo afastada à medida que os afazeres iam nos absorvendo.



103. (ESAF) Os verbos das orações "ao prestar-nos as informações que lhe solicitamos" são, respectivamente:



a) transitivo direto e indireto, transitivo indireto



b) transitivo indireto, transitivo direto e indireto



c) ambos transitivos indiretos



d) ambos transitivos diretos



e) ambos transitivos diretos e indiretos



104. (ADM POSTAL CORREIOS) "Não sabemos qual será nossa reação quando .......... a chegada do adversário."



a) vemos d) virmos



b) vimos e) vermos



c) veremos



105. (PUC) Assinale a forma verbal errada na relação abaixo:



a) verbo vir - pres. do ind. 1a p.p. : vimos



b) verbo vir - particípio: vindo



c) verbo ver - imperativo afirmativo, 2 a p.p. : vede



d) verbo aprazer - pret. perf. do ind., 3 a p. sing. : aprouve



e) verbo intervir - pret. perf. do ind., 3 a p.p. : interviram



106. (PUC) Trazendo-os é o gerúndio do verbo trazê-los. Nas formas abaixo, do imperativo, assinale a única incorreta:



a) traze-os tu d) trazei-los vós



b) traga-os você e) tragam-nos vocês



c) tragamo-los nós



107. (PUC) "Com o último trompejo do berrante, engarrafam no curral da estrada-de-ferro o rebanho" (Guimarães Rosa). A forma verbal engarrafam se encontra no tempo:



a) presente do subjuntivo d) presente do indicativo



b) imperfeito do indicativo e) imperativo afirmativo



c) pretérito perfeito do indicativo



108. (GAMA FILHO) Há, na conjugação dos seguintes verbos, um tempo errado. Assinale-o:



1.



crer - pret. perf. Ind.: cri, creste, creu, cremos, crestes, creram.

2.



entupir - pres. subj.: entupa, entupas, entupa, entupamos, entupais, entupam.

3.



polir - pres. Ind.: pulo, pules, pule, polimos, polis, pulem.

4.



reter - mais-que-perf. Ind.: retera, reteras, retera, retéramos, retêreis, reteram.

5.



saudar - imperativo afirmativo: saúda, saúde, saudemos, saudai, saúdem.



109. (FARIAS BRITO) "Um prólogo a um livro de versos é cousa que se não lê, e quase sempre com razão." (Sílvio Romero) O verbo "lê":



1.



está na voz passiva e seu sujeito é "que"

2.



está na voz ativa, seu sujeito é "cousa" e seu objeto direto é "versos"

3.



está na voz reflexiva, e o sujeito "versos" pratica e recebe a ação, ao mesmo tempo

4.



sugere reciprocidade de ação, pois há troca de ações entre os "versos" e quem os lê

5.



funciona acidentalmente como verbo de ligação, com predicativo oculto



110. (FARIAS BRITO) "Ontem à noite / Eu procurei / Ver se aprendia / Como é que se fazia / Uma balada / Antes d’ir / Pro meu hotel" (Oswald de Andrade: "Balada da Esplanada") Há uma locução verbal nesse texto. Essa locução é:



a) "procurei Ver" d) "é que se fazia"



b) "Ver se aprendia" e) "Antes de ir"



c) "aprendia como é"



111. (CARLOS CHAGAS) Conforme o médico nos .........., seu organismo agora já .......... o cálcio.



a) prevenira - retem d) previnira - retem



b) previnira - retém e) prevenira - retém



c) provenira - retém



112. (CARLOS CHAGAS) Sem que ninguém tivesse .........., o próprio menino ..........-se contra os falsos amigos.



a) intervindo - precaviu d) intervido - precaveio



b) intervindo - precaveio e) intervindo - precaveu



c) intervido - precaveu



113. (CARLOS CHAGAS) Caso .......... realmente interessado, ele não .......... de faltar.



a) estiver - haja d) estivesse - havia



b) esteja - houve e) estiver - houve



c) estivesse - houvesse



114. (CARLOS CHAGAS) Se algum dia a .......... chegar arrependida, .......... o teu ódio num forte abraço de perdão.



a) veres - esqueça d) vires - esqueça



b) vires - esquecei e) vires - esquece



c) veres - esquece



115. (CARLOS CHAGAS) Quem .......... o Pedro, ou, pelo menos, .......... falar com ele, ..........-o em meu nome.



a) ver - poder - advirta d) ver - puder - adverta



b) vir - puder - adverta e) vir - poder - adverta



c) vir - puder - advirta



116. (CARLOS CHAGAS) Se você ........... no próximo domingo e .......... de tempo .......... assistir à final do campeonato.



a) vir - dispor - vá d) vier - dispuser - vá



b) vir - dispuser - vai e) vier - dispor - vai



c) vier - dispor - vá



117. (CARLOS CHAGAS) Ele .......... que lhe .......... muitas dificuldades, mas enfim .......... a verba para a pesquisa.



a) receara - opusessem - obtera



b) receara - opusessem - obtivera



c) receiara - opossem - obtivera



d) receiara - oposessem - obtera



e) receara - opossem - obtera



118. (FUNDAÇÃO LUSÍADA) Assinale a alternativa que se encaixe no período seguinte: "Se você .......... e o seu irmão .........., quem sabe você .......... o dinheiro."



a) requeresse - interviesse - reouvesse



b) requisesse - intervisse - reavesse



c) requeresse - intervisse - reavesse



d) requeresse - interviesse - reavesse



e) requisesse - interviesse - reouvesse



119. (PUC) Indique a frase onde houver uma forma verbal incorreta:



a) Os vegetais clorofilados sintetizam seu próprio alimento.



b) Se ela vir de carro, chame-me.



c) Lembramos-lhes que o eucalipto é uma excelente planta para o reflorestamento.



d) Há rumores de que pode haver novo racionamento de gasolina.



e) n.d.a



120. (MACK) Assinale a alternativa em que não há erro na forma verbal:



a) Minha mãe hesitou; tu não hesitastes.



b) Esta página vale por meses; quero que valha para sempre.



c) Tu tiveste dezessete anos; vós tivesteis sempre a mesma idade.



d) A análise das minhas emoções é que entrava no meu plano; vós não entravais.



e) Achavam-se lindo e diziam-no; achaveis-me lindo e dizieis-mo.



121. (FUVEST) Assinale a alternativa gramaticalmente correta:



a) Não chores, cala, suporta a tua dor.



b) Não chore, cala, suporta a tua dor.



c) Não chora, cale, suporte a sua dor.



d) Não chores, cales, suportes a sua dor.



e) Não chores, cale, suporte a tua dor.



122. (FUVEST) Aponte a alternativa em que a segunda forma está incorreta como plural da primeira:



a) tu ris - vós rides d) ele vem - eles vêem



b) ele lê - eles lêem e) eu ceio - nós ceamos



c) ele tem - eles têm



123. (FUVEST) Assinale a frase em que está correta a correlação verbal:



a) Se você não interferisse, ele faria o trabalho sozinho.



b) Se você não interferir, ele fazia o trabalho sozinho.



c) Se você não interferir, ele faria o trabalho sozinho.



d) Se você não interfere, ele faria o trabalho sozinho.



e) Se você não interferisse, ele faz o trabalho sozinho.



124. (FUVEST) Assinale a frase em que aparece o pretérito-mais-que-perfeito do verbo ser:



a) Não seria o caso de você se acusar?



b) Quando cheguei, ele já se fora, muito zangado.



c) Se não fosses ele, tudo estaria perdido.



d) Bem depois se soube que não fora ele o culpado.



e) Embora não tenha sido divulgado, soube-se do caso.



125. (EEAER) Leia com atenção:



1.



Pôr, eu ponho, mas e se na hora eu não pôr?

2.



Valer eu valho, mas e se na hora eu não valer?

3.



Poder eu posso, mas e se na hora eu não poder?

4.



Caber eu caibo, mas e se na hora eu não couber?



Quanto aos verbos, estão corretos os períodos:



a) I e IV d) I, II e IV



b) II e IV e) I, II e III



c) III e IV



126. (FATEC) Assinale a alternativa em que a forma verbal grifada do período II não substitui corretamente a do período I:



a) I - Economistas afirmaram que já foi descoberto o remédio para a inflação no Brasil.



II - Economistas afirmaram já ter sido descoberto o remédio para a inflação no Brasil.



b) I - Não souberam ou não me quiseram dizer para onde você tinha ido.



II - Não souberam ou não me quiseram dizer para onde você fora.



c) I - Eram passados já muitos anos, desde o acidente.



II - Haviam passado já muitos anos, desde o acidente.



d) I - Honrarás a teu pai e a tua mãe.



II - Honra a teu pai e a tua mãe.



e) I - Ao chegar à sua casa, o seu amigo já terá partido.



II - Ao chegar à sua casa, o seu amigo já partirá.



127. (TFC) A forma passiva correspondente ao enunciado "Vi, no claro azul do céu, um papagaio de papel, alto e largo", é:



a) O garoto viu, no claro azul do céu, um papagaio de papel, alto e largo.



b) Um papagaio de papel, alto e largo, estava sendo visto pelo menino, no claro azul do céu.



c) No claro azul do céu, era visto um papagaio de papel, alto e largo, por mim.



d) Alto e largo, um papagaio de papel foi visto por mim no claro azul do céu.



e) Foi visto pelo menino, no claro azul do céu, um papagaio de papel.



(TFC) Nas questões 128 a 130, assinale a opção cujo período apresente erro na sintaxe ou morfologia das formas verbais:



128.



1.



Se não prevessem os estoques do governo com a necessária antecedência, dificuldades maiores adviriam na entressafra.

2.



Se eles interporem um novo recurso contra a decisão do diretor, é possível que seja aceita a argumentação que apresentaram.

3.



Exige-se que as amostras não difiram significativamente do padrão oficial e que se expeça o respectivo laudo de fiscalização.

4.



Por não se preverem as conseqüências do novo decreto, deixaram de ser tomadas medidas que contivessem o aumento de custos.

5.



O governo não interveio nem pretende intervir no mercado, embora as informações se contradissessem.



129.



1.



Haviam, entre os meses de outubro e dezembro, ocorrido pancadas de chuva tão violentas que as estradas estavam em péssimas condições.

2.



Se houver desistências, as vagas poderão ser preenchidas por candidatos sem habilitação legal.

3.



Embora muitas dificuldades houvessem surgido, os trabalhos foram concluídos em tempo hábil.

4.



Todas as opiniões que houvesse entre os participantes do encontro seriam debatidas democraticamente.

5.



Ninguém sabe se vão haver ou não novas inscrições para o concurso anunciado há duas semanas.



130.



1.



É necessário que se intermedeiem os conflitos étnicos para que a paz seja preservada.

2.



Segundo pressupuseram especialistas, novas bactérias, de extrardinária resistência, estão surgindo nos hospitais.

3.



Ao não se aterem aos liames previstos para a pesquisa, corriam o risco de falsear os resultados.

4.



Sem que se trasgridam os modelos convencionais, os prejuízos jamais poderão ser reavidos.

5.



Se não sobrevirem novos problemas, serão satisfeitas todas as exigências do contrato assinado.



131. (FUVEST) Em "Se aceitas a comparação distinguirás...", se a forma aceitas for substituída por aceitasses, a forma distinguirás deverá ser alterada para:



a) vais distinguir d) distinguirias



b) distinguindo e) terás distinguido



c) distingues



132. (FUVEST) "Quanto a mim, se vos disser que li o bilhete três ou quatro vezes, naquele dia, acreditai-o, que é verdade; se vos disser mais que o reli no dia seguinte, antes e depois do almoço, podeis crê-lo, é a realidade pura. Mas se vos disser a comoção que tive, duvidai um pouco da asserção, e não a aceitei sem provas." Mudando o tratamento para a terceira pessoa do plural, as expressões sublinhadas passam a ser:



a) lhes disser; acreditem-no; podem crê-lo; duvidem; não a aceitem.



b) lhes disserem; acreditem-lo; podem crê-lo; duvidam; não a aceitem.



c) lhe disser; acreditam-no; podem crer-lhe; duvidam; não a aceitam.



d) lhe disserem; acreditem-no; possam crê-lo; duvidassem; não a aceites.



e) lhes disser, acreditem-o; podem crê-lo; duvidem; não lhe aceitem.



133. (FUVEST) "... e antes nunca houvesse aberto o bico..."; "Assim da tua vanglória há muitos que se ufanam." Nestas passagens, o verbo haver é, respectivamente:



a) auxiliar e auxiliar d) principal e auxiliar



b) auxiliar e impessoal e) principal e impessoal



c) impessoal e impessoal



134. (FUVEST) A transformação passiva da frase: "A religião te inspirou esse anúncio", apresentará o seguinte resultado:



a) Tu te inspiraste na religião para esse anúncio.



b) Esse anúncio inspirou-se na tua religião.



c) Tu foste inspirado pela religião nesse anúncio.



d) Esse anúncio te foi inspirado pela religião.



e) Tua religião foi inspirada nesse anúncio.



135. (FUVEST) "Ficam desde já excluídos os sonhadores, os que amem o mistério e procurem justamente esta ocasião de comprar um bilhete na loteria da vida." Se a primeira frase fosse volitiva, e o segundo e terceiro verbos grifados conotassem ação no plano da realidade, teríamos, respectivamente, as seguintes formas verbais:



a) fiquem, amassem, procurassem



b) ficavam, tenham amado, tenham procurado



c) ficariam, amariam, procurariam



d) fiquem, amam, procuram



e) ficariam, tivessem amado, tivessem procurado



136. (FUVEST) Passando-se o verbo do trecho: "aquilo que o auditório já sabe" para o futuro composto do subjuntivo, obtém-se a forma verbal:



a) terá sabido d) tenha sabido



b) ter sabido e) souber



c) tiver sabido



137. (FMU) Na voz passiva, escreve-se "Deu-me as lições sem uma só das intragáveis ternuras", da seguinte forma:



a) As lições me são dadas...



b) As lições me eram dadas...



c) As lições me foram dadas...



d) A mim deu-me ele as lições



e) A mim as lições deu-as ele



138. (TRE-SP) Ele .......... que a sensatez dos convidados .......... a euforia geral e .......... as dúvidas.



a) supusera - freasse - desfizesse



b) supora - freasse - desfizesse



c) supusera - freiasse - desfazesse



d) supora - freiasse - desfizesse



e) supora - freiasse - desfazesse



139. (TRE-SP) Tendo .......... na operação, os funcionários se .......... a serviços essenciais e executaram as tarefas que lhes .......... .



a) intervido - ativeram - caberam



b) intervido - ateram - couberam



c) intervindo - ateram - caberam



d) intervindo - ativeram - couberam



e) intervido - ativeram - couberam



140. (TRE-SP) Transpondo para a voz passiva a frase "O auxiliar judiciário estava organizando os arquivos", obtém-se a forma verbal:



a) foram sendo organizados



b) estavam sendo organizados



c) foram organizados



d) tinham sido organizados



e) eram organizados



141. (TRE-SP) Transpondo para a voz ativa a frase "Os pretendentes ao cargo teriam sido cadastrados pelo coordenador", obtém-se a forma:



a) cadastraria



b) terá cadastrado



c) seriam cadastrados



d) teria cadastrado



e) tinha cadastrado



142. (TRE-SP) Não se .......... e .......... bem cada palavra que .......... .



a) precipite - pesa - pronunciares



b) precipite - pese - pronunciar



c) precipita - pesa - pronunciar



d) precipita - peses - pronunciares



e) precipite - peses - pronunciar



143. (TRE-SP) Assim que .......... encaminhados ao arquivo e .......... colhido todos os dados, é provável que já .......... prontos para iniciar o trabalho.



a) sermos - termos - estejamos



b) formos - tivermos - estejamos



c) formos - tivermos - estejemos



d) formos - termos - estejamos



e) sermos - tivermos - estejemos



144. (TRE-MT) I - Os leitores de jornal não ......... os artigos mais longos.



II - Se eles ............... a programação, já será ótimo.



III - Quando ele .........., receba-o com delicadeza.



As formas que preenchem, corretamente, as lacunas das frases acima são:



a) leem - obtiverem - vir d) lêem - obterem - ver



b) lêem - obtiverem - vier e) lêm - obtiverem - vir



c) leem - obterem - vier



145. (TRE-MT) Só está correta a forma verbal grifada na frase:



a) Embora ele esteje indicado, o Senado ainda não o aprovou.



b) Ele passeiava diariamente no parque.



c) Quando eles trouxerem a permissão, poderão entrar.



d) Se mantermos as posições, o inimigo não avançará.



e) Os deputados se entretiam com esses discursos.



146. (TRE-MT) O único verbo sublinhado cuja conjugação é regular está na alternativa:



a) "............ pois só se contradisse".



b) "............ também não teve escrúpulos".



c) "Os heróis de janeiro são os vilões de dezembro."



d) "E Ricupero também acaba como símbolo de perdão .......".



e) "........ o Brasil ia dar vexame na Copa".



147. (UF CAXIAS-RS) Não se .................... dias melhores, os problemas de ordem econômica ..................... preocupando muitas pessoas: ...................... que as dificuldades não são problemas para poucos.



a) entrevêm - vem - conclue-se



b) entrevêem - vêem - conclui-se



c) entrevêm - vêm - conclui-se



d) entrevêem - vêm - conclui-se



e) entrevêem - vêm - conclue-se



(TRE-MG) Nas questões de 148 a 150, tendo em vista a flexão das formas verbais sublinhadas, assinale:



a) se estiver correto apenas o item I



b) se estiver correto apenas o item II



c) se estiver correto apenas o item III



d) se estiverem corretos os itens I e II



e) se estiverem corretos os itens II e III



148.



I - A partir de hoje, os funcionários que virmos fora do ambiente de trabalho serão demitidos.



II - A fim de que ele reavenha o tempo perdido, é necessário que os amigos o ajudem.



III - Os pacientes se entreteram a olhar a paisagem e não viram a noite chegar.



149.



I - Para que nós requeiramos a recompensa, será preciso que vocês nos ajudem.



II - O livro só foi impresso após a autorização de todos os diretores da gráfica.



III - Se ele não entrever nossas dificuldades, o recurso é não o acompanhar.



150.



I - O bêbado que descompor nossos amigos será convidado a retirar-se.



II - Alguns alunos haviam trazido a notícia de que não haverá recesso na próxima semana.



III - É bem provável que agora eles nomeiem a pessoa certa para o cargo.



151. (TRE-RJ) "E quando os mórmons se viram frente ao problema de povoar um deserto, não hesitaram em sancionar a poligamia." Das sentenças abaixo, construídas com verbos derivados de ver, aquela cuja lacuna se completa corretamente com a forma entre parênteses é:



1.



Os mórmons ....... as dificuldades a serem enfrentadas. (anteveram)

2.



Quando os mórmons ....... as dificuldades a enfrentar, agem corajosamente. (entrevêm)

3.



Os mórmons já se tinham ...... dos recursos necessários para seguir para o deserto. (provisto)

4.



Se os mórmons ....... as dificuldades que enfrentariam, talvez tivessem desistido. (prevessem)

5.



Sempre que os mórmons ....... a história da colonização do deserto, sentir-se-ão honrados. (revirem)



152. (TRE-RO) Assinale a única opção em que o verbo não se encontra na voz passiva:



a) Far-se-ão registros e títulos eleitorais.



b) O cabo eleitoral e o candidato elogiaram-se durante a votação.



c) Apuraram-se rapidamente os votos daquela região.



d) Em outras épocas já se fizeram experiências semelhantes.



e) Ouvia-se do lado de fora o sussurro dos eleitores.



153. (TRE-RO) Observe a frase: Se tu ....... que os eleitores chegam para votar, ....... a porta e .......... -os entrar.



a) veres / abre / deixa d) vires / abre / deixa



b) veres / abra / deixe e) virdes / abri / deixai



c) vires / abra / deixa



154. (FUVEST) Considerando a necessidade de correlação entre tempos e modos verbais, assinale a alternativa em que ela foge às normas da língua escrita padrão:



1.



A redação de um documento exige que a pessoa conheça uma fraseologia complexa e arcaizante.

2.



Para alguns professores, o ensino da língua portuguesa será sempre melhor, se houver o domínio das regras de sintaxe.

3.



O ensino de Português tornou-se mais dinâmico depois que textos de autores modernos foram introduzidos no currículo.

4.



O ensino de Português já sofrera profundas modificações, quando se organizou um Simpósio Nacional para discutir o assunto.

5.



Não fora a coerção exercida pelos defensores do purismo lingüístico, todos teremos liberdade de expressão.



155. (FUVEST) "A ferida foi reconhecida grave. " A transposição acima para a voz ativa está corretamente indicada em:



a) Reconheceu-se a ferida como grave.



b) Reconheceu-se uma grave ferida.



c) Reconheceram a gravidade da ferida.



d) Reconheceu-se que era um ferida grave.



e) Reconheceram como grave a ferida.



156. (TRE-RJ) Alguns tempos do modo indicativo podem ser utilizados com valor imperativo. Está neste caso o verbo sublinhado na seguinte alternativa:



a) Não matarás, diz a Biblía.



b) Faça logo esse serviço!



c) Saiam logo depois do sinal.



d) Prestem atenção ao que foi dito.



e) Não desçam correndo a escada.



157. (TRE-RJ) A alternativa que não apresenta perfeita concordância quanto à conversão da voz ativa para passiva é:



a) Viram-me. / Fui visto.



b) Vamos fazer a lição. / A lição vai ser feita por nós.



c) Abri o caderno. / O caderno tem sido aberto por mim.



d) Devemos preparar tudo. / Tudo deve ser preparado por nós.



e) Meu amigo fazia os trabalhos. / Os trabalhos eram feitos por meu amigo.



158. (TRE-RJ) A alternativa correta quanto à conjugação do verbo sublinhado é:



a) A chegada do projeto detive os políticos.



b) Os políticos desaviram-se por causa das emendas.



c) A comissão de juristas antevira as sugestões animadoras.



d) A emenda contêm margem de fraudes de difícil apuração.



e) O ministro solicitou que o Congresso proposse na decisão.



159. (TRE-RJ) Está correta a forma verbal grifada na seguinte frase:



a) Só poderemos opinar sobre o filme, se o vermos.



b) Os guardas intervieram na luta entre os assistentes.



c) Os policiais mantiam os ladrões sob a mira dos revólveres.



d) Nós passeiávamos diariamente pelas principais praças da cidade.



e) Embora ele seje considerado inteligente raramente faz boas provas.



160. (TRE-RJ) A frase que apresenta erro quanto à conjugação do verbo é:



a) A Justiça Eleitoral compôs com cidadãos as mesas de votação.



b) A Justiça Eleitoral comporia com cidadãos as mesas de votação.



c) A Justiça Eleitoral compusera com cidadãos as mesas de votação.



d) A Justiça se fará quando a Justiça Eleitoral compor com cidadãos as mesas de votação.



e) A Justiça se fará quando a Justiça Eleitoral compuser com cidadãos as mesas de votação.



(TRE-MG) Tendo em vista a flexão dos verbos sublinhados, responda às questões 161 e 162, assinalando para cada questão:



a) se os itens I, II e III estiverem incorretos



b) se apenas os itens I e III estiverem incorretos



c) se apenas os itens II e III estiverem incorretos



d) se apenas o item I estiver incorreto



e) se apenas o item II estiver incorreto



161.



1. Para que não agridamos as pessoas mais próximas, a empresa contratou um psicólogo.

2. O exercício que eu refazer em casa será cobrado, mais tarde, em outra avaliação.

3. Talvez a professora anseie por uma medida que não implique sua demissão.



162.



1. Apesar das informações, acredito que ele possue as qualidades necessárias para ocupar o cargo.

2. Só requeiro um emprego melhor, casa haja apoio total de meus familiares.

3. É possível que estejem preocupados com o resultado das eleições passadas.









163. (IBGE) Assinale a opção que apresenta erro na forma verbal:



a) Os brasileiros mantêm opiniões divergentes a respeito destes assuntos.



b) Nem todos crêem nos resultados de certas pesquisas.



c) Pessoas treinadas intervêm positivamente para dar esclarecimentos.



d) Os recenseadores revêem as respostas dos questionários.



e) Muitos entrevistadores provêem de lugares distantes do país.



164. (CEETEPS) A eletricidade era empregada para acender lâmpadas. Redigiu-se, de outra forma, a frase acima. Assinale a alternativa em que se verifica uma perfeita correspondência entre as duas formas de redação:



a) Empregou-se a eletricidade para acender lâmpadas.



b) A eletricidade poderia ser empregada para acender lâmpadas.



c) Empregava-se a eletricidade para acender lâmpadas.



d) Para acender lâmpadas, emprega-se a eletricidade.



e) A eletricidade será empregada para acender lâmpadas.



165. (CEETEPS) "Ouviam-se os apitos." Substituindo-se o sujeito "apitos" pelo correspondente singular "apito", obtém-se:



a) Ouviam o apito. d) Ouviram o apito.



b) Ouvia o apito. e) Ouvia-se o apito.



c) Ouvi o apito.



166. (CEETEPS) "O controle de várias formas de energia deu ao homem um enorme poder..." No trecho acima, o verbo "dar" pode causar a impressão de que o homem é um ser passivo. Na realidade, porém, sabe-se que o homem procura ser agente. Que alternativa mostra mais claramente o caráter ativo do homem?



1. O controle de várias formas de energia concedeu ao homem um enorme poder.

2. Ao homem foi dado poder pelo controle de várias formas de energia.

3. O homem conquistou um enorme poder com o controle de várias formas de energia.

4 Deu-se ao homem um enorme poder de controlar várias formas de energia.

5 O homem herdou o controle de várias formas de energia.















167. (FATEC) Assinale a alternativa que preenche corretamente as lacunas: .........., entre analistas políticos que, se o governo .......... essa política salarial e se o empresariado não ......... as perdas salariais, .......... sérios problemas estruturais a serem resolvidos e, quando os sindicatos .......... estará instalado o caos total.



a) Comentam-se; manter; repor; haverão; intervierem



b) Comenta-se; mantiver; repuser; haverão; intervirem



c) Comenta-se; mantesse; repuser; haverão; intervierem



d) Comenta-se; mantiver; repuser; haverá; intervierem



e) Comentam-se; manter; repor; haverá; intervirem



168. (FCL-BRAGANÇA) Transpondo para a voz ativa a frase "As testemunhas



seriam ouvidas pelo corregedor", obtém-se a forma verbal:



a) irão ser ouvidas d) deviam ser ouvidas



b) estaria ouvindo e) vai ouvir



c) ouviria



169. (UF-MG) Em todas as alternativas, a lacuna pode ser preenchida pelo verbo indicado entre parênteses, no subjuntivo, exceto em:



a) Olhou para o cão, enquanto esperava que lhe .......... a porta. (abrir)



b) Por que foi que aquela criatura não .......... com franqueza? (proceder)



c) É preciso que uma pessoa se .......... para encurtar a despesa. (trancar)



d) Deixa de luxo, minha filha, será o que Deus .......... . (querer)



e) Se isso me ......... possível, procuraria a roupa. (ser)



170. (UE PONTA GROSSA-PR) Nesse fragmento poético: "Cantando espalharei por toda parte / Se a tanto me ajudar o engenho e arte", encontram-se, respectivamente, formas verbais nominais:



a) participial e infinitiva d) infinitiva e gerundial



b) gerundial e infinitiva e) gerundial e participial



c) infinitiva e participial



171. (MACK)



I - Embora o jogo estivesse monótono, a torcida se exaltou muito;



II - O torcedor gritou tanto que ficara rouco;



III - É preciso que se evita gritar muito. Com relação ao uso dos tempos verbais:



a) somente a I está adequada



b) I, II e III estão adequadas



c) somente a II está adequada



d) somente a I e III estão adequadas



e) I, II e III estão inadequadas



172. (UC-PR) Assinale a alternativa que preenche corretamente as lacunas:



1. O intruso já tinha sido .......... . 2. Não sabia se já haviam .......... a casa.



3. Mais de uma vez lhe haviam .......... a vida. 4. A capela ainda não havia



sido .......... .



a) expulsado, coberto, salvo, benzida



b) expulso, cobrido, salvo, benzida



c) expulsado, cobrido, salvado, benta



d) expulso, coberto, salvado, benta



e) expulsado, cobrido, salvo, benzida



173. (MACK) Assinale a alternativa que completa corretamente a seguinte frase: "Quando .......... mais aperfeiçoado, o computador certamente .......... um eficiente meio de controle de toda a vida social."



a) estivesse - será d) estivesse - era



b) estiver - seria e) estiver - será



c) esteja - era



174. (TTN) Na resposta de um médico a seu paciente, há erro do emprego verbal. Assinale-o: - Doutor, eu preciso tomar o remédio?



a) Convém que você o tome.



b) Se você tomar o remédio, sarará mais rapidamente.



c) É preciso que você tome o remédio.



d) Tome o remédio por mais uma semana.



e) É bom que você toma o remédio.



175. (TTN) Marque a frase em que o verbo está empregado no futuro do pretérito (Frases extraídas da Folha de SP, 05/10/89):



1. "O exército dos EUA em horas poria Noriega para fora do Panamá".

2. "Em Santa Catarina, as concessionárias de transportes coletivos tiveram seus contratos prorrogados sem a necessidade de novas licitações".

3. "Um dos 84 deputados estaduais vai estar ausente da assinatura da Constituição Paulista".

4. "A campanha de Brizola vai entrar em crise daqui a alguns dias".

5. "A visita de Gorbatchev poderá causar manifestações políticas".



176. (TTN) Assinale a alternativa que apresenta incorreção verbal:



1. Observa-se que muitos boatos provêm de algumas pessoas insensatas.

2. Se você quiser reaver os objetos roubados, tome as providências com urgência.

3. Prevendo novos aumentos de preços, muitos consumidores proveram suas casas.

4. O Ministro da Fazenda previu as despesas com o funcionalismo público, em 1989.

5. No jogo de domingo, quando o juiz interviu numa cobrança de falta, foi inábil.



177. (TTN) Assinale a sentença que contém erro na forma verbal:



1. "Examinai todas as coisas e retende o que for melhor". (Extraído de um marcador de páginas)

2. Detenhamo-nos nos aspectos centrais do pensamento marxista para que saibamos extrair dele o que melhor se aproveita para os dias atuais.

3. Para que elaboremos propostas inovadoras, é preciso que ponhamos nossa criatividade a serviço da geração de idéias inusitadas.

4. Mas não caiamos na tentação de julgar todos os dirigentes políticos como se fossem uns aproveitadores, que usam os cargos apenas para se locupletarem.

5. Se almejardes o saber, vades aos livros e conviveis com os sábios.



178. (AFTN) Indique o período correto:



a) Se você reaver seus cruzados retidos, empreste-me algum dinheiro.



1. Se tu reaveres teus cruzados retidos, poderás me emprestar uma parte?

2. Caso você reaveja seus cruzados retidos, pode emprestar-me uns cem mil?

3. Se eu reavesse meus cruzados retidos, emprestar-te-ia uma parte.

4. Todos neste país reaveremos os cruzados bloqueados, nos prazos estipulados pela lei.



179. (UF-MG) Em todas as frases, os verbos estão na voz ativa, exceto em:



1. Ele, que sempre vivera órfão de afeições legítimas e duradouras, como então seria feliz!...

2. O quinhão de ternura que a ela pretendia, estava intacto no coração do filho.

3. Os dois quadros tinham sido ambos bordados por Mariana e Ana Rosa, mãe e filha.

4. E dizia as inúmeras viagens que tinha feito até ali; contava episódios a respeito do boqueirão.

5. Sobre a banca de Madalena estava o envelope de que ele tinha falado



180. (PUC-RJ) "Se eu soubesse ... não tinha aceitado! Indique a opção em que o verbo está flexionado no mesmo tempo, modo e voz de tinha aceitado:



a) "Desse lado do sobrado apoiava-se a uma escarpa da colina. (...)"



b) "Se não fosse isso teria eu vindo?"



c) "(...) como uma riqueza que Deus dá para ser prodigalizada".



d) "(...) nunca a palavra amor fora proferida em referência a nós".



e) "(...) e assumira para comigo o despotismo da mulher amada com paixão".







Gabarito





1 - B 38 - C 75 - A 112 - E 149 - D



2 - C 39 - C 76 - A 113 - D 150 - E



3 - E 40 - B 77 - A 114 - E 151 - E



4 - C 41 - C 78 - B 115 - C 152 - B



5 - B 42 - E 79 - D 116 - D 153 - D



6 - B 43 - C 80 - E 117 - B 154 - E



7 - E 44 - B 81 - B 118 - A 155 - E



8 - E 45 - B 82 - E 119 - B 156 - A



9 - B 46 - D 83 - C 120 - B 157 - C



10 - A 47 - C 84 - D 121 - A 158 - C



11 - E 48 - B 85 - C 122 - D 159 - B



12 - E 49 - A 86 - B 123 - A 160 - D



13 - C 50 - E 87 - D 124 - D 161 - E



14 - C 51 - A 88 - E 125 - B 162 - B



15 - E 52 - C 89 - D 126 - E 163 - E



16 - D 53 - C 90 - D 127 - D 164 - C



17 - E 54 - E 91 - C 128 - B 165 - E



18 - D 55 - D 92 - B 129 - E 166 - C



19 - C 56 - B 93 - E 130 - E 167 - D



20 - B 57 - C 94 - E 131 - D 168 - C



21 - B 58 - B 95 - D 132 - A 169 - B



22 - E 59 - E 96 - D 133 - B 170 - B



23 - E 60 - C 97 - A 134 - D 171 - A



24 - D 61 - A 98 - D 135 - D 172 - D



25 - E 62 - B 99 - C 136 - C 173 - E



26 - E 63 - A 100 - B 137 - C 174 - E



27 - B 64 - D 101 - C 138 - A 175 - A



28 - E 65 - D 102 - D 139 - D 176 - E



29 - E 66 - A 103 - E 140 - B 177 - E



30 - D 67 - D 104 - D 141 - D 178 - E



31 - E 68 - D 105 - E 142 - B 179 - D



32 - C 69 - C 106 - D 143 - B 180 - E



33 - B 70 - B 107 - D 144 - B



34 - E 71 - C 108 - D 145 - C



35 - E 72 - E 109 - A 146 - D



36 - B 73 - C 110 - A 147 - D

37 - E 74 - E 111 - E 148 -





c) Sê prudente: não fale da vida alheia.



d b) Não intervenhais no que não v os diz respeito.) Faze o que te pedem e não reclames.



e) Mede tuas palavras e não te desanimes.



54. (UFF) Das frases que seguem, uma traz erradA







Advérbios







Advérbio é a palavra invariável que modifica o sentido do verbo, acrescentando a ele determinadas circunstâncias de tempo, de modo, de intensidade, de lugar, etc. Ex.



Um lindo balão azul atravessava o céu.

Um lindo balão azul atravessava lentamente o céu.



Nesse caso, lentamente modifica o verbo atravessar, pois acrescenta uma idéia de modo. Os advérbios de intensidade têm uma característica particular, pois além de intensificar o verbo, eles podem intensificar o sentido de adjetivos e de outros advérbios. Ex.



Nosso amigo é inteligente demais.

As encomendas chegaram muito tarde.



• Locução Adverbial



Locução adverbial é toda expressão formada por mais de uma palavra e que funciona como advérbio. Ex.



As notícias chegaram cedo.

As notícias chegaram de manhã.



• Classificação do Advérbio



Dependendo da circunstância que expressam, os advérbios classificam-se em:



Lugar: lá, aqui, acima, por fora, etc.

Modo: bem, mal, assim, devagar, às pressas, pacientemente, etc.

Dúvida: talvez, possivelmente, acaso, porventura, etc.

Negação: não, de modo algum, de forma nenhuma, etc.

Afirmação: sim, realmente, com certeza, etc.

Intensidade: muito, demais, pouco, tão, menos, em excesso, etc.

Tempo: agora, hoje, sempre, logo, de manhã, às vezes, etc.



• Palavras Denotativas



Existem palavras e locuções semelhantes aos advérbios, as palavras denotativas, que indicam idéia de:



Inclusão: até, mesmo, inclusive, etc.

Exclusão: só, apenas, menos, etc.

Retificação: isto é, aliás, ou melhor, etc.

Explicação: por exemplo, ou seja, etc.













Preposição





Preposição é a classe de palavras que liga palavras entre si; é invariável; estabelece relação de vários sentidos entre as palavras que liga.



Sintaticamente, as preposições não exercem propriamente uma função: são consideradas conectivos, ou seja, elementos de ligação entre termos oracionais. As preposições podem introduzir:



• Complementos verbais: Obedeço “aos meus pais”.

• Complementos nominais: continuo obediente “aos meus pais”.

• Locuções adjetivas: É uma pessoa “de caráter”.

• Locuções adverbiais: Naquele momento agi “com cuidado”.

• Orações reduzidas: “Ao chegar”, foi abordado por dois ladrões.



As preposições podem ser de dois tipos:



1. Preposição essencial: sempre funciona como preposição.

Exemplo: a, ante, de, por, com, em, sob, até...



2. Preposição acidental: palavra que, além de preposição, pode assumir outras funções morfológicas.

Exemplo: consoante, segundo, mediante, tirante, fora, malgrado...



Locução prepositiva



Chamamos de locução prepositiva ao conjunto de duas ou mais palavras que têm o valor de uma preposição. A última palavra dessas locuções é sempre uma preposição.



Exemplos: por causa de, ao lado de, em virtude de, apesar de, acima de, junto de, a respeito de...



As preposições podem combinar-se com outras classes gramaticais.



Exemplos: do (de + artigo o)

no (em + artigo o)

daqui (de + advérbio aqui)

daquele (de + o pronome demonstrativo aquele)



Emprego das preposições



- as preposições podem estabelecer variadas relações entre os termos que ligam.



Ex.: Limpou as unhas com o grampo (relação de instrumento)

Estive com José (relação de companhia)

A criança arrebentava de felicidade (relação de causa)

O carro de Paulo é novo(relação de posse)



- as preposições podem vir unidas a outras palavras.

Temos combinação quando na junção da preposição com outra palavra não houver perda de elemento fonético.

Temos contração quando na junção da preposição com outra palavra houver perda fonética.





- a preposição a pode se fundir com outro a, essa fusão é indicada pelo acento grave ( `), recebe o nome de crase.

Ex.: Vou à escola (a+a)





Preposição + Artigos



De + o(s) = do(s)



De + a(s) = da(s)



De + um = dum



De + uns = duns



De + uma = duma



De + umas = dumas



Em + o(s) = no(s)



Em + a(s) = na(s)



Em + um = num



Em + uma = numa



Em + uns = nuns



Em + umas = numas



A + à(s) = à(s)



Por + o = pelo(s)



Por + a = pela(s)



Preposição + Pronomes



De + ele(s) = dele(s)



De + ela(s) = dela(s)



De + este(s) = deste(s)



De + esta(s) = desta(s)



De + esse(s) = desse(s)



De + essa(s) = dessa(s)



De + aquele(s) = daquele(s)



De + aquela(s) = daquela(s)



De + isto = disto



De + isso = disso



De + aquilo = daquilo



De + aqui = daqui



De + aí = daí



De + ali = dali



De + outro = doutro(s)



De + outra = doutra(s)



Em + este(s) = neste(s)



Em + esta(s) = nesta(s)



Em + esse(s) = nesse(s)



Em + aquele(s) = naquele(s)



Em + aquela(s) = naquela(s)



Em + isto = nisto



Em + isso = nisso



Em + aquilo = naquilo



A + aquele(s) = àquele(s)



A + aquela(s) = àquela(s)



A + aquilo = àquilo



Dicas sobre preposição



1. O “a” pode funcionar como preposição, pronome pessoal oblíquo e artigo. Como distingui-los?



- Caso o “a” seja um artigo, virá precedendo a um substantivo. Ele servirá para determiná-lo como um substantivo singular e feminino.



- A dona da casa não quis nos atender.

- Como posso fazer a Joana concordar comigo?



- Quando é preposição, além de ser invariável, liga dois termos e estabelece relação de subordinação entre eles.



- Cheguei a sua casa ontem pela manhã.

- Não queria, mas vou ter que ir a outra cidade para procurar um tratamento adequado.



- Se for pronome pessoal oblíquo estará ocupando o lugar e/ou a função de um substantivo.



- Temos Antônia como parte da família. / A temos como parte da família

- Creio que conhecemos nossa mãe melhor que ninguém. / Creio que a conhecemos melhor que ninguém.



2. Algumas relações semânticas estabelecidas por meio das preposições:



Destino



Irei para casa.



Modo



Chegou em casa aos gritos.



Lugar



Vou ficar em casa;



Assunto



Escrevi um artigo sobre adolescência.



Tempo



A prova vai começar em dois minutos.



Causa



Ela faleceu de derrame cerebral.



Fim ou finalidade



Vou ao médico para começar o tratamento.



Instrumento



Escreveu a lápis.



Posse



Não posso doar as roupas da mamãe.



Autoria



Esse livro de Machado de Assis é muito bom.



Companhia



Estarei com ele amanhã.



Matéria



Farei um cartão de papel reciclado.



Meio



Nós vamos fazer um passeio de barco.



Origem



Nós somos do Nordeste, e você?



Conteúdo



Quebrei dois frascos de perfume.



Oposição



Esse movimento é contra o que eu penso.



Preço



Esse roupa sai por R$ 50 à vista.







Conjunção







Conjunção é a palavra invariável que liga duas orações ou dois termos semelhantes de uma mesma oração.



CLASSIFICAÇÃO

- Conjunções Coordenativas

- Conjunções Subordinativas



CONJUNÇÕES COORDENATIVAS

Dividem-se em:



- ADITIVAS: expressam a idéia de adição, soma.



Observe os exemplos:



- Ela foi ao cinema e ao teatro.

- Minha amiga é dona-de-casa e professora.

- Eu reuni a família e preparei uma surpresa.

- Ele não só emprestou o joguinho como também me ensinou a jogar.



Principais conjunções aditivas: e, nem, não só...mas também, não só...como também.



- ADVERSATIVAS

Expressam idéias contrárias, de oposição, de compensação. Exemplos:



- Tentei chegar na hora, porém me atrasei.

- Ela trabalha muito mas ganha pouco.

- Não ganhei o prêmio, no entanto dei o melhor de mim.

- Não vi meu sobrinho crescer, no entanto está um homem.



Principais conjunções adversativas: mas, porém, contudo, todavia, no entanto, entretanto.



ALTERNATIVAS

Expressam idéia de alternância.



- Ou você sai do telefone ou eu vendo o aparelho.

- Minha cachorra ora late ora dorme.

- Vou ao cinema quer faça sol quer chova.



Principais conjunções alternativas: Ou...ou, ora...ora, quer...quer, já...já.



CONCLUSIVAS

Servem para dar conclusões às orações. Exemplos:



- Estudei muito por isso mereço passar.

- Estava preparada para a prova, portanto não fiquei nervosa.

- Você me ajudou muito; terá, pois sempre a minha gratidão.



Principais conjunções conclusivas: logo, por isso, pois (depois do verbo), portanto, por conseguinte, assim.



EXPLICATIVAS

Explicam, dão um motivo ou razão:



- É melhor colocar o casaco porque está fazendo muito frio lá fora.

- Não demore, que o seu programa favorito vai começar.



Principais conjunções explicativas: que, porque, pois (antes do verbo), porquanto.



CLASSIFICAÇÃO DAS CONJUNÇÕES SUBORDINATIVAS

CAUSAIS

Principais conjunções causais: porque, visto que, já que, uma vez que, como (= porque). Exemplos:



- Não pude comprar o CD porque estava em falta.

- Ele não fez o trabalho porque não tem livro.

- Como não sabe dirigir, vendeu o carro que ganhou no sorteio.



COMPARATIVAS

Principais conjunções comparativas: que, do que, tão...como, mais...do que, menos...do que.



- Ela fala mais que um papagaio.



CONCESSIVAS

Principais conjunções concessivas: embora, ainda que, mesmo que, apesar de, se bem que.



Indicam uma concessão, admitem uma contradição, um fato inesperado.Traz em si uma idéia de “apesar de”.



- Embora estivesse cansada, fui ao shopping. (= apesar de estar cansada)

- Apesar de ter chovido fui ao cinema.



CONFORMATIVAS



Principais conjunções conformativas: como, segundo, conforme, consoante



- Cada um colhe conforme semeia.

- Segundo me disseram a casa é esta.



Expressam uma idéia de acordo, concordância, conformidade.



CONSECUTIVAS

Expressam uma idéia de conseqüência.



Principais conjunções consecutivas: que ( após “tal”, “tanto”, “tão”, “tamanho”).



- Falou tanto que ficou rouco.

- Estava tão feliz que desmaiou.



FINAIS

Expressam idéia de finalidade, objetivo.



- Todos trabalham para que possam sobreviver.

- Viemos aqui para que vocês ficassem felizes.



Principais conjunções finais: para que, a fim de que, porque (=para que),



PROPORCIONAIS

Principais conjunções proporcionais: à medida que, quanto mais, ao passo que, à proporção que.



- À medida que as horas passavam, mais sono ele tinha.

- Quanto mais ela estudava, mais feliz seus pais ficavam.



TEMPORAIS

Principais conjunções temporais: quando, enquanto, logo que.



- Quando eu sair, vou passar na locadora.

- Chegamos em casa assim que começou a chover.

- Mal chegamos e a chuva desabou.



Obs: Mal é conjunção subordinativa temporal quando equivale a "logo que".



O conjunto de duas ou mais palavras com valor de conjunção chama-se locução conjuntiva.



Exemplos: ainda que, se bem que, visto que, contanto que, à proporção que.



Algumas pessoas confundem as circunstâncias de causa e conseqüência. Realmente, às vezes, fica difícil diferenciá-las.



Observe os exemplos:

- Correram tanto, que ficaram cansados.



“Que ficaram cansados” aconteceu depois deles terem corrido, logo é uma conseqüência.

Ficaram cansados porque correram muito.



“Porque correram muito” aconteceu antes deles ficarem cansados, logo é uma causa.





Interjeição





Interjeição é a palavra invariável que exprime emoções, sensações, estados de espírito, ou que procura agir sobre o interlocutor, levando-o a adotar certo comportamento sem que, para isso, seja necessário fazer uso de estruturas lingüísticas mais elaboradas.



• Ah! Pode exprimir prazer, deslumbramento, decepção;

• Psiu! Pode indicar que se está querendo atrair a atenção do interlocutor, ou que deseja que ele faça silêncio.



Outras interjeições e locuções interjetivas podem expressar:



• Alegria: oh!, ah!, oba!, viva!;

• Dor: ai!, ui!;

• Espanto, surpresa: oh!, ah!, ih!, opa!, céus!, puxa!, chi!, gente!, hem?!, meu Deus!, uai!;

• Chamamento: olá!, alô!, ô!, oi!, psiu!, psit!, ó!;

• Medo: uh!, credo!, cruzes!, Jesus!, ai!;

• Desejo: tomara!, oxalá!, queira Deus!, quem me dera!;

• Pedido de silêncio: psiu!, caluda!, quieto!, bico fechado!;

• Estímulo: eia!, avante!, upa!, firme!, toca!;

• Afugentamento: xô!, fora!, rua!, toca!, passa!, arreda!;

• Alívio: ufa!, uf!, safa!;

• Cansaço: ufa!.



A compreensão de uma interjeição depende da análise do contexto em que ela aparece.

Quando a interjeição é expressa por mais de um vocábulo, recebe o nome de locução interjetiva.

Ora bolas!, cruz credo!, puxa vida!, valha-me Deus!, se Deus quiser!

Macacos me mordam!



A interjeição é considerada palavra-frase, caracterizando-se como uma estrutura à parte. Não desempenha função sintática.









Unidade 4 – Sintaxe











A sintaxe é a parte da gramática que estuda a disposição das palavras na frase e a das frases no discurso, bem como a relação lógica das frases entre si. Ensina a construção gramatical.





Vamos começar bem devagar, mostrando primeiro as classificações de frases.



As frases são classificadas pelo sentido expresso da entonação e de acordo com a sua construção, tais como:



a) Pela entonação



* Declarativa

- pode ser afirmativa: "Você é um ardoroso defensor do meio ambiente".

- pode ser negativa: "Você não é um ardoroso defensor do meio ambiente".



* Interrogativa

- "Você é um ardoroso defensor do meio ambiente?".



* Exclamativa

- "Você é um ardoroso defensor do meio ambiente!".



* Imperativa

- "Defenda o meio ambiente".



b) Pela construção



* Nominal

- quando a frase é construída sem verbo: "Água!"; "Bonita camisa, Fernandinho!"; "Nome às bolas"; "Trabalho digno desse lixeiro".



* Verbal

- quando a frase é construída com verbo: "O sol da meia-noite surge no ártico"; "Estou radiante, pois hoje comemora-se o 'Dia da Sogra'".











Oração e Período



Oração



Como escrevemos na edição anterior, a oração é a construção gramatical composta de sujeito e predicado. Vamos estudar esses dois elementos oportunamente.



A oração é uma frase estruturada em torno de um verbo ou locução verbal.



Uma oração é uma frase verbal quando:



* A frase tiver sentido completo e

* Contiver verbo.



Exemplos:



* Grande parte da população necessita de saneamento básico.

* Madalena terminou o seu trabalho.



Ou pode ser uma frase estruturada em uma locução verbal.



Exemplos:



* Você pode tornar um sonho real.

* Não deixe de fazer o necessário.



É preciso atenção porque nem toda frase é oração! Exemplo?



* Que dia maravilhoso!



Esse enunciado faz sentido, portanto é frase. Mas não é oração, porque não tem verbo.



E também, pasme, nem toda oração é frase!



* Desejamos que Buarque conserte o Brasil.



O enunciado acima é formado pelos verbos desejar e consertar. E a cada verbo forma-se uma oração:



* 1ª oração - Desejamos

* 2ª oração - que Buarque conserte o Brasil.



Perceba que cada oração isolada não tem sentido completo. Mas para formar a frase foi preciso juntar as duas orações.



Período



Período é a oração absoluta ou reunião de orações que formam sentido completo. Toda frase verbal é chamada de período.



Exemplos:



* Que saudades sentimos da década de 70!

* As portas fecharam-se ao emprego estável.



O período é classificado em simples e composto:



Exemplos de períodos simples (apenas um verbo):



* O barulho do motor do ônibus nos incomodou a viagem inteira.

incomodou -> verbo formando uma oração



* Uma forte neblina vai começar agora mesmo.

vai começar -> locução verbal formando uma oração



Exemplos de períodos compostos (dois verbos/locuções verbais ou mais):



* Robinho chutou quando foi marcado pênalti.

1ª oração -> Robinho chutou (verbo)

2ª oração -> quando foi marcado pênalti (locução verbal)



* Era de dia, tinha muita gente na rua, mas começava a chover forte.

1ª oração -> Era de dia (verbo)

2ª oração -> tinha muita gente na rua (verbo)

3ª oração -> mas começava a chover forte (locução verbal)



A maneira prática de se saber quantas orações existem em um período é contar os verbos e/ou as locuções verbais.









Termos da oração



Já vimos anteriormente frase, oração, período e classificações. Agora vamos abordar os termos da oração. É um assunto muito importante e a sua compreensão facilita a construção correta de frases.



O que são termos da oração?



É a palavra ou grupo de palavras, dentro da oração, que desempenha função sintática.



E o que é função sintática?



É a relação estabelecida entre palavras ou grupo de palavras. O estudo de função sintática se dá, portanto, dividindo-se a oração em partes e termos.



Exemplos:



* Ninguém entoava a melodia do cantor.



Ninguém > termo palavra

entoava > termo palavra

a melodia do cantor > termo grupo de palavras.



* A reforma tributária não pode fracassar.



A reforma tributária > termo grupo de palavras

não > termo palavra

pode fracassar > termo grupo de palavras.



A oração pode ser composta então de:



* Termos essenciais;

* Termos integrantes;

* Termos acessórios.



Termos essenciais da oração > sujeito e predicado



Os termos essenciais, isto é, o sujeito e o predicado, dão significado à frase.



O que é o sujeito?



Sujeito é o termo da oração sob o qual cai a referência para pessoas, animais, objetos e outros. A maneira prática de identificar o sujeito na frase é inserir o pronome "quem" como pergunta na própria frase.



Exemplos:



* Buarque é o novo presidente.

"Quem é o novo presidente?

Sujeito > Buarque



* O vento soprava muito forte.

"Quem soprava muito forte?

Sujeito > O vento



E o que é o predicado?



Predicado é o termo da oração que identifica ou informa algo sobre o sujeito. Contém o verbo. A maneira prática de identificar o sujeito na frase é inserir as expressões "o que", "como" ou "quando" para a pergunta na própria frase.



Exemplos:



* Buarque é o novo presidente.

"Buarque é o que?"

Predicado > é o novo presidente.



* O vento soprava muito forte.

"O vento soprava como?

Predicado> soprava muito forte.









O estudo do sujeito



Como vimos na edição anterior, sujeito é o termo da oração sob o qual cai a referência para pessoas, animais, objetos e outros. Agora vamos ver a posição do sujeito, o núcleo do sujeito, tipos de sujeito e as orações sem sujeito.



Posição do sujeito



Dependendo da posição de seus termos, a oração pode estar configurada da seguinte forma:



* Na ordem direta (sujeito antes do predicado)



Exemplo: Os meninos brincavam alegremente.



Sujeito na ordem direta: Os meninos

Predicado: brincavam alegremente.



* Na ordem inversa (sujeito depois do predicado)



Exemplo:Brincavam despreocupados os meninos.



Sujeito na ordem indireta: os meninos.

Predicado: Brincavam despreocupados



* Sujeito no meio do predicado



Exemplo: Alegremente, os meninos brincavam



Sujeito: os meninos

Predicado: Alegremente

Predicado: brincavam.



Núcleo do sujeito



Núcleo é a palavra principal ou base do sujeito. O predicado sempre faz referência ao núcleo do sujeito, isto é, diz algo a respeito. Exemplos:



* Um enxame de abelhas sobrevoava a plantação.



Sujeito: Um enxame de abelhas

Núcleo do sujeito: Um enxame

Predicado: sobrevoava a cidade.



* Gato escaldado tem medo de água fria.



Sujeito: Gato escaldado

Núcleo do sujeito: Gato

Predicado: tem medo de água fria.



* Os meus dois amores são lindos.



Sujeito: Os meus dois amores

Núcleo do sujeito: amores

Predicado: são lindos.



Observação



O núcleo do sujeito compõe-se de um substantivo ou

qualquer outra palavra com valor de substantivo. Exemplos:



* Os astronautas subiram ao céu.



Substantivo: astronautas



* Eles foram ao médico.



Pronome substantivo: Eles



* Sorrir é saudável.



Palavra substantivada: Sorrir



Tipos de sujeito



O sujeito pode ser determinado e indeterminado.



Sujeito determinado



É aquele possível de determinar na oração. Exemplos:



* Romário voltou para o Flamengo.

* Alguém soltou um pum!

* (eu) Aprendi a ser humilde.



O sujeito, uma vez determinado, pode ser simples, composto e implícito.



Sujeito simples



Possui apenas um núcleo. Exemplo:



* A simples ocasião era favorável a todos.



Sujeito simples: A simples ocasião

Núcleo do sujeito: ocasião



Sujeito composto



Possui dois ou mais núcleos. Exemplo:



* O Pai, o Filho e o Espírito Santo constituem a trindade.



O Pai, o Filho e o Espírito Santo: sujeito composto

Pai: núcleo do sujeito

Filho: núcleo do sujeito

Espírito Santo: núcleo do sujeito



Sujeito implícito



É aquele que não está expresso na oração, mas é reconhecido pela desinência verbal. Exemplos:



* (eu) Convidei você para uma palestra.



Sujeito implícito (ou oculto): eu



* (nós) Convocaremos já um inquérito!



Sujeito implícito (ou oculto): nós





Sujeito indeterminado



É aquele que não está expresso na oração, e nenhum outro termo fornece elementos para o seu reconhecimento. Exemplos:



* Levaram a minha carteira, seu guarda!



* Come-se e bebe-se muito bem na Itália.



Note que nesses exemplos na oração inteira o predicado está expresso. Mas não se pode determinar sobre quem recai a informação.



O sujeito indeterminado pode ser construído de duas maneiras:



1.



Colocando-se o verbo na 3ª pessoa do plural. Exemplo:



Mandaram o vovô dançar na gafieira.

2.



Colocando-se o verbo na 3ª pessoa do singular acompanhado do pronome "se". Exemplo:



Precisa-se de muambeiros.



Orações sem sujeito



Embora o sujeito seja um termo essencial, é possível que haja orações constituídas apenas do predicado. É o caso das orações formadas com determinados verbos.



* HAVER - na acepção de existir, acontecer, realizar-se e fazer. Exemplos:



Há muita gente querendo se locupletar. (existem)

Houve um acidente na BR 262. (aconteceu)

Houve uma grande passeata na Savassi. (realizou-se)

Há muitos anos que eu não vou a São Paulo. (faz)



* FAZER, SER e ESTAR - na acepção de tempo transcorrido ou tempo relativo ao fenômeno da natureza. Exemplos:



Faz dias que não o vejo.

Era tarde quando o caminhão chegou.

Estava um verão maravilhoso.



* Verbos que expressam fenômenos da natureza. Os chamados verbos defectivos: chover, nevar, ventar, gear, trovejar, relampejar, anoitecer, etc. Exemplos:



Chove muito em Belo Horizonte.

Anoitece mais tarde no verão.

Trovejou e relampejou muito antes de cair o temporal.



Nota: os verbos das orações sem sujeito chamam-se impessoais. São utilizados na 3ª pessoa do singular e, se acompanhados de auxiliares, transmitem a eles sua impessoalidade. Exemplo:



Faz cinco anos que me formei.

Vai fazer cinco anos que me formei.



É bom saber



* Que o verbo "ser", impessoal, concorda com o predicativo. Sendo assim, aparece na 3ª pessoa do plural. Exemplo:



É uma hora da manhã.

São seis horas da tarde.



* Que os verbos que exprimem fenômenos da natureza, quando usados no sentido figurado, deixam de ser impessoais. Exemplo:



Amanheci indisposto. (eu)

Choveram denúncias sobre o Silveirinha. (denúncias)













O estudo do predicado



O estudo do predicado é mais complexo, mas é o que realmente determina a boa formação de uma frase.



O predicado, como já vimos, é o termo da oração que contém o verbo. Não obstante o sujeito e o predicado serem termos essenciais da oração, há situações (com verbos impessoais) em que a oração não possui sujeito. Mas se a oração é estruturada em torno de um verbo e ele está contido no predicado, não é possível existir uma oração sem predicado. Exemplos:



* O presidente Lula viajou para Davos.



Sujeito: O presidente Lula

Predicado: viajou para Davos.



* Choveu torrencialmente no Rio de Janeiro.



Sujeito: sem sujeito

Predicado: Choveu torrencialmente no Rio de Janeiro.



Verbo quanto à predicação



Existem verbos que expressam AÇÃO. São os chamados verbos significativos. E esses verbos significativos classificam-se em:



* Verbos intransitivos

* Verbos transitivos



Verbo intransitivo



É aquele que expressa a idéia completa da ação, sem necessitar, no entanto, de um outro termo para completar o seu sentido, ou seja, sua ação não transita. Exemplos com sujeito simples e verbo intransitivo:



* O menino brinca.

* O sol raiou.

* As flores murcham.



Perceba que o verbo intransitivo sozinho poderá formar o predicado ou, ainda, aparecer acompanhado de palavras ou expressões indicativas de lugar, tempo, modo, intensidade etc. Exemplo:



* As flores desabrocham na primavera.









Verbo Transitivo



Recordando o módulo anterior, vimos que o verbo intransitivo é aquele que expressa a idéia completa de ação.



Já o verbo transitivo não expressa a idéia completa de ação. Necessita de outro termo para completar o seu sentido. Por isso a grafia "transitivo", isto é, a ação transita. Portanto, para que a frase tenha um sentido completo, o verbo transitivo necessita do complemento verbal ou objeto. Exemplos:



* O povo viu o ladrão.



Sujeito simples: O povo

Verbo transitivo: viu

Complemento verbal ou objeto: o ladrão.



* Os parlamentares necessitam de melhor remuneração.



Sujeito simples: Os parlamentares

Verbo transitivo: necessitam

Complemento verbal ou objeto: de melhor remuneração.



Agora um detalhe sutil para a correta formação de frases. O verbo transitivo divide-se em:



* Transitivo direto

* Transitivo indireto



O verbo transitivo direto transita diretamente para o complemento -que chamamos de objeto direto- e não exige preposição. Exemplos:



* Derrubaram o muro de Berlim.



Sujeito indeterminado: ?

Verbo transitivo direto: Derrubaram

Objeto direto: o muro de Berlim.



* Os banqueiros tiveram muito lucro.



Sujeito simples: Os banqueiros

Verbo transitivo direto : tiveram

Objeto direto: muito lucro.



* Ouvimos música alegre.



Sujeito oculto (ou implícito): Nós

Verbo transitivo direto: ouvimos

Objeto direto: música alegre.



Já no verbo transitivo indireto a ação transita indiretamente para o complemento por intermédio de uma preposição. É o chamado objeto indireto. Exemplos:



* Eu acredito em Deus.



Sujeito simples: Eu

Verbo transitivo indireto: acredito

Objeto indireto: em Deus.

Preposição: em



* Todos nós necessitamos de carinho e compreensão.



Sujeito simples: Todos nós

Verbo transitivo indireto: necessitamos

Objeto indireto: de carinho e compreensão.

Preposição: de



* Não concordamos com Vossa Excelência!



Sujeito oculto (ou implícito): Nós

Verbo transitivo indireto: concordamos

Objeto indireto: com Vossa Excelência.

Preposição: com



Mas existe uma situação em que o verbo pode ser simultaneamente transitivo direto e indireto, isto é, apresentar dois complementos (objeto direto e indireto). Isso porque a ação contida no verbo transita para o complemento direta e indiretamente ao mesmo tempo. Exemplos:



* O presidente recebeu elogios da imprensa internacional.



Sujeito simples: O presidente

Verbo transitivo direto e indireto: recebeu

objeto direto: elogios

Objeto indireto: da imprensa internacional.

Preposição: de "+ artigo a"



* Escrevi um texto para o "Jornal dos Amigos".



Sujeito oculto (ou implícito): Eu

Verbo transitivo direto e indireto: Escrevi

Objeto direto: um texto

Objeto indireto: para o "Jornal dos Amigos".

Preposição: para



* Proporciono a você momentos de reflexão.



Sujeito oculto (ou implícito): Eu

Verbo transitivo direto e indireto: Proporciono

Objeto indireto: a você

Objeto direto: momentos de reflexão.

Preposição: a











Verbo de Ligação



É aquele que qualifica o sujeito no predicado. Os principais verbos de ligação são: ter, haver, ser, estar, ficar, permanecer, parecer, andar. Exemplo:



* O Brasil é um grande país.



Sujeito: O Brasil

Predicado: é um grande país.

Verbo de ligação (estado permanente): é

Característica do sujeito ou sua qualificação:

um grande país.



Paschoalin & Spadoto define que "os verbos de ligação expressam estado e que não são significativos". Diz ainda que, expressando o estado, liga características ao sujeito, estabelecendo entre eles (sujeito e características) certos tipos de relações. Exemplos:



* Manoel está feliz.



Sujeito simples: Manoel

Predicado: está feliz.

Verbo de ligação (estado): está

Característica do sujeito: feliz.



* O ministro e o seu assessor pareciam irritados.



Sujeito composto: O ministro e o seu assessor

Predicado: pareciam irritados.

Verbo de ligação (estado aparente): pareciam

Característica do sujeito: irritados



Os verbos de ligação podem expressar:



* Estado permanente: ser, viver



* Estado transitório: estar, andar, achar-se, encontrar-se



* Estado mutatório: Ficar, virar, tornar-se, fazer-se



* Estado de continuidade: continuar, permanecer



* Estado aparente: parecer



Nota importante: Exatamente porque o verbo de ligação qualifica o sujeito no predicado (nesse caso dá-se o nome de predicativo), na frase não pode haver a separação, por vírgula, do sujeito do predicado.











Predicados verbal, nominal e verbo-nominal



Esses predicados são classificados segundo as informações neles contidas.



Predicado verbal



É aquele que informa a ação. Exemplos:



* Os políticos lutam por melhores salários.

Sujeito: Os políticos

Predicado verbal: lutam por melhores salários

Núcleo do predicado verbal: lutam



* O menino socorreu a menina do velho tarado.

Sujeito: O menino

Predicado verbal: socorreu a menina do velho tarado.

Núcleo do predicado verbal: socorreu



* Acenderam-se as chamas.

Sujeito: as chamas.

Predicado verbal: Acenderam-se

Núcleo do predicado verbal: acenderam



Como vimos, o núcleo do predicado verbal é o verbo. E para que o verbo seja o núcleo do predicado verbal é preciso que esse verbo encerre a noção ou uma idéia de ação.



O predicado verbal pode ser formado por:



* Verbo intransitivo

* Verbo transitivo (direto e indireto).



Exemplos:



* As terras arenosas não produzem.

Sujeito: As terras arenosas

Núcleo do predicado, verbo intransitivo: produzem



* Os palhaços fazem a festa.

Sujeito: Os palhaços

Núcleo do predicado, verbo transitivo: fazem

Objeto direto: a festa.



* Eu concordo com o contrato.

Sujeito: Eu

Núcleo do predicado, verbo transitivo: concordo

objeto indireto: com o contrato.



* Os marujos prestaram uma homenagem ao comandante.

Sujeito: Os marujos

Núcleo do predicado, verbo transitivo direto e indireto: prestaram

Objeto direto: uma homenagem

Objeto indireto: ao comandante.









Predicado nominal



É aquele que informa o estado do sujeito. E nesse caso o verbo empregado é de ligação. Exemplos:



* Romário está feliz.

Sujeito: Romário

Predicado nominal: está feliz.



* Geovanna Antonelli é linda.

Sujeito: Geovanna Antonelli

Predicado nominal: é linda.



Núcleo do predicado nominal



Esse núcleo não é o verbo, mas sim a palavra que indica as características do sujeito contidas no predicado. Exemplos:



* Aquele automóvel era lindo.

Sujeito: Aquele automóvel

Predicado nominal: era lindo.

Núcleo do predicado: lindo.



* O ministro ficou apreensivo.

Sujeito: O ministro

Predicado: ficou apreensivo.

Núcleo do predicado: apreensivo.



* Esta criança permanece irrequieta.

Sujeito: Esta criança

Predicado: permanece irrequieta.

Núcleo do predicado: irrequieta.



Predicativo do sujeito



Trata-se do termo que atribui características ao sujeito por intermédio do verbo. Todo predicado construído com verbo de ligação necessita de predicativo do sujeito. Exemplos:



* Romário continua feliz.

Sujeito: Romário

Predicado nominal: continua feliz.

Verbo de ligação: continua

Predicativo do sujeito: feliz.



* As atitudes de alguns políticos são imperdoáveis.

Sujeito: As atitudes de alguns políticos

Predicado nominal: são imperdoáveis.

Verbo de ligação: são

Predicativo do sujeito: imperdoáveis.



O predicativo do sujeito também pode aparecer com outros verbos. Exemplos:



* Romário saiu insatisfeito.

Sujeito: Romário

Verbo intransitivo: saiu

Predicativo do sujeito: insatisfeito.



* Os motoristas terminaram a greve satisfeitos.

Sujeito: Os motoristas

Verbo transitivo direto: terminaram

Objeto direto: a greve

Predicativo do sujeito: satisfeitos.



O predicativo do sujeito pode ser representado por



* um adjetivo ou locução adjetiva

* um substantivo ou palavra substantivada

* um pronome substantivo

* um numeral.



Adjetivo ou locução adjetiva



* O seu aroma é maravilhoso.

Sujeito: O seu aroma

Predicado nominal: é maravilhoso.

Predicativo do sujeito e adjetivo: maravilhoso.



* A refeição estava deliciosa.

Sujeito: A refeição

Predicado nominal: estava deliciosa.

Predicativo do sujeito e adjetivo: deliciosa.



Substantivo ou palavra substantivada



* Aquele cara parece uma bola.

Sujeito: Aquele cara

Predicado nominal: parece uma bola.

Predicativo do sujeito: uma bola.

Substantivo: bola.



* Recordar é viver.

Sujeito: Recordar

Predicado nominal: é viver.

Predicativo do sujeito e palavra substantivada: viver.



Pronome substantivo



* Meu texto não é esse.

Sujeito: Meu texto

Predicado nominal: não é esse.

Predicativo do sujeito e pronome substantivo: esse.



Numeral



* Nós somos onze em campo.

Sujeito: Nós

Predicado nominal: somos onze em campo.

Predicativo do sujeito e numeral: onze



Estrutura do predicado nominal



Essa formação dá-se por dois termos básicos:



* Verbo de ligação

* Predicativo do sujeito.



A palavra central do predicativo é o núcleo do predicado. Exemplos:



* Eu sempre ficava nervoso.

Sujeito: Eu

Predicado nominal: sempre ficava nervoso.

Verbo de ligação: ficava

Predicativo do sujeito e núcleo do predicado: nervoso.



* As mulheres parecem distraídas.

Sujeito: As mulheres

Predicado nominal: parecem distraídas.

Predicativo do sujeito e núcleo do predicado: distraídas





Predicado verbo-nominal



É aquele que expressa uma dupla informação:

ação e estado.



Exemplos:



* Os atletas chegaram exaustos.



Sujeito: Os atletas

Predicado verbo-nominal: chegaram exaustos.

Ação: Os atletas chegaram.

Estado: Os atletas estavam exaustos.



* Os artistas terminaram a apresentação contentes.



Sujeito: Os artistas

Predicado: terminaram a apresentação contentes.

Ação: Os artistas terminaram a apresentação.

Estado: Os artistas estavam contentes.



Repare que houve a fusão de dois predicados: um verbal e outro nominal.





Distinção entre predicativo do objeto e adjunto adnominal do objeto



O predicativo do objeto não pertence ao mesmo termo do objeto. Prova é que, se substituirmos o objeto direto pelos pronomes o, a, os e as, o predicativo do objeto continuará sendo expresso.



Exemplo:



* Os garimpeiros acharam o ouro valioso.

Objeto direto: o ouro

Predicativo do objeto: valioso.



* Os garimpeiros acharam-no valioso.

Objeto direto: no

Predicativo do objeto: valioso.



O adjunto adnominal pertence ao mesmo termo do objeto. Se se substituir o objeto direto pelos pronomes o, a, os, as, o adjunto deixará de ser expresso. Sua inclusão tornaria a frase gramaticalmente incorreta.



Exemplo:



* Os ladrões fizeram um assalto fácil.

Objeto direto: um assalto

Adjunto adnominal: fácil



* Os ladrões fizeram-no.

Objeto direto: no



Estrutura do predicado verbo-nominal



O predicado verbo-nominal pode ser formado de:



* Verbo intransitivo + predicativo do sujeito:



O trem partiu rápido.

Sujeito: O trem

Predicado verbo-nominal: partiu rápido.

Verbo intransitivo: partiu

Predicativo do sujeito: rápido.



* Verbo transitivo + predicativo do sujeito:



Os ladrões fizeram o assalto tranqüilos.

Sujeito: Os ladrões

Predicado verbo-nominal: fizeram o assalto tranqüilos.

Verbo transitivo direto: fizeram

Objeto direto: o assalto

Predicativo do sujeito: tranqüilos.



* Verbo transitivo + predicativo do objeto:



Os parlamentares consideraram a lei relevante.

Sujeito: Os parlamentares

Predicado verbo-nominal: consideraram a lei relevante.

Verbo transitivo direto: consideraram

Objeto direto: a lei

Predicativo do objeto: relevante









Sujeito e Vozes do Verbo



Neste módulo é preciso muita atenção. Nas provas de vestibulares e concursos costumam aparecer questões que derrubam muita gente.



Em relação à ação expressa pelo verbo, o sujeito pode aparecer como agente, paciente e agente e paciente da ação verbal.



Sujeito agente - voz ativa



É aquele que pratica, que executa a ação expressa pelo verbo.

O sujeito é agente e o verbo se encontra na voz ativa. Exemplo:



O rapaz partiu o coração da moça.



Sujeito agente: O rapaz

Voz ativa: partiu



Sujeito paciente - voz passiva



É aquele que sofre ou recebe a ação expressa pelo verbo.

Quando o sujeito é paciente, o verbo se encontra na voz passiva.

O termo que indica o responsável pela ação verbal chama-se agente da passiva.

Ele aparece, normalmente, precedido de preposição por, e, com menor freqüência, da preposição de. Exemplos:



O anúncio foi criticado por todos.



Sujeito paciente: O anúncio

Voz passiva: foi criticado

Agente da passiva: todos.





A artista estava rodeada de admiradores.



Sujeito paciente: A artista

Voz passiva: estava rodeada

Agente da passiva: admiradores.



Passagem da voz ativa para a voz passiva



As frases que na voz ativa são formadas com verbos transitivo direto e transitivo direto e indireto podem ser convertidas em estruturas passivas.



Na conversão, ocorrem mudanças de função:



1. O sujeito agente da voz ativa passa a agente da passiva.

2. O objeto direto da voz ativa passa a sujeito paciente da voz passiva.



O verbo, na voz passiva, aparece no particípio precedido de verbo auxiliar.



Exemplo:



VOZ ATIVA



O comerciante vendeu as mercadorias.



Sujeito agente: O comerciante

Voz ativa: vendeu

Objeto direto: as mercadorias.



VOZ PASSIVA



As mercadorias foram vendidas pelo comerciante.



Sujeito paciente: As mercadorias

Voz passiva (constituído por verbo auxiliar e particípio): foram vendidas

Agente da passiva: comerciante.



Sujeito e Vozes do Verbo



Vimos anteriormente:



* Sujeito agente - voz ativa;

* Sujeito paciente - voz passiva e

* Passagem da voz ativa para a voz passiva.



Agora vamos complementar este módulo com os assuntos:



* Estruturas da voz passiva

* Sujeito agente e paciente - voz reflexiva



Estruturas da voz passiva



* Analítica



Quando a frase é construída com o verbo auxiliar "ser" seguido de particípio. Exemplo:



O VT foi reproduzido na íntegra pela emissora.



Sujeito paciente: O VT

Verbo auxiliar: foi

Particípio: reproduzido

Agente da passiva: emissora.



O agente da passiva pode surgir de forma indeterminada:



A maior parte dos livros foi queimada.



Sujeito paciente: A maior parte dos livros

Voz passiva: foi queimada.



* Sintética



Quando a frase é construída com verbo transitivo direto acompanhado do pronome "se". Chama-se também de PASSIVA PRONOMINAL. Exemplo:



Reproduziu-se a bactéria no laboratório.



Sujeito paciente: a bactéria



Na passiva sintética o agente da passiva é indeterminado e o verbo concorda com o sujeito. Exemplos



Vende-se cajus.



Sujeito: cajus



Vendem-se terrenos.



Sujeito: terrenos



Só se apresentam na voz passiva os verbos transitivo diretos e transitivos direto e indireto. Por isso, não se confundem estruturas tais como:



1) Divulgou-se a notícia falsa. -> Voz passiva sintética



Verbo transitivo direto: Divulgou

Sujeito paciente: a notícia falsa.



TRANSFORMAÇÃO



A notícia falsa foi divulgada. -> Voz passiva analítica



Sujeito paciente: A notícia falsa



2) Precisa-se de maquinistas.



Sujeito: indeterminado

Verbo transitivo indireto: Precisa

Objeto indireto: de maquinistas.



3) Bebe-se mal neste buteco.



Sujeito: indeterminado

Verbo intransitivo: Bebe



IMPORTANTE



1. O pronome "se" que acompanha o verbo na voz passiva sintética chama-se

PRONOME APASSIVADOR ou PARTÍCULA APASSIVADORA.

2. Quando o verbo estiver no futuro do presente ou no futuro do pretérito, a colocação do pronome "se" se faz no meio da forma verbal.



Exemplos:



Será realizada uma festa no próximo domingo. (passiva analítica)

Realizar-se-á uma festa no próximo domingo. (passiva sintética)

Serão realizadas festas nos próximos finais de semana. (passiva analítica)

Realizar-se-ão muitas festas durante vários finais de semana. (passiva sintética)





Sujeito agente e paciente - voz reflexiva



É aquele que, ao mesmo tempo, pratica e sofre a ação expressa pelo verbo.



Exemplos:



* O marginal feriu-se.



Sujeito agente e paciente: O marginal

Voz reflexiva: feriu-se



* A moça vestiu-se rapidamente.



Sujeito agente e paciente: A moça

Voz reflexiva: vestiu-se



IMPORTANTE



O "se" da voz reflexiva é pronome reflexivo, assim como os pronomes:

te, me, nos, vos.



Exemplos:



* Tu não te enxergas com essa roupa?

* Eu me queimei quando tirei a panela do fogo.

* Nós nos cortamos com a faca.



Adjunto Adnominal



É a palavra ou expressão que acompanha um ou mais nomes conferindo-lhe um atributo. Trata-se, portanto, de um termo de valor adjetivo que modificará o nome a que se refere.



Os adjuntos adnominais não determinam ou especificam o nome, tal qual os determinantes. Ao invés disso, eles conferem uma nova informação ao nome e por isso são chamados de modificadores.



Além disso, os adjuntos adnominais não interferem na compreensão do enunciado. Por esse motivo, eles pertencem aos chamados termos acessórios da oração.



Os adjuntos adnominais podem ser formados por artigo, adjetivo, locução adjetiva, pronome adjetivo, numeral e oração adjetiva.



Exemplos:



1. Nosso velho mestre sempre nos voltava à mente.



...[nosso: pronome adjetivo]



...[velho: adjetivo]



2. Todos querem saber a música que cantarei na apresentação.



...[a: artigo]



...[que cantarei na apresentação: oração adjetiva]



É importante conhecer algumas outras particularidades dos adjuntos adnominais, tais como :Complemento Nominal



Dá-se o nome de complemento nominal ao termo que complementa o sentido de um nome ou um advérbio, conferindo-lhe uma significação completa ou, ao menos, mais específica.



Como o complemento nominal vem integrar-se ao nome em busca de uma significação extensa para nome ao qual se liga, ele compõe os chamados termos integrantes da oração.



São duas as principais características do complemento nominal:



- sempre seguem um nome, em geral abstrato;



- ligam-se ao nome por meio de preposição, sempre obrigatória.



Os complementos nominais podem ser formados por substantivo, pronome, numeral ou oração subordinada completiva nominal.



Exemplos:



1. Meus filhos têm loucura por futebol.



...[substantivo]

2. O sonho dele era saltar de pára-quedas.



...[pronome]

3. A vitória de um é a conquista de todos.



...[numeral]



4. O medo de que lhe furtassem as jóias a mantinha afastada daqui.



...[oração subordinada completiva nominal]



Em geral os nomes que exigem complementos nominais possuem formas correspondentes a verbos transitivos, pois ambos completam o sentido de outro termo. São exemplos dessa correlação:



- obedecer aos pais - obediência aos pais



- chegar em casa - chegada em casa



- entregar a revista à amiga - entrega da revista à amiga



- protestar contra a opressão - protesto contra a opressão







Aposto e Vocativo



Aposto é o termo que explica, desenvolve, identifica ou resume um outro termo da oração, independente da função sintática que este exerça. Há quatro tipos de aposto:



Aposto Explicativo:



O aposto explicativo identifica ou explica o termo anterior; é separado do termo que identifica por vírgulas, dois pontos, parênteses ou travessões.



Ex. Terra Vermelha, romance de Domingos Pellegrini, conta a história da colonização de Londrina.



Oração Subordinada Adjetiva Explicativa:



É a oração que funciona como aposto explicativo. É sempre iniciada por um pronome relativo e, da mesma maneira que o aposto explicativo, é separada por vírgulas, dois pontos, parênteses ou travessões.



Ex. Terra Vermelha, que é um romance de Domingos Pellegrini, conta a história da colonização de Londrina.



Oração Subordinada Substantiva Apositiva:



Oração Subordinada Substantiva Apositiva é outra oração que funciona como aposto. A função dela é complementar o sentido de uma frase anterior que esteja completa sintaticamente. Por exemplo, quando se diz Ela só quer uma coisa a frase está completa sintaticamente, pois tem sujeito-verbo-objeto, porém incompleta quanto ao sentido. Portanto deveremos colocar algo que complete o sentido dessa frase. Por exemplo Ela só quer uma coisa: que sua presença seja notada. Eis aí a Oração Subordinada Substantiva Apositiva. Não confunda com a Oração Subordinada Adjetiva Explicativa, que também funciona como aposto, mas que tem como função complementar o sentido de um substantivo anterior, e não uma frase. Por exemplo: A vaca, que para os hindus é um animal sagrado, para nós é sinônimo de churrasco. Eis aí a Oração Subordinada Adjetiva Explicativa.



Aposto Especificador:



O aposto especificador Individualiza ou especifica um substantivo de sentido genérico, sem pausa. Geralmente é um substantivo próprio que individualiza um substantivo comum.



Ex. O professor José mora na rua Santarém, na cidade de Londrina.



Aposto Enumerador:



O aposto enumerador é uma seqüência de elementos usada para desenvolver uma idéia anterior.



Ex. O pai sempre lhe dava três conselhos: nunca empreste dinheiro a ninguém, nunca peça dinheiro emprestado a ninguém e nunca fique devendo dinheiro a ninguém.



Aposto Resumidor:



O aposto resumidor é usado para resumir termos anteriores. É representado, geralmente, por um pronome indefinido.



Ex. Alunos, professores, funcionários, ninguém deixou de lhe dar os parabéns.



Vocativo



O vocativo é um termo independente que serve para chamar por alguém, para interpelar ou para invocar um ouvinte real ou imaginário.



Ex. Marcela, dê-me um beijo!





Período Composto por Subordinação







Períodos compostos por subordinação são períodos que, sendo constituídos de duas ou mais orações, possuem uma oração principal e pelo menos uma oração subordinada a ela. A oração subordinada está sintaticamente vinculada à oração principal, podendo funcionar como termo essencial, integrante ou acessório da oração principal. As orações subordinadas que se conectam à oração principal através de conjunções subordinativas são chamadas orações subordinadas sindéticas. As orações que não apresentam conjunções subordinativas geralmente apresentam seus verbos nas formas nominais, sendo chamadas orações reduzidas.



I. Orações Subordinadas Substantivas:



São seis as orações subordinadas substantivas, que são iniciadas por uma conjunção subordinativa integrante (que, se)



A) Subjetiva : funciona como sujeito da oração principal.

Existem três estruturas de oração principal que se usam com subordinada substantiva subjetiva:

verbo de ligação + predicativo + oração subordinada substantiva subjetiva.



Ex. É necessário que façamos nossos deveres.

verbo unipessoal + oração subordinada substantiva subjetiva.



Verbo unipessoal só é usado na 3ª pessoa do singular; os mais comuns são convir, constar, parecer, importar, interessar, suceder, acontecer.

Ex. Convém que façamos nossos deveres.



verbo na voz passiva + oração subordinada substantiva subjetiva.

Ex. Foi afirmado que você subornou o guarda.



B) Objetiva Direta: funciona como objeto direto da oração principal.



(sujeito) + VTD + oração subordinada substantiva objetiva direta.

Ex. Todos desejamos que seu futuro seja brilhante.



C) Objetiva Indireta: funciona como objeto indireto da oração principal.



(sujeito) + VTI + prep. + oração subordinada substantiva objetiva indireta.

Ex. Lembro-me de que tu me amavas.



D) Completiva Nominal: funciona como complemento nominal de um termo da oração principal.



(sujeito) + verbo + termo intransitivo + prep. + oração subordinada substantiva completiva nominal.

Ex. Tenho necessidade de que me elogiem.



E) Apositiva: funciona como aposto da oração principal; em geral, a oração subordinada substantiva apositiva vem após dois pontos, ou mais raramente, entre vírgulas.



oração principal + : + oração subordinada substantiva apositiva.

Ex. Todos querem o mesmo destino: que atinjamos a felicidade.



F) Predicativa: funciona como predicativo do sujeito do verbo de ligação da oração principal.



(sujeito) + VL + oração subordinada substantiva predicativa.

Ex. A verdade é que nunca nos satisfazemos com nossas posses.



Nota: As subordinadas substantivas podem vir introduzidas por outras palavras:



Pronomes interrogativos (quem, que, qual...)



Advérbios interrogativos (onde, como, quando...)



Perguntou-se quando ele chegaria.



Não sei onde coloquei minha carteira.



Orações Subordinadas Adjetivas



As orações subordinadas adjetivas são sempre iniciadas por um pronome relativo. São duas as orações subordinadas adjetivas:



A) Restritiva: é aquela que limita, restringe o sentido do substantivo ou pronome a que se refere. A restritiva funciona como adjunto adnominal de um termo da oração principal e não pode ser isolada por vírgulas.

Ex. A garota com quem simpatizei está à sua procura.



B) Explicativa: serve para esclarecer melhor o sentido de um substantivo, explicando mais detalhadamente uma característica geral e própria desse nome. A explicativa funciona como aposto explicativo e é sempre isolada por vírgulas.

Ex. Londrina, que é a terceira cidade do região Sul do país, está muito bem cuidada.



Orações Subordinadas Adverbiais



São nove as orações subordinadas adverbiais, que são iniciadas por uma conjunção subordinativa



A) Causal: funciona como adjunto adverbial de causa.



Conjunções: porque, porquanto, visto que, já que, uma vez que, como, que.

Ex. Saímos rapidamente, visto que estava armando um tremendo temporal.



B) Comparativa: funciona como adjunto adverbial de comparação. Geralmente, o verbo fica subentendido



Conjunções: (mais) ... que, (menos)... que, (tão)... quanto, como.

Ex. Diocresildo era mais esforçado que o irmão(era).



C) Concessiva: funciona como adjunto adverbial de concessão.



Conjunções: embora, conquanto, inobstante, não obstante, apesar de que, se bem que, mesmo que, posto que, ainda que, em que pese.

Ex. Todos se retiraram, apesar de não terem terminado a prova.



D) Condicional: funciona como adjunto adverbial de condição.



Conjunções: se, a menos que, desde que, caso, contanto que.

Ex. Você terá um futuro brilhante, desde que se esforce.



E) Conformativa: funciona como adjunto adverbial de conformidade.



Conjunções: como, conforme, segundo.

Ex. Construímos nossa casa, conforme as especificações dadas pela Prefeitura.



F) Consecutiva: funciona como adjunto adverbial de conseqüência.



Conjunções: (tão)... que, (tanto)... que, (tamanho)... que.

Ex. Ele fala tão alto, que não precisa do microfone.



G) Temporal: funciona como adjunto adverbial de tempo.



Conjunções: quando, enquanto, sempre que, assim que, desde que, logo que, mal.

Ex. Fico triste, sempre que vou à casa de Juvenildo.



H) Final: funciona como adjunto adverbial de finalidade.



Conjunções: a fim de que, para que, porque.

Ex. Ele não precisa do microfone, para que todos o ouçam.



I) Proporcional: funciona como adjunto adverbial de proporção.



Conjunções: à proporção que, à medida que, tanto mais.



À medida que o tempo passa, mais experientes ficamos.



Orações Reduzidas



quando uma oração subordinada se apresenta sem conjunção ou pronome relativo e com o verbo no infinitivo, no particípio ou no gerúndio, dizemos que ela é uma oração reduzida, acrescentando-lhe o nome de infinitivo, de particípio ou de gerúndio.

Ex. Ele não precisa de microfone, para o ouvirem.



Orações coordenadas



Dois são os processos de estruturação fraseológica, ou seja, as orações se relacionam umas com as outras e se interligam num período através dos mecanismos coordenativos ou subordinativos,como vimos anteriormente.

A oração coordenada é aquela que se liga a outra oração da mesma natureza sintática.

Num período composto por coordenação, as orações são independentes. Ela podem ser sindéticas (quando a outras se prendem por conjunções), ou assindéticas (quando não se prendem a outras por conectivo)





Tipos de orações coordenadas



* Aditivas - relacionam pensamentos similares - e e nem, a primeira une duas afirmações; a segunda (+e não), une duas negações (Não veio nem telefonou).

* Adversativas - relacionam pensamentos contrastantes - mas (adversativa por excelência), porém, todavia, contudo, entretanto, no entanto (marcam uma espécie de concessão atenuada) (A estrada era perigosa, entretanto todos queriam visitá-la).

* Alternativa - relacionam pensamentos que se excluem - ou, ora ... ora, quer ... quer, já ... já, seja ... seja (Ora chama pela mãe, ora procura o pai)

* Conclusiva - relacionam pensamentos tais, que o segundo encerra a conclusão do enunciado do primeiro - logo, portanto, pois, por conseguinte, conseqüentemente etc. (Falta carne no mercado, portanto conheça a comida vegetariana).

* Explicativa - relacionam pesnamentos em seqüência justificativa, de tal forma que a segunda frase explica a razão de ser da primeira - que, pois, porque, porquanto (Vou sair, que aqui está muito abafado).



Observações:



* A conjunção aditiva e pode aparecer com valor adversativo("É ferida que dói e não se sente.") e conclusivo (Ele estudou muito e passou no concurso)

* A conjunção mas (adversativa) pode aparecer com valor aditivo (Era um homem trabalhador, mas principalmente honesto).

* A conclusão de uma premissa deve vir em último lugar e é frase que não se pode inverter como as demais coordenadas ("Penso; logo, existo.").

* São chamadas fórmulas correlativas: não só ... mas também / não só ... mas ainda / não só ... senão também).

* As conjunções de valor adversativo podem ser deslocadas, exceto MAS, que se usa em começo de oração.

* A conjunção POIS pode ter valor explicativo (iniciando a oração) ou conclusivo (deslocada).



Alguns exercícios de sintaxe:



1. (ESAF) – Assinale a opção em que o termo sublinhado no texto exerce a função de sujeito sintático da oração.

Em meio à profusão

(A) de novidades no mundo dos computadores, não há carteira

(B) que resista ao apelo consumista de vendedores interessados em empurrar-lhe um equivalente a um modelo de Fórmula 1

(C), quando você

(D) precisa na verdade é de um carro confortável

(E) para ir de casa para o trabalho ou escapar para o sítio no fim de semana.

(VEJA, 14/3/2001)

a) A

b) B

c) C

d) D

e) E



2. (FAPEU) – Na frase “A urna eletrônica foi recebida pelo cidadão” o termo em destaque é classificado como:

a) adjunto adverbial de modo

b) objeto direto

c) agente da passiva

d) aposto



3. (FAPEU) – Em “O Brasil, um país maior que a parte continental dos Estados Unidos,realizou...” (linha 4), a parte em destaque corresponde a um:

a) predicativo

b) vocativo

c) sujeito simples

d) aposto



4. (FAPEU) – Na frase “Afinal uma das tartarugas murmurou”: a palavra sublinhada exerce a função de:

a) sujeito.

b) complemento.

c) adjunto nominal.

d) complemento nominal.



5. (FAPEU) – Complete as frases abaixo com os pronomes o ou lhe, conforme convenha.

Quem ... convidou?

Fugi ao espetáculo, tinha ... repugnância.

Dissuadiu ... da viagem.

Não ... quis para chefe.

Respondeu- .... que sim. Iria com ele ... seguir.

a) o, o, o, lhe, lhe, lhe.

b) o, o, lhe, lhe, o, lhe.

c) o, lhe, o, o, lhe, lhe.

d) o, lhe, o, o, lhe, o.



6. (FAPEU) – Classifique, quanto à predicação, os verbos das frases abaixo e assinale a alternativa que aponta a resposta CORRETA.

1. Muitos presidiários fugiram da cadeia.

2. A pobreza e a preguiça andam sempre em companhia.

3. Trabalho honesto produz riqueza honrada.

4. Lúcio não atinava com essa mudança instantânea.

5. Ensinamos técnicas agrícolas aos camponeses.

Artigo: França – Português

Abreviações usadas na resposta:

♦ Verbo Transitivo Direto: VTD;

♦ Verbo Transitivo Indireto: VTI;

♦ Verbo Transitivo Direto e Indireto: VTDI

♦ Verbo Intransitivo: VI.

a) VI, VI, VTD, VTI, VTDI.

b) VTI, VI, VTD, VTDI, VTI.

c) VTI, VTD, VI, VTDI, VTI.

d) VTI, VTD, VTDI, VTI, VI.



7. (FAPEU) – Assinale a opção correta  Em Após fortes chuvas, os canais ficam cheios, o termo sublinhado é núcleo do:

a) objeto indireto.

b) adjunto adverbial.

c) objeto direto.

d) sujeito.



8. (FAPEU) – Assinale a opção correta.

Em relação à primeira frase  A neurociência vê o sonho como um mecanismo auto-regulador do nosso cérebro., podemos afirmar que:

a) sonho exerce a função de objeto indireto.

b) o verbo ver é intransitivo.

c) temos um predicado nominal.

d) a frase está na voz passiva.



9. (CESGRANRIO) – A oração “Não faltam interessados em patrocinar o sonho da eternidade.” (l. 38-39) apresenta um sujeito:

a) oculto.

b) indeterminado.

c) inexistente.

d) claro (“interessados”).

e) expresso (“o sonho da eternidade”).



10. (NCE) – “a compreensão do processo civilizatório ...”; o item cujo termo sublinhado desempenha a mesma função do termo destacado nesse segmento do texto é:

a) enorme quantidade de objetos;

b) instrumentos de trabalho;

c) o levantamento de pesos;

d) sala de aula;

e) máquina de escrever



11. (FCC) – "Esses sintomas levam a pessoa a reiniciar o processo

." Substituindo os termos sublinhados pelos pronomes adequados, obtêm-se, respectivamente, as formas

a) levam-lhe e reiniciar-lhe.

b)) levam-na e reiniciá-lo.

c) levam-a e reiniciar-lo.

d) levam-na e reiniciar-lhe.

e) levam-lhe e reiniciá-lo.



12. (FCC) – Diante das fotos antigas, olhamos as fotos para captar dessas fotos a magia do tempo que repousa nessas fotos.

Evitam-se as abusivas repetições da frase acima substituindo-se os elementos sublinhados por, respectivamente:

a) olhamo-lhes - captá-las - lhes repousa

Artigo: França – Português

b) as olhamos - captar-lhes - nelas repousa

c) olhamo-las - as captar - repousa nas mesmas

d)) olhamo-las - captar-lhes - nelas repousa

e) olhamo-as - lhes captar - lhes repousa



13. (FCC) –... é algo que não agrada aos países desenvolvidos. (final do texto)

A mesma regência exigida pelo verbo grifado acima se encontra na frase:

a) Cientistas tentam determinar o tamanho exato das reservas de petróleo no mundo.

b) Os preços do petróleo aumentarão rapidamente, com a diminuição das reservas mundiais.

c) Outras fontes alternativas de combustíveis são, às vezes, mais caras e poluentes do que o petróleo.

d) O hidrogênio poderá ser utilizado como combustível no mundo todo, num futuro próximo.

e))O resultado atual das pesquisas depende da solução de alguns problemas, principalmente

quanto à comercialização do hidrogênio.



14. (FCC) – As leis muçulmanas são rigorosas, mas muitos julgam as leis muçulmanas especialmente draconianas com as mulheres, já que se reflete nas leis muçulmanas a hierarquia entre os sexos, hierarquia que deriva de fundamentos religiosos.

Evitam-se as repetições do período acima substituindo-se os elementos sublinhados por, respectivamente:

a) julgam-as - se lhes reflete - a qual

b) julgam-nas - se reflete nesta - o que

c))julgam-nas - naquelas se reflete - a qual

d) julgam-lhes - nas quais se reflete - a qual

e) julgam-lhes - naquelas se reflete - à qual



15. (FCC) – Os segmentos grifados nas frases que seguem estão substituídos pelos pronomes adequados e colocados de modo INCORRETO na alternativa:

a) obedecer a um conjunto de regras

= obedecer-lhes.

b) se sigo regras de trânsito

= se as sigo.

c))que ele tem tal ou qual expectativa

= que ele tem-na.

d) que o mercado tenha regras

= que o mercado as tenha.

e) seguir regras

faz parte = segui-las faz parte.



16. (FCC) –...as empresas investem no treinamento de seus funcionários.

O mesmo complemento exigido pelo verbo assinalado na frase acima está em:

a) ...quando a produtividade se eleva.

b) ...que perde produtividade.

c)) ...depende também da educação.

d) ...o País deu grandes passos no campo quantitativo.

e) ...não há a menor possibilidade.



17. (FCC) – Há um excesso de leis, e qundo há leis em excesso deve-se reconhecer nessas leis o vício da excessiva particularização, excessiva particularização que só revela a fragilidade dos princípios morais.

Evitam-se as desagradáveis repetições do período acima substituindo-se os seguimentos sublinhados, respectivamente, por:

a) as há – reconhecer nelas – a qual

b) há as mesmas – reconhecê-las – a qual

c) há elas – reconhecer-lhes – cuja

d) as há – reconhecer a elas – cuja

e) há estas – reconhecê-las – onde







Em dezembro do ano passado, milhares de pessoas tomaram as ruas de Seattle nos Estados Unidos, para protestar contra uma reunião da rganização Mundial de Comércio, que tentava aprovar mais uma rodada de liberalização comercial (a chamada Rodada do Milênio). Conseguiram

barrar a negociação, que ficou para um futuro para lá de incerto, e, de quebra, ridicularizaram ninguém menos que o presidente americano Bill Clinton, o anfitrião do encontro . Há poucas se manas, o novo alvo da fúria antiglobalizante foi o Fundo Monetário Internacional, que realizava sua reunião anual em Praga, a bela capital da República Tcheca. Mais uma vez, milhares de pessoas ganharam as ruas e forçaram os organizadores do encontro

a antecipar o fim da reunião . A voz rouca das ruas parece gritar em uníssono um sonoro não à globalização e ao liberalismo.



18. (ESAF) – Quanto às estruturas sintáticas do texto, assinale a opção incorreta.

a) O sujeito de “conseguiram” e de “ridicularizaram” é “milhares de pessoas”.

b) “a antecipar o fim da reunião” funciona como objeto indireto.

c) A expressão “a bela capital da República Tcheca” tem a função de aposto de “Praga”.

d) “os organizadores do encontro” tem a função de objeto direto.

e) “o anfitrião do encontro” tem a função de objeto direto.



19. (NCE) – “...participar da construção e das decisões da sociedade,...”; sobre a estruturação desse segmento do texto, pode-se afirmar que:

a) “da sociedade” funciona como complemento de “participar”;

b) “da construção” e “da sociedade” são termos do mesmo tipo;

c) a conjunção “e” opõe as idéias veiculadas por “construção” e “decisões”;

d) “da sociedade” estabelece relações distintas em relação a “construção” e “decisões”;

e) o emprego da preposição “de”, nas três ocorrências, está ligado ao termo “construção”.



20. (VUNESP) – Assinale a alternativa em que o advérbio grifado expressa idéia de negação.

a) Quando vem aqui, ele sempre nos visita.

b) Ele sempre agiu diferentemente dos outros empregados.

c) Eu acredito que jamais ele nos daria apoio.

d) Casualmente encontramos a lei que você queria.

e) Ele talvez tenha mudado de opinião.



21. (ESAF) – Leia o aviso para responder à questão abaixo.

CUIDADO!

Não se sente o efeito dos agrotóxicos nos alimentos ao _____________, porém o envenenamento é progressivo e cumulativo ao longo dos anos.

Assinale a opção que completa a lacuna de forma correta.

a) ingerir-lhes

b) ingerir eles

c) ingeri-lhes

d) ingeri-los

e) ingerir-los











Gabarito



1 D

2 C

3 D

4 A

5 D

6 A

7 D

8 A

9 D

10 C

11 B

12 D

13 E

14 C

15 C

16 C

17 A

18 E

19 D

20 C

21 D





1. Assinale a única alternativa em que não ocorre oração subordinada adverbial causal.

a) Como estava velho, não participou dos jogos.

b) Por estar nervoso, nada falou ao amigo.

c) A angústia era tamanha, que chorou o dia todo.

d) Acostumado ao agito do dia, passou a tarde tranqüilo.

e) Como faltou dinheiro, voltou logo das férias.



2. (UNIVEST) – Assinale a alternativa que expressa a idéia correta da Segunda oração.



“A família incentivou os meninos; esses, contudo, não conseguiram obter o prêmio.”

a) explicação

b) oposição

c) conclusão

d) concessão

e) proposição



3. (MEDICINA-Itajubá) – Em que período a oração subordinada é adverbial concessiva.

a) Peço-lhe permissão para voltar ao trabalho.

b) Mesmo que faça calor, não poderemos nadar.

c) É possível que o rapaz tenha oportunidades.

d) Se tudo correr bem, levar-te-ei à Europa.

e) Ela era tão medrosa, que não saía de casa.



4. Em qual das alternativas abaixo ocorre a relação de causa e conseqüência.

a) Quando saiu de casa, os ladrões entraram.

b) Irei à festa, mesmo que chova.

c) Estudei muito neste ano, a fim que fosse aprovado.

d) Tudo foi feito conforme o combinado.

e) Tamanha era a sua força, que demoliu tudo.



5. Qual é a idéia expressa pela segunda oração?



“Quase nada estudou, logo foi reprovado.”

a) oposição

b) conformação

c) conclusão

d) explicação

e) alternância



6. “A chuva foi tão forte, que ninguém pôde sair de casa”.



A oração destacada acima é:

a) causal

b) concessiva

c) comparativa

d) temporal

e) consecutiva



7. (UFPR) Indique a soma da(s) alternativa(s) que classifica(m) corretamente as orações destacadas.

01 – A reunião de que participei foi dinâmica. Oração subordinada adjetiva explicativa.

02 – O juiz, que é justo, julga com rigor. oração subordinada adjetiva explicativa.

04 – Sabemos quem cometeu esse erro. oração subordinada substantiva objetiva direta.

08 – Aquela é a mulher a quem pedi ajuda. oração subordinada substantiva objetiva indireta.

16 – A cidade onde moro é muito agitada. oração subordinada adjetiva restritiva.

32 – É preciso ter fé. Oração subordinada substantiva subjetiva reduzida de infinitivo.



8. Assinale a alternativa que apresenta uma oração subordinada substantiva apositiva:

a) Ele falou: “eu o odeio”.

b) Não preciso de você: sei viver sozinho.

c) Sabendo que havia um grande estoque de roupas na loja, quis ir vê-las: era doida por vestidos novos.

d) Fez três tentativas, aliás, quatro. Nada conseguiu.

e) Havia apenas um meio de salvá-la: falar a verdade.



9. Em: “Queria que me ajudasses”, o trecho destacado pode ser substituído por:

a) a sua ajuda.

b) a vossa ajuda.

c) a ajuda de vocês.

d) a ajuda deles.

e) a tua ajuda.



10. Assinale a alternativa cuja oração é predicativa:

a) É claro que eles não virão.

b) Acontece que ela mentiu.

c) Sabe-se que a notícia não é verdadeira.

d) Parece que tudo mudou.

e) O certo foi que tudo morreu.



11. Em"Não sei onde pegou meu pé, na barriga talvez...", a oração destacada classifica-se como subordinada:

a) substantiva objetiva direta.

b) adjetiva restritiva.

c) substantiva predicativa.

d) substantiva subjetiva.



12. Quatro alternativas a seguir contêm orações destacadas que desempenham a mesma função. Assinale a alternativa que contém a oração que não exerce a mesma função que as demais.

a) É conveniente que você estude mais.

b) Sua mãe quer que você vá ao mercado.

c) Fazer a prova tranqüiloé importante.

d) Bastava que você telefonasse ontem.

e) Seria necessário a inflação parar de subir.



13. Em “É possível que comunicassem sobre política“, a segunda oração é:

a) subordinada substantiva subjetiva.

b) subordinada substantiva predicativa.

c) subordinada substantiva apositiva.

d) principal.

e) subordinada substantiva objetiva direta.



14. Classifique a oração subordinada nessa passagem de Drummond: "Meu pai dizia que os amigos são para as ocasiões."

a) subordinada substantiva objetiva indireta.

b) subordinada substantiva objetiva direta.

c) subordinada substantiva completiva nominal.

d) subordinada substantiva predicativa.

e) todas as respostas estão erradas,



15. "Pode-se dizer que a tarefa crítica é puramente formal."



No texto acima temos uma oração destacada que é... e um se que é...

a) substantiva objetiva direta - partícula apassivadora.

b) substantiva predicativa - índice de indeterminação do sujeito.

c) relativa- pronome reflexivo.

d) substantiva subjetiva - partícula apassivadora.

e) adverbial consecutiva - índice de indeterminação do sujeito.



16. No período "Todos tinham certeza de que seriam aprovados", a oração destacada é:

a) substantiva objetiva indireta.

b) substantiva completiva nominal.

c) substantiva apositiva.

d) substantiva subjetiva.

e) n. d. a.



17. Assinale a alternativa cuja oração subordinada é substantiva predicativa:

a) Espero que venhas hoje.

b) O aluno que trabalha é bom.

c) Meu desejo é que te formes logo.

d) És tão inteligente como teu pai.

e) n. d. a.



18. Não me importa que você continue agindo desta maneira.”A oração grifada exerce a função sintática de:

a) sujeito

b) objeto direto

c) objeto indireto

d) aposto

e) complemento nominal



19. A notícia de que haveria o descongelamento de preçosprovocou pânico entre os consumidores.” A oração grifada exerce a função sintática de:

a) sujeito

b) complemento nominal

c) aposto

d) objeto indireto

e) predicativo do sujeito



20. "Já se notava no semblante de todos que as últimas medidas econômicas não agradaram a ninguém."



A oração subordinada classifica-se em:

a) subjetiva

b) objetiva direta

c) completiva nominal

d) predicativa

e) apositiva.



21. Assinale a alternativa em que há oração substantiva completiva nominal:

a) Sê grato a quem te ensina.

b) Todos queriam, naquele momento, saber quando seriam realizadas eleições diretas.

c) Só desejo uma coisa: que vivam felizes.

d) Não compreendo por que não vens.

e) O essencial seria não perdermos a paciência.



22. A oração é adjetiva na opção:

a) Cão que late não morde.

b) Espere, que já estou cansado.

c) O pescador disse que voltaria logo.

d) É bom que saibas essas coisas.



I. Apresento-lhe Lúcia.



II. Faço tudo por um sorriso de Lúcia.



23. Se juntarmos as duas orações num só período, usando um pronome relativo, teremos:

a) Apresento-lhe Lúcia, a quem faço tudo pelo sorriso dela.

b) Apresento-lhe Lúcia, que pelo sorriso dela faço tudo.

c) Apresento-lhe Lúcia, a qual faço tudo pelo seu sorriso

d) Apresento-lhe Lúcia, cujo sorriso faço tudo por ele.

e) Apresento-lhe Lúcia, por cujo sorriso faço tudo.



24. “Não compreendíamos a razão por que o ladrão não montava a cavalo.”



A oração em destaque é:

a) subordinada adjetiva restritiva.

b) subordinada adjetiva explicativa.

c) subordinada adverbial causal.

d) substantiva objetiva indireta.

e) substantiva completiva nominal.



25. Em qual alternativa o "que" destacado não pode ser substituído por "o qual" ou "os quais"?

a) O homem que eu vi é mendigo.

b) Aquele que trabalha progredirá.

c) Os velhos que seguem as modas presumem remoçar com elas.

d) Tenho receio de que não sejas aprovado.

e) Corria um vento que lhe esfriava a cabeça.







Gabarito

1. C

2. B

3. B

4. E

5. C

6. E

7. 55

8. E

9. E

10. E

11. A

12. B

13. A

14. B

15. D

16. B

17. C

18. A

19. B

20. A

21. A

22. A

23. E

24. A

25. D



PONTUAÇÃO



Os sinais de pontuação servem para marcar pausas (a vírgula, o ponto-e-vírgula, o ponto) ou a melodia da frase (o ponto de exclamação, o ponto de interrogação, etc.). Geralmente, estão ligados à organização sintática dos termos na frase, eles são regidos por regras.



Vírgula



Ela marca uma pausa de curta duração e serve para separar os termos de uma oração ou orações de um período. A ordem normal dos termos na frase é: sujeito, verbo, complemento. Quando temos uma frase nessa ordem, não separamos seus termos imediatos. Assim, não pode haver vírgula entre o sujeito e o verbo e seu complemento.



Quando, na ordem direta, houver um termo com vários núcleos a vírgula será utilizada para separá-los.

Na fala de Madonna, a vírgula está separando vários núcleos do predicado na segunda oração. Ex.:



" A obscenidade existe e está bem diante de nossas caras. É o racismo, a discriminação sexual, o ódio, a ignorância, a miséria. Tem coisa mais obscena do que a guerra?"



Utilizamos a vírgula quando a ordem direta é rompida. Isso ocorre basicamente em dois casos:

- quando intercalamos alguma palavra ou expressão entre os termos imediatos, quebrando a seqüência natural da frase. Ex: Os filhos, muitas vezes, mostraram suas razões para seus pais com muita sabedoria.



"O que o galhofista queria é que eu, coronel de ânimo desenfreado, fosse para o barro denegrir a farda e deslustrar a patente".



- quando algum termo (sobretudo o complemento) vier deslocado de seu lugar natural na frase. Ex.:

Para os pais, os filhos mostraram suas razões com muita sabedoria.



Com muita sabedoria, os filhos mostraram suas razões para os pais.



Ponto-E-Vírgula



O ponto-e-vírgula marca uma pausa maior que a vírgula, porém menor que a do ponto. Por ser intermediário entre a vírgula e o ponto, fica difícil sistematizar seu emprego. Entretanto, há algumas normas para sua utilização.



- usamos ponto-e-vírgula para separar orações coordenadas que já apresentem vírgula em seu interior;

- nunca use ponto-e-vírgula dentro de uma oração. Lembre-se ele só pode separar uma oração de outra.



Com razão, aquelas pessoas reivindicavam seus direitos; os insensíveis burocratas, porém, em tempo algum, deram atenção a elas.



"Os espelhos são usados para ver o rosto; a arte, para ver a alma." Bernard Shaw



- o ponto-e-vírgula também é utilizado para separar vários incisos de um artigo de lei ou itens de uma lista. Ex:

[...] Considerando:

A) a alta taxa de juros;

B) a carência de mão-de-obra;

C) o alto valor de matéria-prima; [...]



Dois Pontos



Os dois-pontos marcam uma sensível suspensão da melodia da frase. São utilizados quando se vai iniciar uma seqüência que explica, identifica, discrimina ou desenvolve uma idéia anterior, ou quando se quer dar início à fala ou citação de outrem.

Observe: (Percebeu? Vamos iniciar uma seqüência de exemplos, daí os dois pontos)



Descobri a grande razão da minha vida: você

Já dizia o poeta: "Deus dá o frio conforme o cobertor".

"Por descargo de consciência, do que não carecia, chamei os santos de que sou devocioneiro:

- "São Jorge, Santo Onofre, São José!"



Aspas



As aspas devem ser utilizadas para isolar citação textual colhida a outrem, falas ou pensamentos de personagens em textos narrativos, ou palavras ou expressões que não pertençam à língua culta (gírias, estrangeirismos, neologismos, etc)



O rapaz ficou "grilado" com o resultado da prova.

Morava em um "flat" onde havia "playground".



Travessão



O travessão serve para indicar que alguém fala de viva voz (discurso direto). Seu emprego é constante em textos narrativos em que personagens dialogam. Leia o texto abaixo:



-Salve!

- Como é que vai?

- Amigo, há quanto tempo...

- Um ano, ou mais.



Podem se usar dois travessões para substituir duas vírgulas que separam termos intercalados, sobretudo quando se quer dar-lhes ênfase.

Pelé - o maior jogador de futebol de todos os tempos - hoje é um bem-sucedido empresário.



Reticências



As reticências marcam uma interrupção da seqüência lógica do enunciado, com a conseqüente suspensão da melodia da frase. São utilizadas para permitir que o leitor complemente o pensamento que ficou suspenso.

Nas dissertações objetivas, evite reticências.

Ex: Eu não vou dizer mais nada. Você já deve ter percebido que...

"Num repente, relembrei estar em noite de lobisomem - era sexta-feira..."



Parênteses



Os parênteses servem para isolar explicações, indicações ou comentários acessórios. No caso de citações é referências bibliográficas, o nome do autor e as informações referentes à fonte também aparecem isolados por parênteses.



"Aborrecido, aporrinhado, recorri a um bacharel (trezentos mil-réis, fora despesas miúdas com automóveis, gorjetas, etc.) e embarquei vinte e quatro horas depois..." Graciliano Ramos



"Ela (a rainha) é a representação viva da mágoa..." Lima Barreto.



O ponto



É usado para marcar o término das orações declarativas. O ponto usado para marcar o final do texto é conhecido como ponto final.

Exemplo: Quando os portugueses chegaram ao Brasil, em 1500, Pero Vaz de Caminha escreveu uma carta ao rei D. Manuel na qual informava sobre o descobrimento.



Exclamação



É usado no final dos enunciados exclamativos, que denotam espanto, surpresa, admiração.

Exemplo: Atenção!, Alô!, Bom dia!.



Interrogação



É usado ao final dos enunciados interrogativos.

Exemplo:

- Tudo bem com você?

- Tudo. E você?

- Tudo bem!











Figuras de sintaxe





Figuras pelas quais a construção da frase se afasta, de algum modo, do modelo de uma estrutura gramatical, para dar destaque significativo, como processo estilístico, a algum membro da frase.





a) Elipse: significa, em gramática, omissão. Essa é a palavra-chave. Quando se omite algum termo ou palavra de um enunciado, tem-se a elipse. Vale lembrar que essa omissão deve ser captada pelo leitor, que pode deduzi-la a partir do contexto, da situação comunicativa.



Exemplos:



Eu vi coisas lindas, realmente emocionantes; ela, coisas abomináveis, terríveis aos seus olhos. [omitiu-se o verbo ver em ela (viu) coisas abomináveis...];



Rico, podia fazer o que quisesse [omitiu-se a oração inteira: (Porque era) rico, podia fazer o que quisesse];



Empreste-me essa folha [omitiu-se de papel: folha (de papel)];



Todos esperamos se faça justiça [omitiu-se a conjunção que: esperamos (que) se faça justiça]





b) Zeugma: é um tipo de elipse. Ocorre zeugma quando duas orações compartilham o termo omitido. Isto é, quando o termo omitido é o mesmo que aparece na oração anterior.



Exemplos:



Na terra dele só havia mato; na minha, só prédios. [...na minha, só (havia) prédios]



Meus primos conheciam todos. Eu, poucos. [Eu (conhecia) poucos]



Observação: quando a flexão do verbo omitido é exatamente a mesma do verbo da oração anterior, tem se a zeugma simples. Quando a flexão é diferente, tem-se a zeugma complexa.





c) Pleonasmo: é a reiteração, a repetição, o reforço de uma idéia já expressa por alguma palavra, termo ou expressão. É reconhecido como figura de sintaxe quando utilizado com fins estilísticos, como a ênfase intencional a uma idéia; sendo resultado da ignorância ou do descuido do usuário da língua, é considerado como um vício de linguagem (pleonasmo vicioso).



Exemplos:



Vamos sair fora! (se é sair, obviamente é para fora)



Que tal subir lá em cima e tomar um bom vinho? (se é subir, obviamente é para cima)



"Eu nasci há dez mil anos atrás" (se é há, só pode ser atrás)



Essa empresa tem o monopólio exclusivo da banana (se é monopólio, obviamente é exclusivo)



A mim, você não me engana (o verbo enganar tem dois complementos - a mim e me; eis um caso de objeto pleonástico)



Observação: um recurso literário bastante difundido é o epíteto de natureza, que não deve ser considerado como um pleonasmo vicioso. Serve, por fins estilísticos, para reforçar uma característica que já é natural ao ser. Exemplos: céu azul, pedra dura, chuva molhada.







d) Inversão: é, como o próprio nome diz, qualquer inversão da ordem natural de termos num enunciado, a fim de conferir-lhe especiais efeitos e reforços de sentido. Podem-se considerar como tipos de inversão o hipérbato, a anástrofe a prolepse e a sínquise.



Exemplo:



Sua mãe eu nunca conheci (a ordem natural seria Eu nunca conheci sua mãe).







e) Hipérbato: tipo de inversão que consiste, geralmente, na separação de termos que normalmente apareceriam unidos, por meio da interposição de um elemento interferente, isto é, algo que interfere. Hoje em dia, porém, costuma-se tomar o hipérbato como sinônimo de qualquer tipo de inversão.



Exemplos:



A roupa, você verá, preta que comprei é linda [aqui o núcleo do sujeito (roupa) foi separado de seu adjunto adnominal (preta) por meio de uma oração interferente].



Compraram as mulheres vários presentes para os maridos (aqui houve a simples inversão entre o verbo e o sujeito).







f) Anástrofe: é a inversão entre termo determinante (aquele que determina, constituído de preposição + substantivo) e o determinado, que passa a vir depois do determinante.



Exemplos:



Da igreja estava ela na frente [a ordem natural seria Ela estava na frente da igreja; Da igreja é o termo determinante, que, na anástrofe, veio antes do determinado (frente)]



Aqueles rapazes, sim, por dinheiro são muito ávidos [a ordem natural seria Aqueles rapazes, sim, são muito ávidos por dinheiro; Por dinheiro é o termo determinante, que, na anástrofe, veio antes do determinado (ávido)]







g) Sínquise: essa palavra vem do grego (sýgchysis) e significa confusão. É a inversão muito violenta na ordem natural dos termos, de modo que a sua compreensão seja seriamente prejudicada. Consiste, segundo alguns autores, em um vício de linguagem, e não em uma figura de sintaxe com fins estilísticos.



Exemplos:



"Ouviram do Ipiranga as margens plácidas de um povo heróico o brado retumbante" (ordem natural: As margens plácidas do Ipiranga ouviram o brado retumbante de um povo heróico)



Da verdade aquelas pessoas todas muito honestas você pode acreditar que sabiam (ordem natural: Você pode acreditar que todas aquelas pessoas, muito honestas, sabiam da verdade).







h) Prolepse (ou antecipação): deslocamento do termo de uma oração para a oração anterior.



Exemplos:



O Ministro do Planejamento dizem que vai pedir demissão [o sujeito da oração vai pedir demissão (o Ministro do Planejamento) foi deslocado para antes da oração principal (dizem)]



Essas frutas parece que não prestam [o sujeito da oração não prestam (Essas frutas) foi deslocado para antes da oração principal (parece)]







i) Assíndeto: vem do grego, syndeton, que significa conjunção. É a ausência de conjunções coordenativas (aquelas que ligam orações ou termos coordenados, independentes) no encadeamento dos enunciados.



Exemplos:



Ela me olhava, lavava, olhava novamente, espirrava, voltava a trabalhar (não apareceu conjunção alguma para ligar as orações).



Eu nunca tive glória, amores, dinheiro, perdão (não apareceu conjunção alguma para ligar os termos que complementam o verbo ter).







j) Polissíndeto: é o contrário do assíndeto. É a repetição das conjunções coordenativas (principalmente as aditivas e e nem), com o fim de incutir no discurso a noção de movimento, rapidez e ritmo.



Ela me olhava, e lavava, e olhava novamente, e espirrava, e voltava a trabalhar (foi repetida a conjunção coordenativa aditiva e).



Eu nunca tive glória, nem amores, nem dinheiro, nem perdão (foi repetida a conjunção coordenativa aditiva





Concordância



É o mecanismo pelo qual as palavras alteram sua terminação para se adequarem harmonicamente na frase.

A concordância pode ser feita de três formas:

1 - Lógica ou gramatical – é a mais comum no português e consiste em adequar o determinante(acompanhante) à forma gramatical do determinado(acompanhado) a que se refere.

Ex.: A maioria dos professores faltou.

O verbo (faltou) concordou com o núcleo do sujeito (maioria)

Ex.: Escolheram a hora adequada.

O adjetivo (adequada) e o artigo (a) concordaram com o substantivo (hora).

2 - Atrativa – é a adequação do determinante :

a) a apenas um dos vários elementos determinados, escolhendo-se aquele que está mais próximo:

Escolheram a hora e o local adequado.

O adjetivo (adequado) está concordando com o substantivo mais próximo (local)

b) a uma parte do termo determinado que não constitui gramaticalmente seu núcleo:

A maioria dos professores faltaram.

O verbo (faltaram) concordou com o substantivo (professores) que não é o núcleo do sujeito.

c) a outro termo da oração que não é o determinado:

Tudo são flores.

O verbo (são) concorda com o predicativo do sujeito (flores).

3 - Ideológica ou silepse- consiste em adequar o vocábulo determinante ao sentido do vocábulo determinado e não à forma como se apresenta:

O povo, extasiado com sua fala, aplaudiram.

O verbo (aplaudiram) concorda com a idéia da palavra povo (plural) e não com sua forma (singular).

Existem dois tipos de concordância:Verbal e Nominal.





CONCORDÂNCIA VERBAL



A concordância verbal é marcada pela relação, em geral, entre o verbo e o sujeito. É o verbo que se desloca, mantendo relação com o sujeito. Temos três tipos de concordância verbal: a concordância lógica ( contato físico, corpóreo, material, empírico, morfológico com todos os núcleos do sujeito), a concordância atrativa ( concordância com o termo mais próximo) e a concordância lógica ( concordância com a idéia que o termo expressa). Das três concordância, a concordância lógica é a concordância precedente. Mas o verbo também mantém contato com termos que não exercem a função de sujeito. Iniciemos os estudos de concordância.





1.REGRA GERAL: Verbo concorda com o sujeito



1.1Sujeito composto anteposto ao verbo = Verbo no plural, relacionando-se com todos os núcleos. * Se os núcleos forem sinônimos, podemos usar a concordância com o núcleo mais próximo ( concordância atrativa ).



1.2 Sujeito composto posposto ao verbo = verbo concorda com todos os núcleos ou concorda com o mais próximo. Neste último caso, não precisam ser sinônimos os núcleos.



Obs.: Se os núcleos forem antônimos, o verbo será usado sempre no plural.



Ex.;

a)Honestidade e sabedoria fortalecem todos nós.

b)Escárnio e sarcasmo estão/está em seu semblante.

c) Amor e ódio estão em suas ações.

d)Existe(m) bondade e sabedoria em seus gestos.

e)Existem alegria e tristeza em seus gestos.



2.Sujeito + adjunto adverbial de companhia = verbo concorda apenas com o sujeito ou verbo concorda com os dois termos sintáticos. Se o adjunto adverbial estiver virgulado, verbo concorda apenas com o sujeito.

Exs.:

a)Sandra com seu pai foi/foram à praia.

b)Sandra, com seu pai, foi à praia.

c)Os rapazes, com o pai de Laura, viajaram.



3.Sujeito formado por coletivo + determinante = verbo concorda com o coletivo, indo para o singular ou verbo concorda com o determinante. Porém, se o primeiro elemento não for coletivo, verbo não concorda com o determinante.

Exs.:



a)A maioria dos presentes não gostou/ gostaram do evento.

b)Boa parte dos brasileiros ignora(m) os fatos.

c)Uma chuva de torcedores acredita na seleção

d) * O povo foi às ruas. Pediu/Pediram mudanças.

e)Têm-se/Tem-se resolvido uma porção de questões.



4.Sujeito formado por número decimal ou fracionário seguidos de determinante = Verbo concorda com o número inteiro ou com o numerador. A concordância com o determinante também é correta.

Exs.:

a)1,2% do público pagou os impostos.

b)2,1% do público pagou/pagaram os impostos.

c)1/3 dos brasileiros compareceu(compareceram) às urnas.

d)1,2 milhão foi entregue aos cofres públicos.

e)1/3 do brasileiro exige mudanças.



5.Os verbos EXISTIR / CONSTAR / RESTAR/ BASTAR/ FALTAR/ OCORRER/ SURGIR pedem sujeito, concordando com o sujeito.

Exs.

a)Ocorreu / Ocorreram, depois que os fiscais entregaram as provas, surpresa e satisfação por parte dos candidatos.

b) Faltam dois meses, apenas.

c)Falta, amigos, as provas entregar.



6.Verbos que expressam fenômenos naturais, verbo haver no sentido de existir e verbo fazer indicando tempo = São empregados na 3a pessoa do singular.

Exs.:

a)Faz dois meses, apenas.

b)Choveu muito, ontem.

c)* Choveram discórdias durante a sessão.

d)Haveria dificuldades, se...



7.V.T.I + SE / V.I + SE / V. de Lig. + SE = O “SE” é índice de indeterminação do sujeito, sendo usado na 3a pessoa do singular, apenas.

V.T.D + SE / V.T.D.I + SE = O “SE” é partícula apassivadora. A concordância verbal será com o sujeito.

Exs.:

a)Têm-se anunciado conclusões inéditas.

b)Aspira-se a títulos acadêmicos.

c)Reconheceu-se/ Reconheceram-se, de fato, o erro e a ignorância do réu.

d)É-se calmo.

e)Dorme-se pouco, naquela casa.

f)Os erros, aos quais há de se chamar de incipientes atitudes, foram compreendidos por todos da sala.



8.QUE X QUEM = Quando pronomes relativos.

Exs.:

a)Foram eles quem determinou/determinaram as regras do jogo.

b)Foram eles que determinaram as regras do jogo.



* No primeiro exemplo acima, sendo “quem” pronome relativo, temos a oração grifada subordinada adjetiva em relação à oração principal “Foram eles”. Ora, qual a função do pronome relativo “quem”? Substituir o pronome pessoal do caso reto “eles”, que exerce a função de sujeito do verbo “Foram” ( verbo SER ). Mas quem é o sujeito da oração subordinada adjetiva? O pronome relativo “quem”. Portanto, ou você, caro leitor, utiliza a concordância lógica, fazendo com que o verbo da oração subordinada adjetiva concorde com o próprio pronome relativo, ficando na 3a pessoa do singular, ou você emprega a concordância ideológica, ou seja, apresenta a concordância do verbo DETERMINAR com a idéia que o pronome relativo traz, utilizando o verbo na 3a pessoa do plural. Ambas estruturas ou flexões verbais corretas, enfim. Já com o emprego do pronome relativo “que”, só podemos usar a concordância ideológica.





9.Sujeito constituído por elementos gradativos = verbo no singular ou no plural. Todavia, se houver quebra da gradação, verbo no plural.

Exs.:

a)Um mês, um ano, uma década marca/marcam nossa história.

b)Um dia, uma semana, um ano, um mês documentam nossos interesses.



10.Sujeito formado por pronomes pessoais distintos: a concordância será respeitando a precedência dos pronomes pessoais. Temos apenas três pronomes pessoais do caso reto: EU/ TU/ ELE. O plural do pronome “eu” é “nós”, o plural do pronome “tu” é “vós” e o plural do pronome “ele” é “eles”. No exemplo “Tu, eu e ela iremos ao clube”, o sujeito está constituído por três pronomes pessoais. Sendo “eu” o pronome de primeira pessoa do singular, terá precedência, proporcionando a flexão do verbo na 1a pessoa do plural . Todavia, no último exemplo abaixo, a flexão do verbo na 2a pessoa do plural também é correta, gramaticalmente, embora seja norma popular ou coloquial culta. Geralmente em concursos públicos, o enunciado da questão exige apenas o uso da norma culta.



Exs.;

a)Tu, eu e ela iremos ao clube.

b)Irá/Iremos ela e eu ao clube.

c)Ele e tu ireis/irão ao clube.





11.“Mais de um(a)” integrando o sujeito = faça a concordância com o núcleo do sujeito.

a)Mais de uma menina morreu.

b)Mais de um menino, mais de uma garota morreram.

c)Fugiu/Fugiram mais de um preso, mais de um suspeito.

d)Mais de um grupo de crianças correu/correram.

e)Mais de um jogador abraçaram-se / abraçou-se com a taça.





12.“Um dos que/Uma das que” = verbo no singular ou no plural.



a)Ela foi uma das que gritou/gritaram.

b)Virgínia é uma das que acredita/acreditam no projeto.



13.Verbo “SER” :



13.1Ao indicar tempo/hora, a flexão do verbo SER será com o núcleo do adjunto adverbial de tempo. Mas se usarem os termos “cerca de”, “perto de”, “próximo de”, a flexão no singular – relacionando o verbo com essas expressões – também é prudente gramaticalmente.

13.2Ao empregar o verbo SER indicando data, a concordância será com o núcleo do adjunto adverbial de tempo que comunica a data da semana, ou seja, com a palavra “dia” que geralmente fica implícita. Ou você a considera implícita antes do n umeral, ou você a considera implícita após o numeral. Todavia, para o primeiro dia do mês não use numeral cardinal; use apenas ordinal.

13.3Quando o verbo SER estiver relacionado a substantivo e a pronome pessoal do caso reto, a precedência será com o pronome relativo, impedindo a concordância com o substantivo.



a)É uma hora.

b)São seis horas.

c)Devem ser três horas.

d)É /São cerca de quatro horas.

e)Hoje é 29 de julho de 2002. / Hoje são 29 de julho de 2002.

f)Alegria somos nós.

g)Eu não sou ele.

h)Ele não sou eu.

i)Ele é ele.

j)Os brasileiros somos nós.

k)Tudo é / são flores. [ ambas flexões verbais corretas ]





14.Sujeito constituído por termos pluralícios : Os termos grifados nos exemplos abaixo são pluralícios, ou seja, usados apenas no plural. É comum encontrar registros dizendo que o verbo concorda com o artigo. Tal argumento está incorreto. Artigo se relaciona com substantivo, estabelecendo concordância nominal. No primeiro exemplo abaixo, o sujeito do verbo “participaram” é “Os Estados Unidos”, sendo “Estados Unidos” o núcleo. Ora, nada mais coerente que o verbo ir para o plural, concordando com o núcleo do sujeito. Já no segundo exemplo, há um termo implícito: “país”. Portanto, o verbo “participou”está concordando com o núcleo do sujeito que é a palavra implícita “país”. Quanto ao artigo explícito, trata-se do adjunto adnominal do sujeito, cujo núcleo já verificamos que está implícito. E quanto ao termo pluralício “Estados Unidos”? Este é o aposto. Temos em uso do aposto especificativo ( substantivo comum seguido de substantivo próprio ). É o único aposto que não recebe pontuação. Na terceira exemplificação abaixo, o sujeito está completamente implícito, ficando apenas explícito o aposto especificativo “Estados Unidos” . E quando o sujeito for constituído por um termo pluralício que constitui o nome de uma obra artístico-literária? No quanto exemplo, empregue o verbo na terceira pessoa do plural, tendo “Os Sertões” como sendo sujeito, ou use o verbo PARTICIPAR na terceira pessoa do singular, tendo o termo “Os Sertões” como sendo aposto. Neste último caso, o sujeito está completamente implícito ( a obra, o texto, o livro ).



a)Os Estados Unidos participaram.

b)O Estados Unidos participou.

c)Estados Unidos participou.

d)Os Sertões refletem/reflete valores do nordeste.

e)Os Alpes proporcionam riquezas.

f)Minas Gerais é rica.





15.“Cada um(uma)” = Verbo no singular, quando não repetido; verbo no plural, quando repetido. É que o termo “Cada um(a)” expressa a individualização de ações. Quando o termo estiver repetido, leva-se em consideração a soma de individualizações de ações.



a)Cada um dos curiosos permaneceu na rua.

b)Cada um dos diretores, cada um dos professores pediram ajuda aos discentes.



16.Sujeito formado por pronome indefinido + determinante = Se o pronome indefinido estiver no singular, verbo no singular, concordando com o pronome indefinido. Porém, se o pronome indefinido estiver no plural, o verbo concorda com o pronome indefinido, ou o verbo concorda com o determinante.



a)Alguns de nós escolherão/escolheremos os anúncios que...

b)Algum de nós escolherá os anúncios que...



17.HAJA VISTA



a)Haja vista os crimes cometidos, é necessário... [ V ]

b)Hajam vista os crimes cometidos, é necessário... [ V ]

c)Haja vista aos crimes cometidos, é necessário... [ V ]

d)Hajam vista aos crimes cometidos, é necessário... [ F ]

e)Haja visto os crimes cometidos, é necessário... [ F ]



Após “haja vista” a preposição “a” é optativa.

Usando a preposição, “haja vista” não varia.

Não empregando a preposição, ou se flexiona o primeiro elemento, ou permanece invariável todo o termo em estudo ( haja vista )

“vista” nunca varia.





APLICAÇÀO





Leia o texto a seguir para responder à questão 1.



Texto 1



Por último, afirmam-se que os episódios envolvendo os policiais militares de Minas, que desencadearam um “efeito dominó” em vários Estados, e as exibições de delitos graves, que chocaram a opinião pública nacional e internacional, como os casos da favela Naval e de Cidade de Deus, motivaram o governo federal e o Congresso a estabelecer um amplo debate sobre modificações das polícias no Brasil, que até agora se mostrou infrutífero.

A proposta de emenda constitucional elaborada pelo governador Mário Covas, que unificava as funções de polícia, nem sequer foi discutida naquele momento, e algumas questões pontuais também deixaram de constar da agenda política federal.

A resistência a mudanças estruturais nas polícias e a falta de uma política nacional de segurança pública também alimenta a violência. A questão é: quem quer um novo modelo de polícia?

- Benedito Domingos Mariano, sociólogo





1. Julgue os itens a seguir.



( ) O verbo “motivaram” [ linha 4 ] concorda com o sujeito composto.

( ) Em vez de “... motivaram o governo federal e o Congresso a estabelecer...” [ linha 4 ], também estaria correto: “... motivaram o governo federal e o Congresso a estabelecerem...”

( ) Em “... quem quer um novo modelo de polícia?” [ linhas 10,11], o verbo concorda com a terceira pessoa do singular em virtude de o sujeito estar indeterminado.

( ) Em “... e algumas questões pontuais também deixaram de constar da agenda política federal” [ linhas 7,8], o verbo também poderia concordar com o termo “agenda política federal”[ linha 8 ]

( ) No trecho “A resistência a mudanças estruturais nas polícias e a falta de uma política nacional de segurança publica também alimenta a violência”[ linhas 9,10], a concordância verbal está correta.

( ) Em “,,, afirmam-se que os episódios envolvendo os policiais militares de Minas(...) motivaram...” [ linhas 1 a 4 ], a concordância do verbo destacado está incorreta.







CONCORDÂNCIA NOMINAL



Consiste no estudo de relações entre adjetivo e substantivo, pronome e substantivo, artigo e substantivo, numeral e substantivo. É ,enfim, a relação entre nomes.





Condição Geral:



01. O nome impõe seu gênero e seu número a seus determinantes e aos pronomes que o substituem.



a)Meu irmão, minhas irmãs, dois reis, duas rainhas, este tronco, estas árvores.

b)Comprei alguns livros e já os li.



02. Um determinante se referindo a mais de um substantivo



2.1Quando o determinante vem depois dos substantivos: A concordância do adjetivo é com o substantivo mais próximo, sendo adjunto adnominal; a concordância será com o substantivo mais próximo ou com todos os substantivos, sendo o adjetivo predicativo.



a)Ele se perdeu em bosques e vales escuros.

b)Ele se perdeu em florestas e cavernas escuras

c)Ele se perdeu em florestas e vales escuros

d)Ele se perdeu em vales e florestas escuras

e)Comprei um livro e uma revista importados

f)Comprei um livro e uma revista importada



2.2Quando o determinante vem antes dos nomes: a concordância será com o substantivo mais próximo. Todavia, se os substantivos forem nomes de pessoa, o adjetivo concorda com todos os núcleos, apenas.



a)Sua mulher e filhos tinham viajado.

b)Você escolheu má hora e lugar para o nosso encontro

c)Você escolheu mau lugar e hora para o nosso encontro.

d)Os destemidos César e Napoleão...





1.Um determinante [ predicativo do sujeito ] : observe a concordância verbal e acompanhe com a concordância nominal.



a)O clima e a água eram ótimos.

b)Eram ótimos o clima e a água.

c)Era ótimo o clima e a água.

d)Era ótima a água e o clima.



2.Um determinante [ predicativo do objeto ]: a concordância será com o substantivo mais próximo ou com todos os substantivos. Porém, se o contexto não permite a concordância com todos os núcleos, claro que a concordância será apenas com o mais próximo ( exemplo “c” ).

a)Considero o chapéu e o colete supérfluo(s)

b)Considero a gravata e a blusa supérflua(s)

c)Comi uva e carne frita

d)Considero supérflua(os) a gravata e o terno.

05. Um substantivo para mais de um adjetivo: se o substantivo estiver no plural, não use artigo ou qualquer adjunto adnominal antes do segundo adjetivo; se o substantivo estiver no singular, é necessário o emprego de artigo ou de qualquer adjunto adnominal antes do segundo adjetivo, pois será o ícone a deixar implícito o substantivo antes empregado no singular.



a)Ele conhece bem as línguas grega e latina

b)Ele conhece bem a língua grega e a latina



06. Embora o predicativo deva concordar com o sujeito, há casos em que isso não ocorre, assumindo o gênero masculino. Aparentemente, porque, na realidade, trata-se de uma reminiscência do gênero neutro em latim. Isso ocorre quando a palavra feminina aparece sem nenhuma determinação, tomando um sentido vago, abstrato. Assim:



a)Pinga não é bom para a saúde.

b)É proibido entrada.

c)Cerveja é permitido.

d)É necessário coragem.



Tão logo esses substantivos recebam uma determinação, a concordância passa a ser com o gênero do substantivo.



a)A cerveja é boa

b)Esta pinga não é boa para a saúde.

c)É ardida a pimenta.



07. O particípio concorda com seu substantivo



a)Estabelecidas essas premissas, vamos à conclusão.

b)Postos estes fundamentos, pode-se afirmar que...



Todavia, se o particípio integrar uma locução vergal, apenas se flexiona o particípio na voz passiva analítica.



a)Ele tem participado

b)Eles têm participado

c)Têm-se entregue os materiais

d)Estão sendo elaborados os dados



08. ANEXO / INCLUSO / APENSO / JUNTO



Concordam com quem se relacionam. Porém, ANEXO precedido da preposição EM não varia.



a)As estatísticas vão anexas ao relatório.

b)Os gráficos inclusos esclarecem a tese.

c)O formulário e a carta estão apensos.

d)À ficha está anexo o ofício.

e)As fichas seguem em anexo





09. MEIO



Pode ser substantivo, adjetivo, numeral e advérbio. Só não se flexiona quando advérbio.



a)O que ela disse é apenas meia verdade.

b)Ela ficou meio tonta.

c)Ao meio-dia e meia, saímos.

d)Ao meio-dia e meio defronte à farmácia, ficamos.

e)Meias palavras bastam

f)Bebi meia chávena de café.





10. MENOS / PSEUDO / A OLHOS VISTOS são sempre invariáveis



a)Há menos pessoas aqui.

b)Ela é uma pseudo-advogada

c)A crianças continuam a olhos vistos



11. TAL ... QUAL: “tal” concorda com o substantivo posposto imediatamente a ele; “qual” concorda com o substantivo posposto imediatamente a ele.



a)Tal pai, qual filho

b)Tal pai, quais filhos



12. OBRIGADO / GRATO / AGRADECIDO concordam com o emissor.



a)“Obrigada!” – disse Eliane aos coordenadores.

b) - Nós estamos gratos.

c)“Obrigados!” – falaram os convidados.

d)Agradecidos estão Lourdes e Marcos.



13. SÓ / SÓS / A SÓS



a)Só estamos nós. ( invariável, pois o termo grifado é advérbio )

b)Sós, estamos nós. ( o termo grifado é predicativo do sujeito, concordando com o sujeito )

c)Elas estão sós. ( trata-se de um adjetivo, concordando com seu sujeito )

d)Elas estão a sós.( a locução “a sós” não se flexiona )

e)Só estudamos Contabilidade. ( trata-se de um advérbio de limitação, não se declinando )

f)Sós, estudamos Contabilidade. ( flexiona-se, pois é adjetivo/predicativo do sujeito )







14. MAL / MAU :



MAL: Advérbio ( invariável ) * O advérbio mantém relação com um verbo, com um adjetivo ou com outro advérbio )

Conjunção subordinada adverbial temporal ( invariável )

Substantivo ( variável ) * O mal / os males

MAU : Adjetivo ( variável: mau/má/maus/más )



a)Mal chegamos, pediram satisfações. [ conjunção subordinada adverbial temporal ]

b)Conduzimos mal os trabalhos. [ advérbio ]

c)Ele é mau. [ adjetivo ]

d)Ela é má. [ adjetivo ]

e)Más pessoas assaltaram aquele homem idoso. [ adjetivo ]

f)O mal destrói o homem; o bem edifica-o [ substantivo ]



15. QUITE / ALERTA



* QUITE varia em número , apenas. * ALERTA só varia quando for substantivo



a)Ela está quite, mas nós não estamos quites.

b)Ela está alerta.

c)Elas estão alerta.

d)Alerta e preocupadas continuam as garotas.

e)Os americanos estão alerta aos alertas.



16. CARO / BARATO



Quando advérbios, invariáveis; quando adjetivos, flexionam-se.



b)As laranjas custaram caro. [ V / F ] * Verdadeiro

c)As cebolas foram caras. [ V / F ] * Verdadeiro

d)Aquelas caras mangas custaram barato, naquela outra loja. [ V / F ] * Verdadeiro

e)Champanhe é caro, amigo.[ V / F ] * Verdadeiro



17. O PRONOME RELATIVO “CUJO” : Flexiona-se em gênero e número.



f)O livro cuja as páginas me referi está sobre a mesa. [ V / F ] * Falso. Correção: O livro a cujas páginas me referi está sobre a mesa.

g)A revista cujo textos li ontem sumiu. [ V / F ] * Falso. Correção: A revista cujos textos li ontem sumiu.

h)A menina de cuja beleza aludiram com entusiasmo viajou. [ V / F ] * Falso. Correção: A menina a cuja beleza aludiram com entusiasmo viajou.



Não use artigo após o pronome relativo “cujo”.

O pronome relativo “cujo” concorda nominalmente com o substantivo que o segue.

Caso a oração que apresente o pronome “cujo” peça preposição, use-a antes do pronome relativo.





Regência





É a parte da Gramática Normativa que estuda a relação entre dois termos, verificando se um termo serve de complemento a outro. A palavra ou oração que governa ou rege as outras chama-se regente ou subordinante;

os termos ou oração que dela dependem são os regidos ou subordinados.

Ex.: Aspiro o perfume da flor. (cheirar)/ Aspiro a uma vida melhor. (desejar)



Regência verbal



1- Chegar/ ir – deve ser introduzido pela preposição a e não pela preposição em.

Ex.: Vou ao dentista./ Cheguei a Belo Horizonte.

2- Morar/ residir – normalmente vêm introduzidos pela preposição em.

Ex.: Ele mora em São Paulo./ Maria reside em Santa Catarina.

3- Namorar – não se usa com preposição.

Ex.: Joana namora Antônio.

4- Obedecer/desobedecer – exigem a preposição a.

Ex.: As crianças obedecem aos pais./ O aluno desobedeceu ao professor.

5-Simpatizar/ antipatizar – exigem a preposição com.

Ex.: Simpatizo com Lúcio./ Antipatizo com meu professor de História.

Verbos que apresentam mais de uma regência

1 - Aspirar

a- no sentido de cheirar, sorver: usa-se sem preposição. Ex.: Aspirou o ar puro da manhã.

b- no sentido de almejar, pretender: exige a preposição a. Ex.: Esta era a vida a que aspirava.

2 - Assistir

a) no sentido de prestar assistência, ajudar, socorrer: usa-se sem preposição. Ex.: O técnico assistia os jogadores novatos.



b) no sentido de ver, presenciar: exige a preposição a.

Ex.: Não assistimos ao show.



c) no sentido de caber, pertencer: exige a preposição a.

Ex.: Assiste ao homem tal direito.



d) no sentido de morar, residir: é intransitivo e exige a preposição em.

Ex.: Assistiu em Maceió por muito tempo.

3 - Esquecer/lembrar

a- Quando não forem pronominais: são usados sem preposição.

Ex.: Esqueci o nome dela.

b- Quando forem pronominais: são regidos pela preposição de.

Ex.: Lembrei-me do nome de todos.

4 - Visar

a) no sentido de mirar: usa-se sem preposição. Ex.: Disparou o tiro visando o alvo.



b) no sentido de dar visto: usa-se sem preposição. Ex.: Visaram os documentos.



c) no sentido de ter em vista, objetivar: é regido pela preposição a.

Ex.: Viso a uma situação melhor.

5 - Querer

a) no sentido de desejar: usa-se sem preposição. Ex.: Quero viajar hoje.



b) no sentido de estimar, ter afeto: usa-se com a preposição a.

Ex.: Quero muito aos meus amigos.

6 - Proceder

a) no sentido de ter fundamento: usa-se sem preposição.

Ex.: Suas queixas não procedem.



b) no sentido de originar-se, vir de algum lugar: exige a preposição de.

Ex.: Muitos males da humanidade procedem da falta de respeito ao próximo.



c) no sentido de dar início, executar: usa-se a preposição a.

Ex.: Os detetives procederam a uma investigação criteriosa.

7 - Pagar/ perdoar

a) se tem por complemento palavra que denote coisa: não exigem preposição. Ex.: Ela pagou a conta do restaurante.



b) se tem por complemento palavra que denote pessoa: são regidos pela preposição a. Ex.: Perdoou a todos,

8 - Informar

a) no sentido de comunicar, avisar, dar informação: admite duas construções:

1) objeto direto de pessoa e indireto de coisa (regido pelas preposições de ou sobre). Ex.: Informou todos do ocorrido.

2) objeto indireto de pessoa ( regido pela preposição a) e direto de coisa. Ex.: Informou a todos o ocorrido.

9 - Implicar

a) no sentido de causar, acarretar: usa-se sem preposição.

Ex.: Esta decisão implicará sérias conseqüências.

b) no sentido de envolver, comprometer: usa-se com dois complementos, um direto e um indireto com a preposição em.

Ex.: Implicou o negociante no crime.

c) no sentido de antipatizar: é regido pela preposição com.

Ex.: Implica com ela todo o tempo.

10- Custar

a) no sentido de ser custoso, ser difícil: é regido pela preposição a. Ex.: Custou ao aluno entender o problema.



b) no sentido de acarretar, exigir, obter por meio de: usa-se sem preposição. Ex.: O carro custou-me todas as economias.



c) no sentido de ter valor de, ter o preço: usa-se sem preposição.

Ex.: Imóveis custam caro.





Regência Nominal



Alguns nomes também exigem complementos preposicionados. Conheça alguns:

acessível a

acostumado a, com

adaptado a, para

afável com, para com

aflito com, em, para, por

agradável a

alheio a, de

alienado a, de

alusão a

amante de

análogo a

ansioso de, para, por

apto a, para

atento a, em

aversão a, para, por

ávido de, por

benéfico a

capaz de, para

certo de

compatível com

compreensível a

comum a, de

constante em

contemporâneo a, de

contrário a

curioso de, para, por

desatento a

descontente com

desejoso de

desfavorável a

devoto a, de

diferente de

difícil de

digno de

entendido em

equivalente a

erudito em

escasso de

essencial para

estranho a

fácil de

favorável a

fiel a

firme em

generoso com

grato a

hábil em

habituado a

horror a

hostil a

idêntico a

impossível de

impróprio para

imune a

incompatível com

inconseqüente com

indeciso em

independente de, em

indiferente a

indigno de

inerente a

insaciável de

leal a

lento em

liberal com

medo a, de

natural de

necessário a

negligente em

nocivo a

ojeriza a, por

paralelo a

parco em, de

passível de

perito em

permissivo a

perpendicular a

pertinaz em

possível de

possuído de

posterior a

preferível a

prejudicial a

prestes a

propenso a, para

propício a

próximo a, de

relacionado com

residente em

responsável por

rico de, em

seguro de, em

semelhante a

sensível a

sito em

suspeito de









Colocação Pronominal



Próclise: é a colocação dos pronomes oblíquos átonos antes do verbo. Usa-se a próclise, quando houver palavras atrativas. São elas:



a) Palavras de sentido negativo.

- Ela nem se incomodou com meus problemas.



b) Advérbios.

- Aqui se tem sossego, para trabalhar.



c) Pronomes Indefinidos.

- Alguém me telefonou?



d) Pronomes Interrogativos.

- Que me acontecerá agora?



e) Pronomes Relativos

- A pessoa que me telefonou não se identificou.



f) Pronomes Demonstrativos Neutros.

- Isso me comoveu deveras.



g) Conjunções Subordinativas.

- Escrevia os nomes, conforme me lembrava deles.



Mesóclise: É a colocação pronominal no meio do verbo.A mesóclise é usada:

1) Quando o verbo estiver no futuro do presente ou futuro do pretérito, contanto que esses verbos não estejam precedidos de palavras que exijam a próclise.

Ex.: Realizar- se-á, na próxima semana, um grande evento em prol da paz no mundo.

Não fosse os meus compromissos, acompanhar- te-ia nessa viagem.



Ênclise: É a colocação pronominal depois do verbo.A ênclise é usada quando a próclise e a mesóclise não forem possíveis:

1) Quando o verbo estiver no imperativo afirmativo.

Ex.: Quando eu avisar, silenciem- se todos.



2) Quando o verbo estiver no infinitivo impessoal.

Ex.: Não era minha intenção machucar- te.



3) Quando o verbo iniciar a oração.

Ex.: Vou- me embora agora mesmo.



4) Quando houver pausa antes do verbo.

Ex.: Se eu ganho na loteria, mudo- me hoje mesmo.



5- Quando o verbo estiver no gerúndio.

Ex.: Recusou a proposta fazendo- se de desentendida.



Colocação pronominal nas locuções verbais

1) Quando o verbo principal for constituído por um particípio



a) O pronome oblíquo virá depois do verbo auxiliar. Ex.: Haviam- meconvidado para a festa.



b) Se, antes do locução verbal, houver palavra atrativa, o pronome oblíquo ficará antes do verbo auxiliar. Ex.: Não me haviam convidado para a festa.



2) Quando o verbo principal for constituído por um infinitivo ou um gerúndio:



a) Se não houver palavra atrativa, o pronome oblíquo virá depois do verbo auxiliar ou depois do verbo principal.

Ex.: Devo esclarecer- lhe o ocorrido/ Devo- lhe esclarecer o ocorrido.

Estavam chamando- me pelo alto-falante./ Estavam- me chamando pelo alto-falante.



b) Se houver palavra atrativa, o pronome poderá ser colocado antes do verbo auxiliar ou depois do verbo principal.

Ex.: Não posso esclarecer- lhe o ocorrido./ Não lhe posso esclarecer o ocorrido.

Não estavam chamando-me./ Não me estavam chamando.



Observações importantes



Emprego de o, a, os, as

1) Em verbos terminados em vogal ou ditongo oral os pronomes o,a,os,as não se alteram. Ex.: Chame- o agora. Deixei- a mais tranqüila.



2) Em verbos terminados em r, s ou z, estas consoantes finais alteram-se para lo, la, los, las. Ex.: (Encontrar)Encontrá- lo é o meu maior sonho. (Fiz) Fi- lo porque não tinha alternativa.



3) Em verbos terminados em ditongos nasais (am, em, ão, õe, õe,), os pronomes o, a, os, as alteram-se para no, na, nos, nas.

Ex.: Chamem- no agora. Põe- na sobre a mesa.



4) As formas combinadas dos pronomes oblíquos mo, to, lho, no-lo, vo-lo, formas em desuso, podem ocorrer em próclise, ênclise ou mesóclise. Ex.: Ele mo deu. (Ele me deu o livro).





Um pouco mais sobre nossa querida Língua Portuguesa...









Parônimos e Homônimos



Parônimos: são palavras que apresentam significados diferentes embora sejam parecidas na grafia ou na pronúncia.



“Estória” é a grafia antiga de “história” e essas palavras possuem significados diferentes. Quando dizemos que alguém nos contou uma estória, nos referimos a uma exposição romanceada de fatos imaginários, narrativas, contos ou fábulas; já quando dizemos que fizemos prova de história, nos referimos a dados históricos, que se baseiam em documentos ou testemunhas.



Ambas as palavras constam no Vocabulário Ortográfico da Língua Portuguesa da Academia Brasileira de Letras. Porém, atualmente, segundo o Novo Dicionário Aurélio da Língua Portuguesa, é recomendável usar a grafia “história” para denominar ambos os sentidos.



Outros exemplos:



Flagrante (evidente) / fragrante (perfumado)



Mandado (ordem judicial) / mandato (procuração)



Inflação (alta dos preços) / infração (violação)



Eminente (elevado) / iminente (prestes a ocorrer)



Arrear (pôr arreios) / arriar (descer, cair)



Homônimos: são palavras que têm a mesma pronúncia, mas significados diferentes.



Acender (pôr fogo) / ascender (subir)



Estrato (camada) / extrato (o que se extrai de)



Bucho (estômago) / buxo (arbusto)



Espiar (observar) / expiar (reparar falta mediante cumprimento de pena)



Tachar (atribuir defeito a) / taxar (fixar taxa)





Crase

Crase é a fusão de duas vogais idênticas. Representa-se graficamente a crase pelo acento grave.



Fomos à piscina

à artigo e preposição



Ocorrerá a crase sempre que houver um termo que exija a preposição a e outro termo que aceite o artigo a.

Para termos certeza de que o "a" aparece repetido, basta utilizarmos alguns artifícios:



I. Substituir a palavra feminina por uma masculina correspondente. Se aparecer ao ou aos diante de palavras masculinas, é porque ocorre a crase.



Exemplos:



Temos amor à arte.

(Temos amor ao estudo)



Respondi às perguntas.

(Respondi aos questionário)



II. Substituir o "a" por para ou para a. Se aparecer para a, ocorre a crase:



Exemplos:



Contarei uma estória a você.

(Contarei uma estória para você.)



Fui à Holanda

(Fui para a Holanda)



3. Substituir o verbo "ir" pelo verbo pelo verbo "voltar". Se aparecer a expressão voltar da, é porque ocorre a crase.



Exemplos:



Iremos a Curitiba.

(Voltaremos de Curitiba)



Iremos à Bahia

(Voltaremos da Bahia)



Não ocorre a Crase

a) antes de verbo

Voltamos a contemplar a lua.

b) antes de palavras masculinas

Gosto muito de andar a pé.

Passeamos a cavalo.



c) antes de pronomes de tratamento, exceção feita a senhora, senhorita e dona:

Dirigiu-se a V.Sa. com aspereza

Dirigiu-se à Sra. com aspereza.



d) antes de pronomes em geral:

Não vou a qualquer parte.

Fiz alusão a esta aluna.



e) em expressões formadas por palavras repetidas:

Estamos frente a frente

Estamos cara a cara.



f) quando o "a" vem antes de uma palavra no plural:

Não falo a pessoas estranhas.

Restrição ao crédito causa o temor a empresários.



Crase facultativa

1. Antes de nome próprio feminino:

Refiro-me à (a) Julinana.



2. Antes de pronome possessivo feminino:

Dirija-se à (a) sua fazenda.



3. Depois da preposição até:

Dirija-se até à (a) porta.



Casos particulares

1. Casa

Quando a palavra casa é empregada no sentido de lar e não vem determinada por nenhum adjunto adnominal, não ocorre a crase.

Exemplos:

Regressaram a casa para almoçar - Regressaram à casa de seus pais

2. Terra

Quando a palavra terra for utilizada para designar chão firme, não ocorre crase.

Exemplos:

Regressaram a terra depois de muitos dias.

Regressaram à terra natal.



3. Pronomes demonstrativos: aquele, aquela, aqueles, aqueles, aquilo.

Se o tempo que antecede um desse pronomes demonstrativos reger a preposição a, vai ocorrer a crase.

Exemplos:

Está é a nação que me refiro.

(Este é o país a que me refiro.)

Esta é a nação à qual me refiro.

(Este é o país ao qual me refiro.)

Estas são as finalidades às quais se destina o projeto.

(Estes são os objetivos aos quais se destino o projeto.)

Houve um sugestão anterior à que você deu.

(Houve um palpite anterior ao que você me deu.)



Ocorre também a crase

a) Na indicação do número de horas:

Chegamos às nove horas.



b) Na expressão à moda de, mesmo que a palavra moda venha oculta:

Usam sapatos à (moda de) Luís XV.



c) Nas expressões adverbiais femininas, exceto às de instrumento:

Chegou à tarde (tempo).

Falou à vontade (modo).



d) Nas locuções conjuntivas e prepositivas; à medida que, à força de...



OBSERVAÇÕES: Lembre-se que:



Há - indica tempo passado.

Moramos aqui há seis anos



A - indica tempo futuro e distância.

Daqui a dois meses, irei à fazenda.

Moro a três quarteirões da escola.





Mal e mau



Essas duas são palavras parônimas, as vezes homônimas – dependendo da pronúncia –, e por isso têm sido confundidas e tomadas uma pela outra. Entretanto, é muito fácil distingui-las se conhecemos suas funções, como veremos a seguir:

• Mal (escrito com “l”) – Classifica-se como advérbio de modo e como conjunção subordinativa temporal. Como advérbio, opõe-se a bem e modifica adjetivos (Parece-me pessoa mal-intencionada) e verbos (Mais uma vez, Odilon trabalhou mal). Como conjunção, liga orações e equivale a “tão logo, nem bem”: “Mal tomou posse, começaram as cobranças”. Quando antecedido de artigo ou pronome, expresso ou subentendido, “mal” converte-se em substantivo. Nessa condição, também se opõe a bem e ainda pode flexionar-se: “Devemos combater o mal” (as coisas más) e “Nossos males (nossos problemas) advêm basicamente da falta da noção de cidadania”.

• Mau (escrito com “u”) – É adjetivo masculino e assim pode flexionar-se em gênero (má) e número (maus, más). Acompanha substantivos: “Evite dar mau exemplo”, “Estevão e Fernando são sujeitos maus”, “Não é má idéia” e “Fuja das más companhias, porque o resultado a gente já conhece”. “Mau” também pode substantivar-se e, nessa condição, flexionar-se normalmente: “O mau precisa ser mantido sob controle” (neste exemplo, tanto cabem mal como mau, depende do contexto), “Os bons serão recompensados e os maus, punidos”, “No final da história, a boa foi feliz para sempre e a má morreu” e “As frutas boas foram separadas das más”. “Mau” opõe-se a bom.



Em resumo:

• Mal – Classifica-se como advérbio e conjunção. Antecedido de artigo ou pronome, torna-se substantivo. Como advérbio e substantivo, opõe-se a bem.

• Mau – Classifica-se como adjetivo e, antecedido de artigo ou pronome, substantiva-se. Opõe-se a bom.



Na dúvida, substitua “mal” por “bem” e “mau” por “bom”. Se fizer sentido, é porque o emprego foi acertado.





Por que, por quê, porque, porquê



Esses quatro aí complicam muita gente, menos pela complexidade dos conceitos e mais por falta de “pegar-se o touro a unha” e aprender. A grafia desses vocábulos varia conforme o significado que apresentam e a posição na frase. Vamos a eles:

• Por que Uso 1 – Grafa-se separadamente e sem acento quando a expressão puder ser substituída por pelo qual, pela qual e seus plurais. Assim, em “Aquele é o portão por que devo entrar”, posso substituir o “por que” por pelo qual. Em “Essas são as razões por que não permaneci no cargo”, posso substituir o “por que” por pelas quais.

- Classe de palavra – Preposição por + pronome relativo que.

- Uso 2 – Grafa-se da mesma maneira quando “por que” puder ser substituída por por qual motivo, por qual razão. Exemplos: “Por que você faltou?” e “Não sei por que a semente não germinou”.

- Classe de palavra – Preposição por + pronome interrogativo que.



• Por quê

- É o mesmo caso do “uso 2”, acima, mas aqui o pronome interrogativo termina a frase e depois dele, portanto, vem algum sinal de pontuação: “Afinal, a Marina não veio, por quê?” e “Não me pergunte por quê, já lhe disse.” Como vimos, grafa-se separadamente e com acento circunflexo no “e”.





• Porque

- Uma só palavra, sem acento gráfico. Introduz noção de causa ou alguma explicação.

- Classe de palavra

- Conjunção subordinativa causal: “O Brasil é país injusto porque sua elite é egoísta”. A causa de o Brasil ser país injusto é sua elite ser egoísta. (Equivale a uma vez que.)

- Conjunção coordenativa explicativa: “Precisei afastar-me porque alguém se aproximou”. A aproximação de alguém explica meu afastamento. (Equivale a pois.)





• Porquê

- Uma só palavra, acentuada.

- Classe de palavra – Substantivo. É empregada antecedida de artigo, adjetivo, pronome, numeral, enfim, de vocábulos que normalmente acompanham um substantivo. Exemplos: “Gostaria de saber o porquê disso tudo”. “Quer saber por quê? Tenho pelo menos dois porquês.” Significa razão, motivo.





Ao invés de ou em vez de?



As duas formas estão corretas, cada uma com seu sentido.



"Ao invés de" significa "ao contrário de" e usa-se quando se colocam em oposição idéias contrárias. Exemplos: "Ao invés de economizar, Gilda gastou todo o dinheiro" e "Teria sido melhor se Mário, ao invés de falar, ficasse quieto".



"Em vez de" quer dizer "no lugar de" e usa-se tanto no primeiro caso como quando as idéias não são contrárias, por exemplo: "Manifeste-se, em vez de se omitir", "Em vez de crase, estude regência nominal agora" e "Por que você não usa a blusa amarela, em vez dessa (de + essa) feiosa aí?".



Assim, é incorreto dizer-se "Ao invés de ir à padaria, foi ao supermercado", pois padaria não encerra idéia contrária à de supermercado.





Onde e aonde



"Onde" significa em que lugar. "Aonde" equivale a para qual lugar e emprega-se sempre com verbos que dão idéia de movimento, como ir e levar. Exemplos: "Aonde Viviane vai?". Com os verbos que não encerram idéia de movimento, usa-se "onde": "Onde você mora?" e "A casa onde nasci não existe mais". Onde e aonde são advérbios e, quanto à função, podem ser classificados como interrogativos e relativos. Serão interrogativos se integrarem oração interrogativa, tanto direta como indireta: "Onde está meu casaco?" e "Diga-me aonde Neusa foi". Serão relativos se se referirem a antecedente expresso ou implícito: "Esta é a piscina onde fui campeão" (onde = em que, na qual ® relativo) e "Vou aonde você vai". (Aonde = ao lugar para o qual ® o qual é relativo.) Esta oração equivale a "Vou ao lugar para o qual você vai".





Norma culta - Padrão formal vs. coloquial



Norma culta nada mais é do que a modalidade lingüística escolhida pela elite de uma sociedade como modelo de comunicação verbal. É a língua das pessoas escolarizadas. Ela comporta dois padrões: o formal e o coloquial:

• Padrão formal - É o modelo culto utilizado na escrita, que segue rigidamente as regras gramaticais. Essa linguagem é mais elaborada, tanto porque o falante tem mais tempo para se pronunciar de forma refletida como porque a escrita é supervalorizada na nossa cultura. É a história do "vale o que está escrito".

• Padrão coloquial - É a versão oral da língua culta e, por ser mais livre e espontânea, tem um pouco mais de liberdade e está menos presa à rigidez das regras gramaticais. Entretanto, a margem de afastamento dessas regras é estreita e, embora exista, a permissividade com relação às "transgressões" é pequena.

Assim, na linguagem coloquial, admitem-se, sem grandes traumas, construções como "Ainda não vi ele", "Me passe o arroz" e "Não te falei que você iria conseguir?", inadmissíveis na língua escrita. O falante culto, de modo geral, tem consciência dessa distinção e ao mesmo tempo em que usa naturalmente as construções acima na comunicação oral, evita-as na escrita. Contudo, como se disse, não são muitos os desvios admitidos, e muitas formas peculiares da norma popular são condenadas mesmo na linguagem oral. Construções como "Nóis foi na fazenda" (o "na" ainda seria tolerado) e "Ele pagou dois milhão pelos boi" são impensáveis na boca de um falante culto em ambiente culto, pois passam a quem ouve a impressão de total falta de escolaridade de parte de seu autor. Já em ambiente inculto seriam apropriadas: é a história de "Em Roma, como (fazem) os romanos".



Por outro lado, usos próprios do padrão formal empregados na língua oral costumam parecer forçados ou artificiais no falar despreocupado do dia-a-dia e configuram o que se chama de preciosismo. É o caso de, num bate-papo, ouvirem-se certos empregos do pronome oblíquo - "Ainda não o vimos por aqui" -, flexões do mais-que-perfeito do indicativo - "Eu ainda não entrara no Banco quando aquilo aconteceu - e, o que é pior, o uso da mesóclise, como em "Você ver-se-ia em maus lençóis se continuasse a insistir naquilo". Moral da história: assim como se usa traje apropriado para cada situação social, também se use o padrão lingüístico adequado para as diferentes situações de comunicação social.





Haviam ou havia muitas crianças na creche?



A segunda. Empregado no sentido de “existir”, o verbo haver é impessoal, isto é, não tem sujeito e permanece invariável na terceira pessoa do singular, como em “Não houve um único aluno ausente”, “Havia policiais disfarçados no salão” e “Haverá muitas pessoas que reclamarão”. Ao integrar conjugação composta – a formada por verbo principal e auxiliar –, o verbo haver, no caso de que se trata, torna impessoal também o auxiliar: “Devia haver irregularidades ali” e “Apesar dos prejuízos que possa ter havido, a loja continuou aberta”. Se “haver” for substituído por existir, a concordância processar-se-á normalmente: “Existem vários casos de falha mecânica”





E/ou



Às vezes, deparamos com essa combinação de conjunções ligadas por barra, que indica a simultaneidade dos elementos que a antecedem e sucedem ou sua alternância. O caso mais comum é o dos nomes de correntistas bancários em contas correntes conjuntas de titulares solidários, ou seja, as contas em que um dos titulares aceita e valida a movimentação que o outro faz, como em “José dos Anzóis Pereira e/ou Maria Farinha Pereira”. Neste exemplo, o “e” indica que os titulares da conta são, conjuntamente, José e Maria e o “ou” expressa a possibilidade de operação da conta por um ou outro isoladamente.



Outros exemplos:



1. “Há situações em que o chefe de culto, através do jogo de búzios e/ou tarô conclui que o mal que aflige a pessoa é puramente orgânico” – Considera-se que pode ser praticado o jogo de búzios juntamente com o de tarô ou um deles somente.

2. “Sobremesa: fruta ácida e/ou suco de fruta ácida” – Entende-se que podem ser servidos, como sobremesa, a fruta e o suco ou um deles apenas.

3. “Os jornais pertencem a correligionários e/ou estimados amigos da família” – Há três situações possíveis: existem jornais pertencentes a correligionários que também são amigos ou então a correligionários apenas ou a amigos não-correligionários.

4. “A superstição pode consistir em apego exagerado e/ou infundado a qualquer coisa” – Entende-se que o apego pode ser simultaneamente exagerado e infundado ou somente exagerado ou apenas infundado.

5. “Poderá ser indicado produto complementar e/ou desenvolvimento das características do sistema” – Há três soluções possíveis: aquisição de produto e desenvolvimento de características ou então, isoladamente, aquisição de produto ou desenvolvimento de características.



O que não cabe é usar-se a fórmula e/ou em contextos em que bastaria a alternância ou nos quais a referência é feita a ambos os elementos conjuntamente. Assim, são inadequadas frases como (6) “São sócios honorários os que se tenham distinguido pela doação de bens patrimoniais e/ou financeiros de relevância” e (7) “A multa decorre de atraso nos tempos previstos de vôos nacionais e/ou internacionais”.



Em (6), basta a pessoa haver doado isoladamente bens patrimoniais ou financeiros para ser considerada sócia honorária. Desse modo, ela não necessita doar os dois tipos de bem para conseguir a honraria. O emprego de “ou”, portanto, é suficiente. Em (7), se a multa se aplica a ambas as situações, utilize-se apenas “e”. Se a penalidade se aplicasse somente a um dos casos, o outro não deveria sequer ser mencionado: “A multa decorre de atraso nos tempos previstos de vôos nacionais” ou “A multa decorre de atraso nos tempos previstos de vôos internacionais”.



O emprego da fórmula e/ou requer alguma cautela para garantir-se coerência. Tem a ver em alguma medida com o raciocínio lógico.





Esta e está



Atualmente, esse par vem suscitando muitas dúvidas entre as pessoas, estudantes, inclusive. Vamos esclarecer o sentido de um e de outro:



Esta é pronome demonstrativo feminino (pronome substantivo ou adjetivo, conforme o contexto) e serve para designar algo no espaço ou no texto. Assim, temos: “Esta cadeira está quebrada”, “Esta última não existe no Brasil” (num texto, depois de enumeração de vários nomes de frutas, por exemplo) e “Sua mesa é esta”. Repare que não há qualquer acento gráfico em “esta”. Ela é paroxítona, isto é, o acento tônico recai na penúltima sílaba e o “e” é aberto; (és-ta).



Está é flexão do verbo “estar” na terceira pessoa do singular do presente do indicativo e na segunda pessoa do imperativo afirmativo. Como esta possibilidade é de ocorrência rara, vamo-nos ater à flexão do indicativo, como em “Paulo está melhor de saúde agora”, “Quem está aí?” e “Carlos está viajando pela Europa”. Portanto, está é forma verbal, que indica estado. Note que nessa palavra há o acento gráfico no “á”, o que mostra ser ela oxítona, ou seja, a maior força da emissão de voz recai na última sílaba (es-tá).



Então, não nos esqueçamos: esta se refere a alguma coisa: pessoa, objeto, idéia, trecho de texto: “esta menina”, “esta panela”, “esta proposta”. Está é forma verbal e pode ter sujeito (Norma está bordando) ou não (Está frio lá fora).





Até e Até a



Quando liga dois termos oracionais, "até" classifica-se como preposição, como em (1) “Correu até o poste”. Nessa condição, pode ser usada sozinha, como nesse exemplo, ou acompanhada da preposição "a". Assim, (2) "Vou até o boteco/Vou até ao boteco" e (3) "Caminharei até a praça/Caminharei até à praça".



Na hipótese de usar-se a locução “até a”, cuide-se para verificar se o nome que a segue é feminino e se está sendo usado com o artigo “a”. Neste caso, haverá crase, como acabamos de ver em (3). As coisas ocorrem assim: “Vou até a + a praça ® Vou até à praça”. Da mesma forma, (4) “Chegamos até à vila de São João” e (5) “Caminhamos até às ruínas de Tiahuanaco”.



“Até” pode-se classificar também como advérbio e dessa maneira equivale a “ainda”, “mesmo”: (6) “Podemos até vender a chácara”. Note que esse emprego é expletivo: se retiramos a palavra assinalada, o sentido básico da oração não se altera, mas ela perde algo de sua força expressiva: (7): “Podemos vender a chácara”.









Dia a dia/dia-a-dia



A escolha dessas duas causa freqüentes dúvidas. Vamos esclarecer:



A locução adverbial “dia a dia” (sem hífen) significa todos os dias, cada dia e exerce a função sintática de adjunto adverbial, como em "Ela trabalhou dia a dia (dia após dia) com muita dificuldade" e “Antigamente, o custo de vida subia dia a dia”. Observe que esse sintagma não vem determinado por artigo ou pronome.



Já a forma com hífen é substantivo composto e quer dizer diário, cotidiano e pode exercer várias funções sintáticas. Em "Esta roupa é destinada ao uso no dia-a-dia", "dia-a-dia" é adjunto adnominal; em "O dia-a-dia do trabalhador das minas é muito árduo", o composto integra o sujeito "O dia-a-dia do trabalhador das minas"; em “Considero que o dia-a-dia daqueles estudantes é equilibrado”, a função é a de objeto direto; em “Não é raro isso ocorrer no dia-a-dia das pessoas”, adjunto adverbial; e assim por diante.



Então, para fixar:



* Dia a dia (sem hífen) – Locução adverbial. Funciona como adjunto adverbial e assim vincula-se geralmente a verbos. Não é precedida por artigo ou pronome e significa todos os dias, cada dia.

* Dia-a-dia (com hífen) – Substantivo composto. Funciona como sujeito, complemento, adjunto adnominal ou adverbial. Geralmente, é antecedido por artigo ou pronome e quer dizer diário, cotidiano.





Através de



O emprego dessa locução prepositiva costuma suscitar dúvidas e controvérsias, além de muitas vezes ela ser utilizada de forma incorreta. Vejamos como a norma culta prescreve seu uso.



Em primeiro lugar, não nos esqueçamos de esse grupo vocabular ser escrito com “s” final. Em segundo lugar, deve ficar claro que, para atender-se ao que recomenda a Gramática, não é possível a utilização de “através” sem a necessária preposição “de”: “através de”. Por isso, são incorretas frases como “Ouvi a notícia através o rádio”.



Depois, desfaçamos aqui equívoco em que incorre muita gente desavisada, que não se aprofunda no estudo e “chuta” opiniões sem base: dão vazão ao mito segundo o qual a locução “através de” só pode ser empregada com o sentido de de um lado para o outro, ou seja, com idéia física de movimento de lado a lado. Essas pessoas ignoram que a língua evolui e que o sentido das palavras e expressões altera-se conforme a vontade do grupo falante. Além do mais, “através de”, com a equivalência de “por meio de”, “mediante” é abonada por escritores consagrados. E ainda: entre os gramáticos eméritos brasileiros, um dos mais conservadores e intransigentes foi o mestre Napoleão Mendes de Almeida. Pois bem, em seu “Dicionário de questões vernáculas”, ele escreve sobre o assunto:



“Se constitui erro empregar através de para indicar o agente da passiva (O gol foi feito através do jogador Tal), não se deve por outro lado cair no exagero oposto de julgar que a locução só é possível quando significa ‘de um lado para o outro’, ‘de lado a lado’ (Passou através da multidão – Passou a espada através do corpo). Não vemos erro em: ‘A palavra veio-nos do latim através do francês’”.



Portanto, podemos escrever com acerto: “Conheci Denise através de apresentação do Cláudio”, “Os vocábulos oriundos do latim vulgar sofreram muitas alterações através das mudanças fonéticas” e “As instruções vieram-nos através dos canais hierárquicos”.



Finalmente, os puristas condenam o emprego dessa locução no agente da passiva. Segundo eles, devemos evitar construções do tipo “Esses nomes foram popularizados através dos meios de comunicação” e “A orientação foi transmitida através do gabinete pessoal”, em que “meios de comunicação” e “gabinete pessoal” são agentes da passiva. Na estruturas sucedâneas, pode ser utilizada a preposição “por”: “Esses nomes foram popularizados pelos meios de comunicação” e “A orientação foi transmitida pelo gabinete pessoal”.

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